Tag: Pets

  • Quarentena Junina com o Pet

    Quarentena Junina com o Pet

    Devido ao isolamento social, em 2020 a festa junina será em casa com quitutes caseiros.

    Em meio a um cenário pandêmico, a quarentena exige que nos reinventemos, criando maneiras de se divertir mesmo dentro de casa – e claro que, para os papais de pet, o isolamento fica mais fácil, tendo uma das melhores companhias ao seu lado a todo momento.

    Então, para festejar a época junina, nada melhor do que aprender maneiras de incluir seu pet nas comemorações, certo? Uma época festiva envolve toda a preparação de roupas, decoração e principalmente as comidas. Para isso, separamos uma receita de pipoca natural, perfeita para o petisco de seu pet.

    É importante ressaltar a importância da não utilização de qualquer tempero, sal, manteiga e óleo no preparo da pipoca, pois os condimentos são extremamente prejudiciais à saúde do pet – relacionado à quantidade de sódio e gordura que iria para a corrente sanguínea.

    Ingredientes:

    1 xícara de milho natural;
    ½ xícara de água;
    Saco de papel;
    Panela com tampa ou micro-ondas;
    Recipiente para servir o petisco;

    Modo de fazer 1:

    Dê preferência ao grão de milho natural, ou seja, opte por aqueles que vem em sacos transparentes ou comprados soltos. Nunca utilizar pipoca de micro-ondas;
    Coloque os milhos naturais dentro de uma panela e acrescente meia xícara de água;
    Feche metade da panela com a tampa, deixando um espaço pequeno para o milho respirar;
    Em fogo médio, a água quente irá estourar os grãos;
    Espere esfriar um pouco e sirva para o cachorro sem acrescentar sal ou outro tempero.

    Modo de fazer 2:

    Coloque uma xícara de milho natural dentro de um saco de papel, como aqueles que são utilizados para embalar o pão que trazemos da padaria;
    Com o saco de papel bem fechado, coloque-o dentro do micro-ondas e deixe aquecer por alguns minutos. O tempo irá depender da potência do seu aparelho e, assim, o grão de milho irá estourar sem precisar de nada adicional;
    Espere esfriar um pouco e sirva para o cachorro sem acrescentar sal ou outro tempero.

    Pontuamos novamente que este alimento deve ser usado como petisco, não substituindo de maneira alguma as rações comuns.

    E aí, gostaram da ideia? Se tentarem, não esqueçam de nos enviar pela hashtag #FamíliaManualPet no Instagram e confiram as outras receitas presentes no site. Confira: https://www.manualpet.com/noticias/detalhe/52/biscoito-de-banana-para-caes

     

    Fonte: Canal do Pet – IG

  • Cão de campo: Ajuda ou atrapalha na lida?

    Cão de campo: Ajuda ou atrapalha na lida?

    Mantenha as raças em mente

    Embora muitas raças sejam adequadas para ambientes rurais, os cães maiores tendem a gostar de morar em um lugar onde há espaço aberto para correr e brincar.

    Se você tem ou está pensando em adquirir um cão maior, certifique-se de ficar de olho neles enquanto eles estão explorando, para que não se afastem.

    Se você mora em uma fazenda, cães maiores, como Border Collies, Pastores Alemães, Pastores Ingleses Antigos ou Pastores Australianos, são grandes raças para ajudar no pastoreio ou em outras tarefas agrícolas.

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    Figura 1: Um cachorro da raça Border Collie

    Deixe seu filhote vagar livremente – com alguns limites

    Viver em uma cidade menor ou ambiente rural significa que você pode ter um quintal grande.

    Aproveite esse espaço aberto e deixe seu animal de estimação se divertir correndo.

    Um quintal fechado ou grandes acres de terra são ótimos lugares para o seu filhote brincar em um ambiente seguro, longe do tráfego.

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    Figura 2: Um cachorro correndo ao ar livre

     

    Socialize seu animal de estimação

    Enquanto vive em uma comunidade menor, pode ser difícil para seu amigo fazer amigos ou socializar com outros animais de estimação.

    Se a sua comunidade possui um parque para cães, faça da parada no parque uma parte de sua caminhada diária – seu filhote irá adorar passear com outros amigos peludos com os quais eles normalmente não conseguem interagir.

    Se você não mora perto de um parque para cães, não se preocupe!

    Muitas comunidades oferecem creches para cães, onde seu bebê de pêlo pode se encontrar e brincar com outros cães da comunidade.

    Antes de visitar uma creche para cães, certifique-se de proteger seus animais de estimação contra a gripe canina com uma vacinação anual .

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    Figura 3: Filhotes de Border Collies

     

    Mantenha seus animais de estimação seguros

    Viver em um local rural pode ser uma experiência maravilhosa para você e sua família, especialmente animais de estimação!

    Mas estar cercado por terrenos abertos pode facilitar a fuga dos animais de estimação se eles encontrarem um portão aberto ou uma saída da sua propriedade.

    Certifique-se de colocar um microchip e registrar seus animais de estimação com empresas especializadas e manter seus dados atualizados, para que você tenha salvaguardas, caso seu amigo peludo fuja.

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    Figura 4: Border Collie dentro de casa

     

  • Meu gato detesta porta fechada: o que fazer?

    Meu gato detesta porta fechada: o que fazer?

    Não é só o seu. Em fóruns na Internet, em vários países é possível ler sobre donos de gatos comentando dessa mania, alguns até dando depoimentos sobre o gato arranhar a porta fechada, por exemplo. 

    Em artigos especializados sobre o assunto, mais de um conhecedor do mundo felino chama o problema de síndrome da porta fechada. Há quem afirme que não sabe se é um comportamento normal, mas, em vários fóruns, muitos tentam explicar o que é que acontece com os gatos, pois eles simplesmente não suportam ver nenhuma porta fechada. Um comentarista até garantiu que, se os gatos governassem efetivamente o mundo, mais do que já fazem com seus donos, as portas seriam definitivamente banidas da Terra.

    O que soa muito intrigante para os donos é que, sentados confortavelmente, sozinhos ou conversando com alguém, de repente ouvem o miado diante da porta ou o arranhado na superfície de madeira que traz uma maçaneta que o gato não consegue abrir,feito por seu gatinho que quer ir para o outro lado ou vir para o lado de cá.

    Quem se sente incomodado deve investir em saídas imaginativas. Mas, então, o que fazer? 

     

    Supervisores

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    Como sempre, tentar conhecer um pouco mais os nossos amigos, cada vez mais comuns no mundo todo, os gatos, é algo importante. 

    O gato é tido como uma espécie de supervisor compulsório, ou seja, ele simplesmente precisa monitorar e gerenciar todos os mínimos espaços em seus territórios. Obviamente, nós não podemos pensar em duas dimensões, temos que considerar a questão elementar para eles que é saltar, trepar nas coisas. Um gato quer liberdade e expansão. Com uma porta fechada, ele se sente sem condição de vigiar tudo e sem condição de se expandir ele apenas fica irritado com ela, e a solução que ele encontra é, além de miar, a de arranhar a madeira da porta. Se conseguir, um gato abrirá qualquer porta fechada, por sua escolha declarada e absoluta.

    Há vários proprietários que garantem que seu gato fica verdadeiramente ‘acampado’ diante da porta fechada do banheiro quando alguém fica lá fazendo suas necessidades. A impressão que temos é que o gato acredita que a pessoa possa precisar de sua orientação a qualquer momento, então, aguarda que tudo seja resolvido e a porta seja aberta. 

     

    Memória quase fotográfica

    Os gatos são famosos por terem memória quase fotográfica. Eles se destacam por aprender virtualmente cada centímetro quadrado de seu território e observar quando as coisas estão erradas. Se houver uma porta que nunca foi aberta, isso pouco interessará ao gato. Agora, se alguém a abrir, ah, a curiosidade intensa será instalada neles sobre o que está do outro lado! Já uma porta sempre aberta significa que eles instintivamente devem inspecionar o que está além da porta para ver se está tudo como deveria. Eles são ‘patrulheiros’ de seu território. Isso é considerado um comportamento normal para eles. 

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    Cadeia de predadores

    Coitado do seu bichano: ele não tem culpa de ser um excelente predador de coisas animadas, viventes, como ratos e pássaros!

    Mas, assim como caçam, também podem ser caçados. Há países, como na Inglaterra, por exemplo, em que raposas já tiveram a condição de matar gatos, o mesmo acontecendo nos EUA com coiotes e linces, os predadores, naquele país, dos bichanos. E o que isso tem a ver com portas fechadas?

    Gatos querem ter o máximo de informações sobre possíveis perigos quando entram no mundo exterior. De certa forma, limitar o seu espaço, impede-os de ver ou ouvir qualquer sinal de possíveis perigos. É por isso que é difícil adaptar determinados tipos de aparatos para passeios com gatos, porque eles tendem a ficar aflitos por conta dessa delimitação. 

    Antes de aventurar-se para além de um obstáculo, eles precisam saber se é seguro o lado de lá. Eles querem ver e cheirar o que existe antes de poder tocar e penetrar em algum ambiente. Obstáculos  são amedrontadores para eles. Sempre parecem estar de fora de algum lugar e têm que conhecer o outro lado, daí, portas abertas sempre para eles, pois querem ter certeza de que não há nenhuma ameaça do lado de lá.

     

    Controladores

    Os gatos se julgam os donos da casa e se acham superiores em todos os aspectos. Uma porta fechada significa que eles não estão no controle de tudo . Eles não gostam disso e vão incomodá-lo até que você a abra para que eles possam entrar ou passar para o outro lado. Não significa necessariamente que eles querem estar naquela sala, mas que podem precisar estar naquela sala, se assim o desejarem. Eles mandam, acabou!

    São geniosos: são como criancinhas mimadas querendo algo apenas porque lhes dizem que não podem tê-lo. Eles nunca pensaram em querer aquilo até que soubessem que não era permitido. O mais interessante é que, em seguida, eles fazem o que podem para obter seu objetivo, que é a porta aberta, mesmo que não a usem para nada depois de que ela tenha sido aberta, além de o gato passar por ela. 

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    Focinho na porta, não, afinal, somos seres muito sociais

    Gatos também consideram uma falta de cortesia ter uma porta fechada na cara – coisa que os gatos não conseguem saber se é intencional; intencional ou acidental, o fato é um só  para os gatos: obstáculo. 

    Enquanto seu súdito, quer dizer, seu humano não girar a maçaneta, eles vão miar, arranhar e se desesperar até que a passagem esteja aberta novamente.

    Uma realidade que muitos ainda ignoram é que os gatos são criaturas sociais e querem ser capazes de interagir com os outros indivíduos em sua casa, quer sejam humanos, felinos ou outros animais. Uma das maiores mentiras já inventadas pelo homem é a de que os gatos são antissociais. Quem tem gato em casa sabe o quanto eles andam atrás de nós o tempo todo, pois não gostam de ficar sozinhos. 

    Eles se importam com tudo o que os seus humanos estão fazendo, são muito curiosos e gostam de prestar atenção em cada movimento que realizamos. O problema da porta fechada é que ela não permite ao gato saber o que está acontecendo do outro lado, e isso os angustia de forma cruel. 

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    Nem tudo pode ficar aberto o tempo todo: e agora?

    Mas também é normal existirem cômodos que não podem ser abertos aos bichanos, então, o que fazer para desviar o seu foco desses locais? A resposta para isso é enriquecimento ambiental. Quanto mais atraente e divertido for o ambiente, menos o gato irá se interessar em passear pelas áreas proibidas da casa.

    Só não podemos nos esquecer de que, nessa situação toda, o gatinho pode acabar se machucando enquanto se agita desesperadamente para alguém abrir-lhe a porta, além do prejuízo que seus arranhões insistentes podem provocar na porta.

    A solução para esse comportamento é instalar a famosa portinha para gatos nas portas internas da sua casa, assim, você pode manter a privacidade do ambiente sem impedir a liberdade de ir e vir do seu gatinho. 

    A gente sabe que, para muitos donos de gato, é desconfortável permitir o acesso do bichinho ao banheiro ou ao quarto durante a noite, na hora de dormir. Acontece que a natureza deles não vai mudar, eles sempre vão desejar estar onde nós estamos, participar de tudo o que estamos fazendo, afinal, o que para alguns  humanos é sinal de intromissão, para os gatos é pura expressão de amor.

    Nossa sugestão é que você pense com carinho nesse assunto. Evite sofrimento ao seu gatinho e estresse desnecessário para você! Consulte um especialista em comportamento animal (ou etologia), visite lojas especializadas em artefatos e mobília especial para gatos, a fim de proporcionar a eles o enriquecimento ambiental necessário, e, até, se for o caso, consulte um arquiteto de interiores para ver a solução que consiga dar conta de oferecer satisfação a seu gato e menor prejuízo a suas portas. 

  • Cebola e alho, meus pets podem comer?

    Cebola e alho, meus pets podem comer?

    Estes ingredientes picantes são péssimos para os cães. Eles podem realmente destruir os glóbulos vermelhos de um cão, levando à anemia, se consumidos em grandes quantidades. Difícil às vezes retirá-lo de um alimento que queremos – digamos – dividir com nosso cão, considerando também que uma dose pequena pode não causar muito dano. O problema é que uma dose grande ou pequenas doses regulares podem levar ao envenenamento. Os sintomas podem incluir fraqueza, vômito, falta de ar e perda de interesse pela comida. Mantenha o mau hálito causados por esses dois temperos apenas para si mesmo, por favor, porque os cães não merecem sofrer por conta deles!

  • Biscoito de legumes para pets

    Biscoito de legumes para pets

    Alternativas saudáveis às guloseimas

    Para aniversários, mesmo para a Páscoa, há opções de petiscos e até ovos (ou que se assemelham muito a ovos) que podem ser oferecidos aos animais, já que em sua composição só entram frutas e legumes, que são alimentos muito recomendados aos bichinhos.

    Existe em São Paulo até uma empresária que montou uma confeitaria especializada nesse tipo de petisco, com excelente aceitação de público.

    Todos os petiscos que ela oferece são naturais. São biscoitos, bolinhos de aniversário, além de ovos de Páscoa feitos com alfarroba, até panetone para pets. Se você quiser tentar alguma receita, saiba que você nunca poderá usar trigo, leite, sal, açúcar nem corantes. Os ingredientes recomendados são farinha de arroz, banana, cenoura, pasta de amendoim, alfarroba, frango, frutas e legumes.

    Por falar nisso, reproduzimos abaixo uma receita de biscoito de legumes, muito fácil de fazer.

    Biscoito de legumes

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    Em um processador, triture uma cenoura – se for orgânica, pode ser utilizada mesmo com casca –, uma abobrinha (se não tiver um processador, rale primeiro os legumes num ralador e bata-as num liquidificador), junte algumas folhas de espinafre, 4 colheres de manteiga de amendoim (não existe no Brasil, mas seria o ingrediente ideal, que normalmente pode ser substituída por mel) e, finalmente, 1 xícara das de chá de aveia em flocos.

    Bater tudo no processador ou no liquidificador até que os ingredientes se transformem numa pasta multicolorida (leva alguns segundos tanto no processador quanto no liquidificador).

    Em uma tigela, quebre dois ovos, verificando, antes de agregá-los à pasta se estão em condições de consumo (obviamente, ovos estragados não servem). Na tigela junte os ovos e a pasta. Em seguida, junte 3 a 4 xícaras das de chá de farinha integral, aos poucos (uma colher a cada vez, misturando à pasta e mexendo-a com as mãos para formar um bolo ou uma bola de pasta com farinha). A quantidade da farinha dependerá da umidade dos legumes: quanto mais úmidos, mais farinha será necessária – essa quantidade é sentida por quem está manuseando a pasta.

    Entre duas folhas de papel manteiga, coloque uma porção circular generosa do bolo, em seguida amasse o bolo com um rolo de macarrão, por sobre a folha de manteiga (não se preocupe, que ele não rasga com facilidade).

    Com uma forma de metal ou até com pequenas xícaras, faça recortes no bolo achatado pelo rolo, que serão os biscoitos antes do cozimento. Há formas charmosas em formato de pata de cão ou de gato.

    Em um forno pré-aquecido (geralmente, cinco minutos são suficientes), coloque os biscoitos úmidos para assar em uma temperatura de 200oC por 20 minutos; depois desse tempo, reduza a temperatura para a mínima aceitável pelo marcador do forno (sem apagar a chama, é claro) e deixe assar por mais 10 minutos. O objetivo é que os biscoitos fiquem bem secos, do contrário, eles ficarão úmidos e, com algum tempo, acabarão embolorando (criando fungos), algo nocivo a qualquer animal.

    Se você, humano, quiser experimentar como um cão ou gato sente o que você fez para ele, não coloque sal nem açúcar para degustar, porque, como vimos acima, esses ingredientes não devem ser usados em receitas para alimentos feitos a seus animais de estimação. Eles apreciarão, acredite – e você não precisa querer agradá-los mais do que com isso. Os biscoitos guardados em um pote bem fechado podem ser dados a eles. Esta receita pode render biscoitos para até um mês, dependendo do tamanho de cada um deles.

    Lembrete: petisco não é alimento principal, ele pode engordar e não é ração. Só deve ser dado de vez em quando, como forma de agrado, não como refeição. 

  • Biscoito de aveia, caldo de carne e farinha integral

    Biscoito de aveia, caldo de carne e farinha integral

    Ingredientes

    2 xícaras de farinha de trigo integral

    1 xícara de aveia em flocos

    1 xícara de caldo de carne (não industrializado!!! cuidado com o sódio para seu cão!)

    Utilizando os mesmos acessórios que foram utilizados na receita para o biscoito de banana, misture todos os ingredientes até formar uma massa firme que não gruda mais nas mãos, abra-adepois com um rolo de macarrão (ou com as próprias mãos) e corte-a no formato desejado dos biscoitos.

    Como são biscoitos – a palavra significa, literalmente, cozidos duas vezes: ‘bis’ (dois) ‘coito’ (cozido) –, eles devem ter dois cozimentos, o de 20 minutos aproximadamente em temperatura de 200oC e o de cerca de 10 minutos na menor temperatura possível do forno, justamente para que fiquem secos, dourem e não queimem. Biscoitos não podem ser guardados úmidos, para não haver a possibilidade de produção de fungos. 

    Esses dois últimos biscoitos – banana e aveia com caldo de carne – talvez agradem também aos humanos, apesar de praticamente não levarem tempero. Aos cães agradarão muitíssimo, mas não abuse! Não caia na sedução da carinha fofa deles que insinua um ‘quero mais’ insistente: você deve estar no comando, lembre-se disso para o bem do seu animal!

     

  • Yorkshire Terrier: Saiba como criar um

    Yorkshire Terrier: Saiba como criar um

    Não deixe que a delicadeza do Yorkshire Terrier o engane. Tenaz, mal-humorado, corajoso e às vezes mandão, o Yorkie exibe todos os traços de um verdadeiro terrier: late muito se não controlado, principalmente para estranhos, pode lutar até a morte contra um cão, se não for devidamente apresentado a ele (aos poucos, com cautela), não é tão bom para crianças pequenas (que o podem ver como um brinquedo) e é adaptável facilmente a apartamentos, pelo tamanho (de 20 a 25 centímetros, da pata à cernelha; no máximo, 30 centímetros). Muitas vezes nomeada a raça de cachorro mais popular em várias cidades americanas, os yorkies são os favoritos dos urbanos do mundo inteiro.Eles têm vida longa (de 12 a 16 anos) e são hipoalergênicos (sua pelagem é mais parecida com os cabelos humanos do que com pelos de animal), até servindo como pequenos cães de guarda. Esta é uma verdadeira “raça de personalidade”, proporcionando anos de risos, amor e companheirismo.

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    História

    O Yorkshire Terrier foi desenvolvido em meados de 1800 nos condados do norte da Inglaterra de Yorkshire e Lancashire. Tornou-se um cãozinho da moda para damas inglesas nobres no final da era vitoriana, mas no seu início era um cão tipicamente da classe trabalhadora, já que sua origem foram os tecelões da Escócia que migraram para a Inglaterra e trouxeram consigo seus terriers escoceses.Os tecelões escoceses se orgulhavam de seus terriers pequenos e duros, criados pequenos o suficiente para se espremerem nos cantos e recantos das fábricas têxteis em busca de roedores. O ponto de virada na história da raça ocorreu em 1886, quando o Kennel Club da Inglaterra concedeu o reconhecimento à raça, com isso tornando-se moda como companheiro das senhoras. E, à medida que a popularidade do Yorkie entre os da moda aumentava, seu tamanho diminuía para atender melhor à sua nova descrição de cargo: companheiro adorável e divertido sentado no colo do luxo.Piadas foram feitas sobre a longa e sedosa pelagem do Yorkie, com o pessoal das tecelagens britânicas dizendo, no século XIX, que seus cabelos finamente texturizados eram um produto dos teares. A região natal de Yorkie era um centro de mineração e fabricação de têxteis, e muitos yorkies (os maiores e mais pesados) eram empregados em minas de carvão como exterminadores de ratos. Hoje, ainda, nos Estados Unidos da América, eles são o terror dos esquilos.

    Saúde

    Por serem muito sensíveis, eles não gostam de temperaturas extremas (frio ou calor intenso), que devem ser evitadas, para não lhes causar problemas de saúde. Na aquisição, devem ser evitados filhotes extremamente pequenos (menores do que o padrão), porque são propensos a problemas de constituição genética e à saúde em geral. A raça pode ter luxação patelar (típico problema de cães pequenos), problemas oculares como a atrofia progressiva da retina (que pode levar à cegueira), problemas no fígado, traqueia colapsada, hipoglicemia, espirros reversos (de curta duração), além de problemas nos dentes e nas gengivas. A quantidade diária de alimento deve ser de ½ a ¾ de xícara de ração seca de alta qualidade por dia, dividida em duas refeições, com variações para mais ou para menos dependendo da constituição, do metabolismo, do nível de atividade do seu cão adulto e até da qualidade da ração. O peso normal de cães até 22 centímetros é de 3,2 kg, mas o ideal é a apalpação no meio da coluna, que deve ser sentida e devem ser vistas as costelas – se não forem vistas, é preciso reduzir a dose de comida.

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    A bela e sedosa pelagem dos Yorkies

    Os filhotes nascem pretos, com a pelagem azul e castanho se desenvolvendo gradualmente, geralmente após os um ano de idade. Filhotes que começam a clarear antes dos um ano de idade geralmente ficam mais cinzentos do que azuis.Da parte de trás da cabeça até a ponta da cauda, a pelagem é de um azul acinzentado escuro – às vezes descrito como o azul de um cano de espingarda – com um brilho azulado quando visto à luz do sol. A cabeça é dourada, não avermelhada, com os pelos castanhos mais escuros nas raízes do que nas pontas. A pelagem que cai sobre o rosto é longa, com o mesmo tom dourado da carinha. Os pelos são um pouco mais escuros na base das orelhas e no focinho. O bronzeado na cabeça não se estende além das orelhas, e nenhum pelo preto se mistura ao bronzeado. Os Yorkshire Terriers também têm patas bronzeadas, mas a cor bronzeada não se estende acima dos joelhos.Alterações hormonais também podem afetar a cor. As fêmeas no cio ficam mais leves e depois escurecem novamente após o término desse período. Escove suavemente a longa pelagem do Yorkie todos os dias para ajudar a evitar que os pelos se enrolem e para mantê-los limpos. Para manter a pelagem bela e brilhante, o banho do seu Yorkie deve ser semanal, sem necessidade de esfregar a pelagem, apenas molhá-la, aplicar-lhe o xampu e passar os dedos por el para levantar a sujeira, daí aplicar um condicionador suave e enxaguar bem o animal, também usando um condicionador suave para a secagem e escovação, considerando que escovar uma pelagem seca ou suja provoca quebra dos fios da bela pelagem do seu Yorkie. As unhas aparadas corretamente ajudam a evitar problemas. E aparar os pelos muito compridos junto à área anal é interessante para evitar sujidades e mau cheiro nos pelos da região.

  • Como limpar as orelhas de cães e gatos

    Como limpar as orelhas de cães e gatos

    Caso você não saiba, é importante sempre verificar como estão as orelhas de seus animais de estimação. Um dos sinais de que algo não vai bem é a coceira intermitente que cães e gatos podem manifestar.

    A cera nos ouvidos – um dos problemas – impede os humanos de ouvir bem, nos animais não é diferente. Ocorre, porém, que neles, que possuem cavidade auditiva bem maior do que a dos humanos, a cera e sujidades podem atrair parasitas, como carrapatos, só para dar um exemplo. Vamos aprender a limpar, hidratar e reequilibrar as orelhas de cães e gatos, deixando ao redor delas uma agradável fragrância de limão?

    Procedimentos para a higienização das orelhas de seu animal de estimação

    Como os animais não conseguem dizer aos tutores que eles, cães, estão com problemas auditivos, cabe aos humanos perceberem os sinais, como coceiras ou queixas ao simples toque (estas, sinais de dores causadas por algum problema mais sério).

    Os dois procedimentos absolutamente necessários são a limpeza com determinada frequência das orelhas (o que inclui uma limpeza mais profunda que chegue às partes internas dos ouvidos que sejam acessíveis) e eventualmente a aplicação de algum produto farmacológico (remédio), se o problema já tiver alguma dimensão maior ou for bem recorrente (em algumas raças, otites são mais comuns, como veremos).

    Exemplo de produto disponível

    O mercado de produtos veterinários já é bem grande no Brasil e dispõe de vários produtos, inclusive para a limpeza e higiene dos ouvidos de animais domésticos. Daremos o exemplo de um deles, que traz já na embalagem instruções bem fáceis de serem seguidas para o procedimento.

    Trata-se do Sonotix®, marca registrada de um produto do laboratório francês Vetoquinol.

         Veja como é fácil fazer a limpeza das orelhas dos animais domésticos

    Não há necessidade de ter medo de limpar as orelhas de seus bichinhos, porque hoje produtos como o Sonotix® facilitam essa rotina. O produto é exclusivamente para uso veterinário e já traz na própria embalagem os procedimentos necessários.

    O efeito do produto

    O produto que usamos como exemplo apresenta-se como sendo uma solução auricular de limpeza profunda e é indicado para cães e gatos, tendo uma tripla ação: remover o cerume de forma rápida e eficaz; manter saudáveis os ouvidos do animal; e neutralizar o odor que exala de canais auditivos de animais, especialmente os que têm orelhinhas que os abafam, como é o caso de animais com orelhas rebaixadas. O cocker spaniel é exemplo de uma raça com essas características, não por acaso uma das que mais sofre com otites e que até é a capa do estudo da própria Vetoquinol publicado sobre o produto (disponível emhttps://www.vetsmart.com.br/cg/estudo/13921/sonotix-uma-nova-dimensao-na-otologia), sob o título “Chegou Sonotix”.

    Sequência de procedimentos para a limpeza:

    1. Despeje com cuidado duas gotas do produto no canal auditivo com o uso da cânula aplicadora que acompanha o produto. Em animais com orelhas grandes, elas precisam ser obviamente afastadas para que se consiga ver o canal auditivo do animal. A ponta da cânula deve ser colocada na entrada da orelha e deve-se, em seguida, apertar o frasco até que se possa sentir que dele saíram jatos. Não se preocupe com excessos.
    2. Faça massagem por um minuto pressionando a orelha contra o corpo do animal, delicadamente, de baixo para cima, o que ajuda a soltar e remover os resíduos internos.
    3. Deixe o animal chacoalhar a cabeça – ele o fará inevitavelmente.
    4. Limpe eventuais excessos do produto com algodão ou um lenço de papel.

     

    Evitar machucar o animal

    Especialmente em animais que se queixam ao simples toque, mas também observando cuidados mínimos em todos os animais, procure evitar machucar o animal, respeitando as fases acima, efetuadas com o cuidado necessário na pressão, na colocação da cânula, no massageamento e na limpeza do excesso.

    Evite pressões excessivas (o grito do animal é o sinal importante de que está havendo alguma força a mais), movimentos bruscos e pressa. No caso da colocação do algodão ou papel para retirar o excesso, não há necessidade de forçar seu dedo no interior do canal auditivo do animal, apenas se deve colocar o algodão e fazer um movimento circular delicado para promover a limpeza – é mais o algodão que seu dedo que entra no ouvido do animal. Não piore a condição do animal, portanto! Saiba que limpezas bruscas podem até provocar a perfuração do tímpano do animal, o que inevitavelmente o levará à surdez.

    Como o pH do produto é neutro, não há nenhum perigo de que a limpeza agrida a pele das orelhas dos ‘pets’.

    Agentes para diminuir ou amolecer o cerume dos ouvidos (ceruminolíticos)

    Os ingredientes do produto são suaves. Eles foram tratados e tornados acessíveis ao público para ajudar na limpeza do ouvido dos ‘pets’ sem causar neles qualquer alergia tampouco irritar a pele ou o pelo dos animais.

    O produto citado contém três agentes ceruminolíticos, ou agentes que ajudam a diminuir ou amolecer o cerume dos ouvidos, que é a cera dos ouvidos, aquela substância meio líquida, meio pastosa, grosso, gordurosa e amarelada que se forma no conduto auditivo externo. São eles: o transcutol V, a glicina capriloil e o álcool isopropílico.

    O transcutol V interfere na integridade do cerume, ou seja, promove o processo de liberação das aderências do cerume da superfície onde está instalado, que é o ouvido do animal.

    A glicina capriloil agiliza o processo de limpeza através do processo de emulsão (que provoca a dispersão de um líquido em outro não imiscível – que não se mistura – com ele) dosdebris celulares, que são fragmentos de células que ocorrem por alguns motivos, entre os quais a necrose de células – no cerume, isso é bastante comum. O cerume normal é necessário para proteger o ouvido de poeira e micro-organismos que podem causar infecções no ouvido. O problema é o excesso, que é comum em ‘orelhas abafadas’, como as dos ‘cockers’, por exemplo. A retirada de cera deve ser adequada, não havendo retirada contínua, porque, quanto mais cera se retira, mais as glândulas sebáceas a produzem, como forma de compensação. A retirada sem critério pode provocar o que o excesso de cera também provoca: otites e até surdez. O uso do produto uma vez por semana visa a dar a adequada limpeza, sem excesso, do cerume.

    O álcool isopropílico, também auxiliar na emulsão dos debris celulares, tem função adstringente, ou seja, de compressão dos tecidos e diminuição das secreções do ouvido.

    Na composição do produto, entram também: calêndula, glicerina, labrasol, fragrância de limão, polisorbato 80, TRIS, glicina undecilenoil e água.

    A calêndula e a glicerina têm duas funções: são umectantes (provocam umedecimento da pele) e emolientes (provocam amolecimento da delicada pele para o efeito desejado de favorecer a dissolução do excesso de cera e seu escorrimento).

    O labrasol é um agente que favorece a emulsão e a solubilidade da glicina capriloil e do álcool isopropílico.

    A fragrância de limão colabora para o controle do odor da superfície do ouvido.

    O polisorbato 80 é um conhecidíssimo estabilizante e emulsificante.

    O TRIS – abreviação de tris(hidroximetil)aminometano, é um produto muito usado em géis para manter o pH estável, ou seja, para evitar alterações bruscas do pH natural de uma superfície.

    A glicina undecilenoil é um lipoá4cido, que facilita a manutenção do pH normal da orelha, que é ácido. É mais eficiente do que produtos à base de ácidos láticos, tendo havido já estudos em pessoas, com resultados mais favoráveis aos lipoácidos.

    A água, o solvente universal, usada na formulação do produto, possibilita, no caso de produtos para tratamento de otites, a higiene da orelhaantes da utilização desses produtos.

    Frequência da limpeza

    A recomendação normal é de uso uma vez por semana para limpeza, mas esse período pode ser reduzido segundo orientação veterinária. Não contrarie a orientação do veterinário nem aplique o produto, se não tiver a devida orientação, em períodos mais frequentes do que uma vez por semana, para evitar justamente o efeito de retirada indiscriminada do cerume, o que provocará também efeitos nocivos à audição do seu animal.

    Conservação do produto

    Deve-se conservar sempre o produto em sua embalagem original, fechada e em local seco, ao abrigo da luz e umidade. Ele não deve ser armazenado junto a produtos tóxicos.

    Contraindicações e precauções

         Não se deve utilizar nenhum tipo de produto de limpeza nos casos onde houver suspeita de ruptura da membrana timpânica ou presença de erosão da bigorna, um dos três ossículos responsáveis pela comunicação dos sons no ouvido, fenômeno comum em otites médias. A erosão é uma ruptura na superfície de um osso de revestimento (cortical). O veterinário deve ser imediatamente consultado.

    Excelente avaliação do produto

         Um procedimento avançado para diagnóstico de problemas de ouvido usado por veterinários é a videotoscopia. Com ela, avalia-se o ouvido externo e a membrana timpânica com imagens bem mais detalhadas que o otoscópio tradicional. Infecções, inflamações, tumores, ruptura da membrana timpânica e otite média são os possíveis diagnósticos encontrados neste exame.

         Quando verificada com videotoscopia, os escores citológicos (que marcam a redução de debris celulares) foram melhores com o Sonotix® na comparação com um produto concorrente. O estudo mostrou, por exemplo, a aplicação numa fêmea da raça cocker inglês, de 5 anos, apresentando a redução após 30 minutos da aplicação do produto, do escore citológico de 7 para 4; o resultado após uma semana reduziu o índice para 1. Já, num labrador retriever macho de 3 anos e meio, menos sujeito ao problema do que cockers, o produto concorrente chegou aos respectivos escores: 6 (no momento da aplicação), 5 (após 30 minutos) e 3 (após uma semana). Os índices de redução, comparativamente foram:

    Tempo

    Sonotix®

    Concorrente

    Após 30 minutos

    42,85% de redução

    16,66% de redução

    Após uma semana

    85,71% de redução cumulativa

    33,33% de redução cumulativa

     A vantagem sobre o concorrente é de 2,5 vezes mais eficiência do Sonotix®.

     Fale com seu veterinário. Se ele não conhecer o produto, indique o estudo acima apontado (“Chegou Sonotix”). O seu animal bem como os tratados por ele podem se beneficiar muito com o uso deste produto inovador.

     

  • Como limpar a orelha do seu cachorro ou gato?

    Como limpar a orelha do seu cachorro ou gato?

    Vocês costumam verificar sempre a orelha dos seus bichinhos? Aposto que você já viu eles coçando a orelha várias vezes por dia, mesmo sem ter nenhum problema aparente.

    Quando nós humanos estamos com excesso de cera no ouvido, não escutamos direito, não é mesmo? Sabia que o mesmo acontece com os animais? 

    O caso deles precisa de mais atenção por ter uma cavidade maior que a da nossa orelha, podendo juntar mais sujeira, cera e até alguns parasitas como o carrapato.

    Existem produtos que podem te ajudar nessa hora tão importante da higienização das orelhas do seu bichinho. 

    E a nossa sugestão é o Sonotix! Uma solução auricular de limpeza profunda para cães e gatos, que tem como diferença para outros produtos a tripla ação:

    • Remove o cerúmen de modo rápido e eficaz;
    • Mantém os ouvidos saudáveis;
    • Neutraliza o odor, deixando uma agradável fragrância de limão nas orelhas dos bichinhos.

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    Componentes e indicações

    Os componentes deste produto são:Calêndula, Glicina Capriloil, Glicerina, Álcool isopropílico, Labrasol, Fragrância de limão, Polissorbato 80, Transcutol V, TRIS, Glicina undecilenoil e Água. Ele é indicado para limpar e ajudar a remover a cera dos ouvidos de gatos e cães, como parte de um programa de higiene de rotina ou antes da utilização de produtos para o tratamento de otites externas em cães e gatos. Como possui um pH neutro e é livre de parabenos, é um excelente auxiliar para que seu animalzinho tenha sempre as orelhas saudáveis.

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    Modo de usar e precauções

    É simples aplicar o produto – inclusive a embalagem traz as instruções passo a passo, ilustradas. Primeiro, deve-se colocar o produto no canal auditivo, massageando gentilmente de baixo para cima as orelhas do animal, para ajudar a soltar e remover os resíduos e deixando que o animal chacoalhe a cabeça. O final do procedimento consiste em limpar o excesso do produto com um lenço de papel ou um chumaço de algodão e, se necessário, repetir o procedimento (ver figura 1 abaixo). A indicação é para limpeza uma vez por semana ou a critério do veterinário.

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    Figura 1: Reprodução da embalagem, na parte que contém as instruções.

     

    Na aplicação do produto, use apenas os dedos, jamais hastes flexíveis de algodão. Caso haja algum problema, interrompa o tratamento e consulte um veterinário. O produto é para uso externo e apenas em animais, sendo que o contato com os olhos deve ser evitado – caso ocorra, enxágue bem a região. Ele não deve ser ingerido e deve ser mantido longe das crianças e dos próprios animais. A cânula de aplicação deve ser lavada tão somente com água após o uso. E as mãos do aplicador também devem ser lavadas após o contato com o produto.  Finalmente, o produto deve ser mantido a uma temperatura abaixo de 30°C. O frasco contém 120 ml e é encontrado em grandes redes de produtos para animais, também em fornecedores pela internet.

    (Confira no site da Vetoquinol: https://www.vetoquinol.com.br/content/sonotix®).

     

     

  • Os Corgis

    Os Corgis

    Utilizamos o título no plural, porque trataremos de duas raças de cães muito parecidas, porque têm origens recentes no País de Gales, mas que têm trajetórias diferentes. 

    As duas raças são: a Cardigan Welsh Corgi e a Pembroke Welsh Corgi. Tentando decifrar os nomes, comecemos pelo termo ‘corgi’: ele significa literalmente ‘cão anão’ no idioma céltico do País de Gales, o galês – na realidade, são duas raízes antigas do galês: cor: anão; e gi: cão. Em galês atual, anão seria ‘corrach’ e  ‘cão’ seria ci. 

    As duas raças, de fato, têm em comum o fato de terem patas curtas, o que obviamente os torna anões na comparação com outros cães. A pronúncia de ‘corgi’ é algo como: Kwórgui.

    E Cardigan e Pembroke o que são? Cardigan refere-se ao Condado (região que engloba alguns municípios) de Ceredigion,  que fica no País de Gales, que era o antigo Condado de Cardiganshire (‘shire’, em galês, significa ‘condado’), a principal área do País de Gales.  E Pembroke é uma cidade do Condado de Pembrokeshire, ou Sir Benfro em galês, que fica no sudoeste do País de Gales. E Welsh significa galês, em inglês.  

    A mais popular das duas raças é a Pembroke.

    O que as caracteriza, no primeiro olhar para ambas, é que seus indivíduos têm um aspecto de raposa.

    Para facilitar, vamos tratar as raças separadamente: Cardigan e Pembroke.

     

    História recente do Cardigan

    O Cardigan é uma das duas raças de Corgi que se originaram no País de Gales. É uma das raças mais antigas das ilhas da Grã-Bretanha. O cardigan é conhecido por ser um cão extremamente leal. Seus exemplares são extremamente versáteis e podem viver em vários ambientes. São  muito beneficiados por exercícios físicos e estímulos mentais. 

    Em dezembro de 1925, foi fundado no País de Gales, na cidade de Carmarthen, a mais antiga cidade daquele país, o Corgi Club. Ocorre que os membros do clube favoreciam a raça Pembroke, então um clube de entusiastas do Cardigan fundaram um clube próprio um ano depois (1926). 

    Ambos os grupos trabalharam duro para garantir que a aparência e o tipo de raça sejam padronizados através de cuidadosa seleção seletiva. O reconhecimento das duas raças pelo Kennel Club britânico ocorreu em 1928, agrupadas sob o título de Welsh Corgis (corgis galeses). Em 1934, as duas raças foram reconhecidas individualmente e exibidas separadamente.

     

    Origens do Cardigan

    Há uma teoria de que ambas as raças dos corgis descendem de uma linha de cães do tipo spitz do norte (como o husky siberiano). Outra é que eles descenderam da família de cães Teckel, que também produziu os Dachshunds. 

     

    A Raça moderna do Cardigan

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    Originalmente usados apenas como guardiões da fazenda, eles acabaram assumindo as características de um boiadeiro, pastor e muito mais. Eles ainda são altamente valorizados por suas habilidades de pastoreio, trabalho e guarda, bem como como cães de companhia.

     

    Descrição do Cardigan

    O Cardigan é um cão longo e baixo, com orelhas na vertical e cauda de raposa. O antigo padrão do American Kennel Club o chamou de “alsaciano com pernas curtas”.  A cauda do Cardigan é longa (ao contrário da do Pembroke Welsh Corgi, cuja cauda pode ser longa, naturalmente inexistente ou curta). 

    Os Cardigans, que têm pelagem dupla, apresentam uma variedade de cores, incluindo qualquer tonalidade de vermelho, castanho-escuro ou cor tigrada, além de preto, com ou sem tan, tigrado ou merle azul, com ou sem pontos castanhos ou tigrados. Outras cores não oficiais podem ocorrer, como merle vermelho, mas essas cores não são consideradas aceitáveis pelo padrão Cardigan. Eles geralmente apresentam uma marca de cor branca no pescoço, no peito, nas pernas, no focinho, por baixo do corpo, na ponta da cauda e uma espécie de flama brança na cabeça, conhecida como “padrão irlandês”. Outras marcas incluem sinais nas pernas e no focinho, focinhos enegrecidos e topetes parecendo capuzes de monge, especialmente nos de pelagem castanho-escuro (um padrão de pelos mais escuros sobre uma cor básica de pelo vermelho.) Um cardigan médio mede de 25 a 33 cm de altura da ponta da pata até a cernelha e pesa de 14 a 17 kg para o macho 11 a 15 kg para a fêmea. 

    A expectativa de vida é de 12 a 16 anos. O tamanho da ninhada pode variar —geralmente, de quatro a seis filhotes.

     

    Saúde do Cardigan

    As causas de morte mais comuns verificadas para a raça até hoje foram câncer (28,3%), velhice (24,6%) e distúrbios neurológicos (15,2%).

    Sabe-se que a doença do disco intervertebral canino (IVDD) ocorre no Cardigan Welsh Corgi. Isso provavelmente ocorre porque o Cardigan é uma raça anã (condrodisplásica), e essas raças frequentemente sofrem de doença de disco tipo I. Essa doença é comumente encontrada na raça Dachshund. 

     

    Temperamento do Cardigan

    Originalmente, o Cardigan foi criado para trabalhos agrícolas, incluindo pastoreio de ovelhas e gado. Os cardigans foram desenvolvidos para serem longos e baixos para garantir que qualquer passada do gado acontecesse em segurança sobre a cabeça dos cães sem tocá-los.

    Os cardigans são cães altamente inteligentes, ativos e atléticos.

    Eles provaram ser excelentes animais de companhia. Os cardigans são carinhosos, companheiros dedicados que também podem ser responsáveis e alertas. Se socializados em tenra idade, eles podem ser bons com outros cães e como animais domésticos.

    Competitivo corridas de cães pastores, provas de agilidade para cães e de obediência.

    Eles também são ótimos cães de guarda, mas nessa função não será dos melhores se comparado a outros cães especializados nela.

    O Cardigan Welsh Corgi compete em provas de agilidade canina, obediência, exibição, flyball e eventos de rastreamento. Seus instintos de pastoreio e treinabilidade podem ser medidos em testes de pastoreio não competitivos. Os cardigans que exibem instintos básicos de pastoreio podem ser treinados para competir em provas de pastoreio.

     

    História recente do Pembroke

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     O Pembroke Welsh Corgi originou-se em Pembrokeshire, País de Gales, como vimos acima, sendo a mais nova das duas raças de corgis e um dos menores cães de pastoreio que existem. A raça é famosa como a preferida da rainha Elizabeth II, que chegou a possuir mais de 30 durante seu longo reinado de já mais de 70 anos, embora hoje em dia não sejam tão populares na Grã-Bretanha – continuam, por sua vez, muito populares nos Estados Unidos, onde cidades como Nova York, Boston e Los Angeles realizam encontros anuais em q eu centenas de pembrokes e seus donos se encontram em algum local público para passar o dia.  

     

    Origens do Pembroke

      Além da teoria que afirma que ele, assim como o cardigan, descende da linha de cães do tipo spitz do norte, há outra teoria de que os pembrokes são descendentes dos Vallhunds suecos, que teriam sido cruzados com os cães de pastagem galeses locais. A linhagem Pembroke Welsh Corgi foi rastreada até 1107.

    Há várias lendas que cercam a raça. Uma suposta teoria prega que tecelões vindos de Flandres, no norte da Bélgica, teriam trazido esses cães enquanto viajavam com o objetivo de residir no País de Gales, no século XII.

    A mais célebre das lendas é a que gira em torno de fadas. Já desde o século XII corre na cultura oral de Gales que duas crianças corriam por uma floresta quando deram com um funeral de uma fada. As fadas de luto presentearam as crianças com dois filhotes de pembrokes, e as crianças levaram-nos para casa, dando popularidade à raça. Quanto às fadas, as lendas ainda reforçam que esses cães anões teriam servido durante um tempo como cavalos de guerra  das fadas antes de se tornarem cães de pastoreio para os seres humanos. Na base dos quadris dos pembrokes, há uma linha na pelagem um pouco mais áspera do que a pelagem normal, que a tradição galesa antiga afirma ser a linha de sela dos guerreiros das fadas. 

     

    A Raça moderna do Pembroke

    O Pembroke Welsh Corgi foi classificado em 11 º lugar na famosa classificação “A Inteligência dos Cães” do pesquisador Stanley Corey, que afirma que a raça é considerada um cão de trabalho excelente. De acordo com o American Kennel Club, o Pembroke Welsh Corgi foi classificado como a 15ª raça de cães mais popular em 2017. 

     

    Descrição do Pembroke

    O Pembroke Welsh Corgi troca sua pelagem duas vezes por ano. Ele possui orelhas eretas que são proporcionais ao triângulo equilátero da cabeça. As orelhas também devem ser firmes, de tamanho médio e afiladas levemente até um ponto arredondado. A cabeça deve ser com a forma e aparência de uma raposa. O Pembroke Welsh Corgis difere do Cardigan Welsh Corgi por ser mais curto em comprimento, ter orelhas menores e ter as patas um pouco mais retas. O Pembroke Welsh Corgi tem a famosa “sela de fadas” nos quadris e marcações um pouco mais claras em cada lado da cernelha, causadas por alterações na espessura, comprimento e direção do crescimento do pelo. O Pembroke Welsh Corgi troca de pelagem principalmente na primavera e no outono e pode trocar apenas anualmente, com as fêmeas ficando intactas ou perdendo pelo apenas durante o calor.

    Existem falhas quanto a alguns aspectos de indivíduos da raça: alguns podem apresentar condições genéticas que façam com que sejam os chamados “fofos”, que são corgis com pelagem muito longa, ou os “azulados”, que têm uma cor diluída (pelos vermelhos presentes com um tom azulado). 

    Enquanto alguns Pembroke Welsh Corgis nascem com o rabo naturalmente curto ou ausente, a maioria geralmente tem suas caudas cortadas entre 2 e 5 dias devido à tradição histórica ou para estarem em conformidade com o Padrão da Raça. O corte artificial era necessário para que o cão fizesse seu trabalho como um cão de pastoreio no Reino Unido. Um cão “de companhia”, que não era pastor, era considerado um luxo pela lei tributária e gerava um imposto, de modo que, para demonstrar que seus cães estavam pastoreando, os proprietários tinham que garantir que os cães estivessem com o rabo inteira ou parcialmente cortado. O Kennel Club, o United Kennel Club, e o Federação Cinófila Internacional permitem caudas intactas nas apresentações de Conformação. O Padrão AKC declara que as caudas devem ser cortadas para não mais do que 5 cm. Em muitos países, o corte foi considerado ilegal. 

     

    Saúde do Pembroke

    Os pembrokes têm uma expectativa de vida média de 12 a 15 anos. Os Pembroke Welsh Corgis são acondroplásticos , o que significa que são uma raça de “anões verdadeiros”. Como tal, sua estatura e construção podem levar a certas condições de saúde não herdadas, mas também devem ser consideradas questões genéticas. Geralmente, os pembrokes podem sofrer de monorquidismo, de doença de Von Willebrand, da displasia dos quadris, de mielopatia degenerativa (DM) e de problemas oculares herdados, como a atrofia progressiva da retina. O teste genético está disponível para Pembroke Welsh Corgis para evitar esses problemas e melhorar a base genética de saúde. Os pembrokes também são propensos à obesidade devido ao apetite robusto, característico das raças de grupos de pastoreio. 

     

    Temperamento do Pembroke

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    O Pembroke Welsh Corgi é muito carinhoso, gosta de se envolver com a família e costuma seguir os seus donos onde quer que vão. Eles têm um grande desejo de agradar seus proprietários, tornando-se ansiosos para aprender e treinar. Esses cães são fáceis de treinar. Além de pastorear, também atuam como cães de guarda devido à sua atenção e tendência a latir apenas quando necessário. A maioria dos pembrokes procurará a atenção de todos que encontrarem e se comportará bem com crianças e outros animais de estimação. É importante socializar esta raça com outros animais, com adultos e crianças quando seus representantes sejam ainda bem jovens, para evitar qualquer comportamento ou agressão antissocial mais tarde. Devido ao seu instinto de pastoreio, eles adoram perseguir tudo o que se move, por isso é melhor mantê-los em áreas cercadas. O instinto de pastoreio também fará com que alguns pembrokes mais jovens mordam os tornozelos de seus donos. 

    O Pembroke Welsh Corgi está-se tornando mais popular nos Estados Unidos e ocupava o 20º lugar nos registros do American Kennel Club em 2015. No entanto, os corgis agora são listados como uma raça “vulnerável” no Reino Unido: diz-se que o declínio se deve a uma proibição em 2007 de cortar-lhes a cauda, bem como à falta de criadores. Em 2009, o corgi foi adicionado à lista “em observação” do The Kennel Club de raças britânicas quando os registros anuais variavam entre 300 e 450. Em 2014, a raça foi colocada na lista “Raças nativas vulneráveis” do clube quando os registros caíram para menos de 300. Em 2018, a raça saiu da lista “Em risco”, com 456 filhotes registrados em dezembro de 2017. O Kennel Club creditou o interesse renovado pela raça à popular série de televisão Netflix , “The Crown”, que fala da vida e do reinado de Elizabeth II, grande entusiasta da raça. O Pembroke Welsh Corgi também apareceu na televisão americana, na série Brooklyn Nine-Nine, como o cão de estimação do capitão Raymond Holt e de Kevin M. Cozner e mostra-se extremamente leal. Um Corgi, de nome Ein, com inteligência no nível humano, é um dos 5 personagens principais da série de ficção científica em desenho animado para a TV Cowboy Bebop, produzida pelo estúdio japonês Sunrise.

    O Pembroke Welsh Corgis pode competir em provas de agilidade de cães , obediência, carisma, flyball , rastreamento e pastoreio. Seus instintos de pastoreio e treinabilidade podem ser medidos em testes de pastoreio não competitivos.  Os corgis, apesar de seu nanismo dar a ilusão de pequenas pernas lentas, podem atingir até 40 km/h, se estiverem saudáveis e em forma. Isso ocorre porque os corgis tendem a usar mais força na parte superior do corpo para correr do que a maioria dos cães, dando a eles habilidades aprimoradas em atividades como agilidade, pastoreio e corrida.

    Em tenra idade, a paixão da rainha Elizabeth II por esta raça começou quando seu pai, o rei George VI, trouxe para casa seu primeiro corgi real, que mais tarde foi chamado de “Dookie”.  A rainha deixou de produzir corgis por volta de 2012 para não ter que abandoná-los depois de ela ter morrido; seu último corgi, Willow, morreu em 18 de abril de 2018. Em 3 de abril de 2019, foi lançada a animação “O Corgi da Rainha”, produção belga da nWave Pictures, trazendo aos corgis um pouco mais de popularidade.