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  • Chihuahua: Não assusta ninguém, por seu reduzido tamanho, mas é um excelente companheiro!

    Chihuahua: Não assusta ninguém, por seu reduzido tamanho, mas é um excelente companheiro!

    Esse peludinho, apesar de ter fama de nervoso e ladrador, o Chihuahua é uma criatura afável, que precisa de paciência, carinho e respeito por parte de seus humanos. De fato, com uma boa educação e um bom adestramento, não é nada difícil adorá-lo.

    Esse precioso cão, conhecido como chihuahua é um cão que se acredita seja originário do estado mexicano de Chihuahua, hipótese não confirmada, embora ele realmente tenha suas origens no México. Os registros mais antigos apontam o cão com o nome de techichi, no século IX, como seu ancestral, dadas as características muito semelhantes, mas é possível que ele já vivesse entre os maias, pois foram encontrados registros nas ruínas maias de ChichenItzá (Península de Yucatán) e entre as pirâmides de Cholula. O chihuahua que conhecemos hoje é muito menor que seu ancestral. Os pesquisadores demonstram que o mascote que nos alegra o dia atualmente foi cruzado com cães europeus.

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    Características, comportamento, caráter

    O chihuahua é um animal, realmente, pequeno: o  macho mede entre 15,2 e 22,9 cm de altura até a cernelha, e a fêmea  mede 15,2 a 20,3 cm, embora alguns machos possam chegar a 30 cm. Normalmente, o peso dele varia entre 1,5 e 3 kg. Pode ter a pelagem comprida ou curta, com qualquer cor (preto, chocolate, creme, branco, café). A expectativa de vida é de 12 a 30 anos. Há duas variedades de chihuahua: o chamado cabeça de maçã, que é o mais comum; e o chamado cabeça de veado, que é maior do que ele. O chihuahua cabeça de maçã tem as orelhas grandes e separadas, quase sempre retas, com o corpo pequeno e a cauda girando por sobre o dorso. Já o chihuahua cabeça de veado tem a cabeça mais larga e tem um corpo mais alto e estiloso. De modo geral, é um cão muito inteligente e observador, sendo que ele sempre procura se safar de suas artes. Sendo valente e carinhoso, adora ser o centro das atenções, por isso, cuidado para não cair na rede que ele arma para você, comece a educá-lo desde o primeiro dia.

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    Cuide de seu pequenino!

    Rações equilibradas também existem, para animais de pequeníssimo porte, então sempre o veterinário deve ser consultado. Os pelos, longos ou curtos, têm que ser penteados uma vez por dia. Na troca de pelos (geralmente, na primavera), a escovação deve ser feita duas vezes ao dia, o que o refrescará e obviamente sobrará menos pelo para recolher. Ele deve passear umas três vezes ou mais por dia, para gastar sua imensa energia, ou então ele irá latir ou morder coisas devido ao tédio. Normalmente possuem ótima saúde.

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    Curiosidades

    Se você mora em um espaço acanhado, o chihuahua é  o cão ideal para o seu aperto, mas apesar de pequeno, um exemplar puro da raça tem o mesmo preço de um cão de porte médio, não se iluda! Ele, que era sacrificado em cerimônias religiosas dos antigos povos toltecas, porque se acreditava que ele poderia guiar, em paz, as almas dos mortos para o outro mundo, não é, definitivamente, um pinscher, embora muita gente os confunda – o pinscher tem a cor preta, geralmente, e não é muito amigável, como o chihuahua. E, ainda que possam apresentar problemas nos olhos e ouvidos, além da obesidade (se a dieta não for equilibrada), podem viver até 20 anos. São mais de 40 cores oficiais da raça, permitindo-se todas as variações. Como são pouco resistentes às baixas temperaturas, mantas são excelentes para mantê-los aquecidos, além de não poderem dormir ou viver fora de casa. A cadelinha da socialite Paris Hilton era uma chihuahua (a famosa Thinker Bell), que participou de campanhas publicitárias e programas de TV. Os chihuahuas são estrelas nos filmes “Legalmente Loira” 1 e 2 (como coadjuvantes) e “Perdido pra cachorro” (desenho animado, com os papéis principais). Adoram um colo e, como não latem muito, são ótima companhia para serem literalmente ‘carregados’ para lá e para cá. O menor cão do mundo, reconhecido pelo Guiness Book, é uma chihuahua, a levíssima MiracleMilly, de Porto Rico, com apenas meio quilo de peso e tendo altura de apenas 9,6 cm, que é o tamanho da cabeça de um dogue alemão. O recorde anterior também era de um chihuahua (10,16 cm).

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  • Lhasa Apso e Shih Tzu: Tão parecidos que muitos acham que são da mesma raça

    Lhasa Apso e Shih Tzu: Tão parecidos que muitos acham que são da mesma raça

    Lhasa Apso e Shih Tzu: Você sabia que não são da mesma raça?

    O Lhasa Apso é maior que o ShihTzu. Esta é a diferença física mais óbvia entre as duas raças – sim, são duas raças distintas, embora tenham aparência física bem semelhante entre si.

    Embora maior, um Lhasa normalmente possui uma estrutura óssea menor, portanto, parecerá mais fino que um ShihTzu, que possui uma estrutura corporal mais sólida.

  • Maine Coon: Conheça o gato gigante e gentil

    Maine Coon: Conheça o gato gigante e gentil

    Um gato da raça Maine Coon

    O Maine Coon é um dos maiores gatos domésticos do mundo. É apelidado de “gigante gentil”, e as pessoas são fascinadas por seu tamanho e enfeitiçadas por sua beleza. Amigável e sociável, o mistério envolve suas origens, sem que haja documentação oficial disponível para comprovar algo confiável, há apenas boatos e mais boatos. O nome vem de duas palavras:  a primeira é Maine, o Estado dos EUA onde ele se originou, declarado a raça oficial do Estado em 1985, depois de ter recebido outros nomes (Coon Cat, Maine Cat, Maine Shag, American Longhair, etc.);  e a segunda é Coon, que ninguém sabe de onde vem exatamente: uns falam que ele surgiu do cruzamento de um gato com um guaxinim (‘Racoon’, em inglês); algumas histórias falam do capitão Charles Coon, que no século XIX teria gatos de pelo longo em seu navio para controlar ratos e, tendo desembarcado no Maine, passou a cria-los ali; outros falam de gatos que vieram da Noruega com os vikings que desembarcaram na América por volta do século XI, dada a semelhança entre os Maine Coons e Norwegian Forest Cats; outro boato diz que, em meio à Revolução Francesa, os gatos da condenada Marie Antoinette foram carregados em um barco em La Havre com destino ao Maine, tendo ela sido decapitada antes de se juntar a eles, que eram da raça Angorá turco, também muito semelhantes aos Maine Coons. Uma exposição competitiva em 1895 em Nova Iorque consagrou a raça nos EUA, mas eles foram declinando em popularidade até serem prematuramente declarados extintos em 1950, mas, com a formação do Central Maine Cat Club (CMCC) nesse mesmo ano, a sua popularidade foi novamente crescendo, e os primeiros padrões oficiais da raça foram escritos.

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    Características principais

    Como as pessoas são fascinadas por seu tamanho, os criadores têm usado técnicas para produzir espécimes maiores, acasalando machos e fêmeas maiores. Um gato dessa raça tem entre 25,40 cm até 40,60 cm. Seu peso oscila entre 4 kg(fêmeas mais leves) e a 11 kg (machos maiores), desde que não alimentados demais (o teste é simples: apalpar o dorso – costelas muito à vista, um pouco magro; não se veem costelas, já com excesso de peso). Suas pontudas orelhas lembram as de um lince, seu focinho é comprido e largo, os olhos grandes e em formato amendoado podem ser verdes ou âmbar. Eles têm maçãs do rosto altas e bem definidas, para um rosto bastante quadrado. São gatos robustos e musculosos, com ossos grandes, peitos largos e corpos retangulares. Eles têm pernas longas e grandes patas peludas, perfeitas para espalhar seu peso ao caminhar na neve. Seu espesso pelo longo e sedoso é impermeável praticamente à água e à neve, crescendo bem mais no dorso e nas laterais que nas patas, nos ombros, no rosto e no topo da cabeça, mas mantêm uma vistosa juba como a de um leão. Sua cauda também é imensa como o corpo e de pelagem super vistosa, mais larga na base, afunilando-se até a ponta. É um verdadeiro luxo, talvez a raça que mais levou o ser humano a associar os termos ‘gato’ e ‘gata’ a pessoas de ótima aparência. Ele pode ter até 75 tipos de pelagem diferentes, que vão de cores sólidas puras (preto, branco, vermelho, azul-acinzentado, creme), sólidas com nuances (de preto, azul, vermelho, creme e alguns tons com nomes específicos), serem malhados (com várias combinações e predominâncias de tons) e bicolores, um verdadeiro espetáculo de variedade. São tão sociáveis e apegados que muitos donos acham até que adquiriram um cachorro ao adotar um Maine Coon, além de serem amigáveis com outros gatos e animais de outra espécie, também com crianças. Pelo tamanho, não são lá muito de colo, mas com o tempo vão-se aninhando com os donos e, surpreendentemente para seu porte, costumam ter tons de miado bem agudos. Precisam obviamente de muito espaço e bastante enriquecimento ambiental para manterem-se ocupados, mas não costumam ser agitados. Adoram um banho, alguns até nadam.

    Dieta e cuidados com a saúde

    O cuidado com a pelagem do Maine Coon deve ser muito intenso, porque ele pode engolir os pelos e sofrer com embaraços, por ser sua pelagem muito abundante. Quanto à saúde, costumam ser saudáveis, mas têm propensão genética às seguintes doenças: cardiomiopatia hipertrófica felina, que é uma doença incurável; atrofia muscular espinhal (específica da raça, detectada por exame de DNA); displasia dos quadris; e doença renal policística. O grandão não pode, por ser de porte avantajado, comer demais. A ração para filhotes é aconselhável até 2 anos, quando cessa seu crescimento (há alguns que continuam até os 4 anos, é bom sempre consultar um criador experiente sobre essa questão). Seu peso máximo, para um tamanho já avantajado de macho, é de 11 kg, e 7 kg para as fêmeas. Após a castração, os cuidados com a alimentação devem ser imensos para não chegarem os bichanos à obesidade, o que, para essa raça, não é uma coisa difícil. Não se preocupe: o Maine Coon ele pode viver num apartamento, porque não é tão ativo, mas pode passear, sim, porque gosta de dar suas voltinhas e precisa, sim, como todo gato, de enriquecimento ambiental. É importante acrescentar à dieta proteínas, por causa da pelagem que precisa ser regenerada, papel para o qual as proteínas são importantíssimas; também fibras e probióticos, para excelente funcionamento de seu trato digestivo.

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  • Características principais do gato Sphynx

    Características principais do gato Sphynx

    O gato Sphynx (ou gato esfinge, como alguns criadores o chamam) é curioso e energético. Tem médio a grande porte, pesando de 3 a 6 quilos. Mesmo com poucos pelos, o que deixa à mostra músculos e ossos, com a pele formando rugas, os gatos dessa raça não são frágeis, ao contrário, são muito saudáveis. Têm olhos largos em forma de limão geralmente com a cor combinando com a fina pelagem, orelhas grandes e triangulares e focinho alongado. Quando têm bigodes, estes são quebrados e esparsos. Tem barriga gorda, como se estivessem terminado uma farta refeição. São gulosos e carinhosos com os donos, com quem vivem interagindo, quase falando. São verdadeiros acrobatas, com disposição incrível para brincadeiras. São ótimos companheiros de crianças, porque não são nada agressivos, e de outros animais domésticos que tolerem gatos. Eles não são totalmente sem pelos, pois têm um casaco fino e quente que os faz sentir incrivelmente macios, como uma pele de pêssego ou de camurça ao toque. A cor da pele corresponde à dos pelos que ele deveria ter. Alguns o têm como hipoalergênico, por não ter praticamente pelos, mas eles segregam uma proteína pela saliva e pelas glândulas sebáceas que causa reação alérgica em pessoas com sensibilidade a ela.

     

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    Origens da raça

    As origens são controversas: a origem específica dessa raça é desconhecida, embora gatos sem pelos tenham sido modelados em cerâmica no antigo Egito e na era pré-colombiana.No entanto, a raça atual é do século XX. Há criadores que defendem que os Sphynx teriam surgido no Canadá, outros que afirmam que eles teriam surgido nos Estados Unidos da América, outros que a raça teria sido originária da França. Os registros oficiais de gatos, em cada um desses países, tentam provar a sua origem e o ano dos primeiros exemplares, que pode estar tanto na década de 1960, quanto na de 1970 ou na de 1980. Parece ser mais aceita a origem canadense da raça. Um fato é comum na explicação de todos: a raça surgiu de gatos de rua que nasceram quase sem pelos, sendo aprimorada por cruzamentos também com outros gatos praticamente sem pelos. O nome vem da semelhança com a figura da Esfinge egípcia (que lembra um felino).

     

    Dieta e cuidados com a saúde

    Como o Sphynx queima calorias mais rapidamente por causa de sua nudez, o que diminui sua temperatura corporal, ele deve consumir uma quantidade relativamente grande de alimentos. Os petiscos, é claro, complementam bem as rações normais para gato, mas precisam ter pelo menos uma qualidade superior. Nos mercados para pets nos Estados Unidos, no Canadá e na França, até há petiscos especiais só para Sphynx, desenvolvidos para atender perfeitamente às suas necessidades nutricionais. Por não terem praticamente pelagem nenhuma, não demandam escovação, mas devem tomar banho semanalmente, porque costumam reter óleo na pele, a qual, por ser praticamente sem pelos, precisa ser constantemente hidratada. Arranhões e feridas podem ser mais graves na raça, que é de animais que sentem muito frio, daí haver necessidade de recorrer a roupas e cobertas no inverno. Patologias hereditárias como cardiomiopatia hipertrófica podem ocorrer neste animal.

     

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  • Maremano Abruzês: Conheça um excelente e belo cão pastor

    Maremano Abruzês: Conheça um excelente e belo cão pastor

     

    Um pouco de sua história

    Esta raça pertence à família dos grandes cães brancos da Europa Central, de origem de guardiães de manadas e rebanhos com um temperamento desconfiado e até mesmo hostil, que chegou à Itália vinda do Oriente Médio. Essa origem supõe ancestrais comuns com os cães de montanha dos Pireneus, os Kuvasz húngaros, os Tatras da Polônica, os Cuvacs eslovacos, os pastores ilíricos de Kosovo e Macedônia (embora com pelagem colorida) e os pastores da Anatólia turcos. Citado e elogiado por escritores desde o século III a. C., esse cão pastor de pelagem branca continuou a desempenhar suas funções como guardião de rebanhos sem perturbações ao longo dos séculos, sem nunca deixar os Apeninos centrais e meridionais, onde havia constituído sua própria espécie, conforme vários registros escritos e iconográficos testemunham. Em 1898, foram registrados no Libro das Origens, do Kennel Club Italiano, quatro cães pastores. Em 1924, Luigi Groppi e Giuseppe Solaro esboçaram o primeiro padrão da raça.

     

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    Até 1958, o pastor abruzês e o pastor maremano eram considerados duas raças distintas e separadas. Precisamente em 1950, foi fundada uma associação de criadores de pastor abruzês, e em 1953 nasceu uma associação para os criadores do pastor maremano. Em 1º. de janeiro de 1958, a Entidade Nacional de Cinofilia Italiana unificou as duas raças sob um único padrão, sustentando que, devido à migração dos rebanhos de uma região para outra, processo favorecido pela unificação da Itália, ocorreu uma ‘fusão natural’ entre os dois tipos de cães. A região de Maremma é uma área geográfica da Itália que faz fronteira com a Ligúria até o Mar Tirreno. Ela compreende parte do sudoeste da Toscana – Maremma Livornese e Maremma Grossetana – e parte do norte do Lácio. Atualmente, o pastor maremano abruzês é ainda largamente utilizado na proteção dos rebanhos de ataques de lobos. Para esse fim, foram criados projetos, entre os quais o da Região do Piemonte, que prevê a atribuição de espécimes bem adestrados aos pastores que os solicitam. Ao mesmo tempo, essas iniciativas visam reduzir a caça por predadores contra espécies ameaçadas de extinção.

     

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    Descrição física e temperamental

    O maremano abruzês tem a cauda presa baixa e que se estende para além do jarrete, estando quase sempre inclinada (se o cão está em repouso), mas ele a sustenta ereta, na linha do dorso, quando o cão está em alerta ou excitado. O branco uniforme é a cor que o distingue. Toleram-se os tons de marfim ou laranja pálido, desde que discretos. A pelagem é muito abundante, longa, bastante áspera ao toque. Uma leve ondulação é tolerada. O subpelo é abundante durante a estação fria. Os olhos não são grandes em relação ao tamanho do cão, tendo coloração ocre ou castanho escuro, com a rima palpebral (espaço entre as pálpebras) amendoada. As orelhas pendem do alto da cabeça, em forma de “V”, mas têm muita mobilidade. A cabeça é grande e achatada, de forma cônica, lembrando a cabeça de um urso branco. O crânio é largo. Não é incomum encontrar amostras que excedam em muito a altura e o peso definidos pelo padrão, que são: altura das patas à cernelha do macho:  65 a 73 cm; e da fêmea: 60 a 68 cm; peso ideal do macho: 35 a 45 kg; e da fêmea: 30 a 40 kg. Como  testemunhado pelo escritor romano Columela no primeiro século, a pelagem branca desses é apreciada desde os tempos antigos, pois evita que os pastores confundam o cão com um dos predadores durante os ataques de lobos ao entardecer. Alguns anos depois, o filósofo Varrão acrescentou que o cão pastor é grande, branco, com olhos e lábios pretos, e que, quando vistos no escuro, as orelhas cortadas o fazem parecer um leão. É um cão com um temperamento muito forte, confiante e independente, como a maioria dos cães de trabalho. E, como cão pastor, ele mostra um apego profundo ao dono, a quem ele vê como ponto de referência. Parece ser tímido e desconfiado para com estranhos, embora não expresse uma disposição excessivamente agressiva: uma característica da raça é a de se apresentar como um animal com um comportamento sóbrio e basicamente mais comedido do que o de outros cães. É também um cão que presta muita atenção aos detalhes e ao ambiente circundante.

     
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    Cuidados e Precauções

    O pastor maremano abruzês é historicamente um cão muito rústico, capaz de resistir a doenças, frio e mau tempo. Apesar do seu tamanho, não é incomum encontrar cães desta raça com mais de 10 anos de idade, graças à sua resistência natural. Ele não requer cuidados especiais, mas por ter pelos longos, necessita de escovação esporádica da pelagem e, por estar sujeito a parasitas, necessita de controle habitual antiparasitário. Os criadores afirmam que esse cão precisa de treinamento especial, muito mais atencioso do que com outras raças, com base em uma pedagogia canina feita mais de interações entre homem e animal do que coerção física e verbal. Esse aspecto pode tornar a relação com o cão cansativa, mas ao mesmo tempo pode ser um parâmetro para testar a sua inteligência. Os maremanos abruzeses respondem mais a comandos de chamamento (verbais) do que com ações (gestuais). Comparada com outras raças, que percebem a figura humana no comando como dominante, esta possui um temperamento mais independente, razão pela qual sua educação requer um maior comprometimento do homem: isso também se deve à seleção artificial secular que moldou a genética comportamental do animal, concentrando-se mais no desempenho de tarefas de guarda e defesa e menos no contato com seres humanos, além de se adaptar a um ambiente em que indivíduos estrangeiros são percebidos como intrusos ou perigosos. É por isso que pode ser difícil estabelecer um relacionamento hierárquico por parte do mestre humano. No entanto, isso não implica que esta raça de cão não seja muito adequada como animal de companhia; o pastor maremano abruzês, de fato, embora se mostre alheio à submissão, se bem educado e bem inserido no contexto familiar, consegue estabelecer um relacionamento emocional intenso e um entendimento muito profundo com seus “comandantes”.

     
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    Difusão da raça

    A área de maior difusão desta raça é bastante vasta: de fato, vai da província de Grosseto (até o alto Lácio, passando pela Úmbria, pela região de Marches, por toda a região de Abruzzo, pela região de Molise, pelos Apeninos da Campânia e pelo norte da Apúlia. Em 2008, 658 filhotes foram matriculados nos livros genealógicos da Entidade Nacional de Cinofilia Italiana, enquanto em 2010 houve 710 novos registros. Esse aumento continuou nos anos seguintes, a ponto de que em 2013 os filhotes matriculados na Entidade Nacional de Cinofilia Italiana se tornassem 801 e, em 2015, o número subisse para 1019. Além da península italiana, os cães pastores maremanos abruzeses também são usados como guardiães de rebanho na Austrália, no Canadá e nos Estados Unidos. Em 2006, em Warrnambool, na Austrália, foi iniciada a primeira experiência de proteção de pinguins contra ataques de raposas, usando cães pastores maremanos abruzeses. Em 2010, este projeto foi premiado com o Prêmio a Cuidados Assistenciais do Governo Australiano.

  • O Gato Persa: Conheça o afetuoso e sedentário príncipe

    O Gato Persa: Conheça o afetuoso e sedentário príncipe

     

    O gato persa é o emblema vivo da beleza felina. Sedentário e preguiçoso, mas muito afetuoso, adapta-se perfeitamente à vida doméstica.

     

    O que é ter um gato persa em casa

    Parece que os gatos persas são originários da Ásia Menor.  Os primeiros exemplares furam levados à Europa em 1626 por Pietro dalla Valle, um estudioso das raças felinas quem primeiramente percebeu a beleza desses gatos pelo magnífico e longuíssimo pelo. No início, pelo  princípio da seleção, deu-se o nome de gato angorá ou, estranhamente, de gato francês (talvez porque na França era muito apreciado e procurado). Quando depois, sucessivamente, do Irã foi importada uma variedade de gatos menores e mais atarracados e com o pelo longo, foi criado o moderno persa. Em 1871, enfim, quando foi organizada a primeira grande exposição felina pelo inglês Harrison Weir, o progenitor da raça triunfou sobre os outros concorrentes. Daí, então, iniciaram-se os projetos de seleção desse belíssimo felino pela maravilhosa pelagem. Esse tipo de gato foi logo apreciado na época vitoriana, e conta-se que a Rainha Vitória teria sido a proprietária de magníficos exemplares de cor azul.

     

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    Uma pelagem inimitável, um caráter pacífico e sedentário

    Sua pelagem é longa e muito macia, podendo ter várias tonalidades e cores que distinguem a raça, já tendo sido encontradas cerca de duzentas combinações: entre as mais difundidas, as de cores “sólidas” (branco, creme, preto, azul, chocolate, lilás e vermelho) e as tonalidades na forma chamada Tortie, que tem esse nome por conta da semelhança com uma “carapaça de tartaruga”, com cores predominantes preta, azul-creme,chocolate ou lilás; também há os listrados, chamados ‘Tabby’. A característica de comportamento mais importante do persa é ser ele dócil e pacífico, afetuoso e muito adaptado como companhia. Não necessitando de grandes espaços, passam a maior parte do dia deslocando-se de um cômodo a outro e dormindo em cada sofá ou poltrona da casa. Quem não gosta de gatos que saem frequentemente para a aventurar-se em atividades predatórias pode encontrar nesse dulcíssimo felino um companheiro incomparável.

     

    A saúde dos persas 

    Existem, no entanto, duas variedades diferentes de gatos persas: o “normótipo”, também chamado de rosto de boneca, no qual o perfil ainda se projeta dos olhos, e a variedade hipertípica, na qual as características típicas do persa, como o focinho achatado, são exasperadas e potencialmente problemáticas para a saúde do gato, como problemas respiratórios ou até oculares. O persa tem pernas curtas e atarracadas e pés largos e redondos. Seu focinho é arredondado e parece achatado, com nariz afundado e grandes olhos redondos muito coloridos e expressivos, cujos tons variam do alaranjado ao azul, ao verde e ao marinho, com algumas exceções para alguns, que podem ter um olho alaranjado e um azul. Possui orelhas pequenas que caracterizam sua expressão. É um gato que exige muito cuidado por causa de sua pelagem longa (chega a medir cerca de 20 centímetros), embora exista a variedade de pelos curtos, que é a Exotic Shorthair (já pelo nome, percebe-se ser exceção). Os persas devem ser penteados todos os dias, e o mesmo vale para a limpeza dos olhos, devido à copiosa laceração causada pelo formato do nariz afundado, que não permite a descarga de muco em indivíduos hipertípicos. Os machos são muito maiores que as fêmeas, e isso também é uma característica da raça. De fato, os machos pesam cerca de 6 quilos e meio, enquanto as fêmeas permanecem em torno de 3 e meio. Ele, definitivamente, não é um gato de caça, mas um gato de pista e de companhia.

     

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  • Vacinas para seu Pet

    Vacinas para seu Pet

    Você sabe quais são as vacinas que seu pet deve tomar?

    Às vezes, fica complicado saber quais são as vacinas obrigatórias para seu animal e quais não são obrigatórias, mas não menos importantes.

    Em São Paulo, há uma lei, a de número 13.131, de 14 de maio de 2001, que dispõe em seu artigo 2º., parágrafo 2º, o seguinte: “Após o nascimento, os cães e gatos deverão ser registrados entre o terceiro e sexto mês de idade, recebendo, no ato do registro, a aplicação da vacina contra raiva”.

    Por lei, portanto, há a obrigatoriedade legal de, entre o terceiro e o sexto mês de idade, o animal vacinado contra raiva. E a mesma lei obriga, no seu artigo 13, a revacinação no período recomendado pelo laboratório responsável pela vacina utilizada.

    A carteira de vacinação do animal fornecida pelo médico veterinário é o documento que acompanha o ato de cada vacinação, e ela deve conter, segundo a Resolução 656, de 13 de setembro de 1999, do Conselho Federal de Medicina Veterinária:

     

    1. a) identificação do proprietário: nome, RG e endereço completo;
    2. b) identificação do animal: nome, espécie, raça, pelagem, sexo, data de nascimento ou idade;
    3. c) dados das vacinas: nome, número da partida, fabricante, datas da fabricação e validade;
    4. d) dados da vacinação: datas de aplicação e revacinação;
    5. e) identificação do estabelecimento: razão social ou nome fantasia, endereço completo, número de registro no CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária);
    6. f) identificação do Médico Veterinário: carimbo constando nome completo, número de inscrição no CRMV e assinatura;
    7. g) número do RGA (Registro Geral do Animal), que é o registro fornecido pelo Centro de Controle de Zoonoses, quando este já existir.

     

    Se, por acaso, um animal for capturado pelo Centro de Controle de Zoonoses (que, em vários lugares do Brasil é conhecido como serviço da ‘carrocinha’), ele só poderá ser resgatado pelo eventual proprietário ou retirado para adoção mediante a apresentação da carteira de vacinação atualizada; caso não haja tal carteira, o próprio Centro providenciará a aplicação da vacina antirrábica e fornecerá a devida carteira com os dados acima.

     

    A educação para a vacinação de seus animais

    Há sempre campanhas das autoridades da área para conscientizar a população sobre a importância do ato de vacinar periodicamente seus animais de estimação contra a raiva e proceder a outras medidas, como a vermifugação, por exemplo. A preocupação por trás de tais medidas é a questão de saúde pública que está totalmente envolvida nelas, principalmente a transmissão de zoonoses, que são as doenças de animais que podem ser transmitidas aos seres humanos.

    No Estado de São Paulo, a obrigatoriedade da vacina antirrábica já existe por lei desde 1954.

    A questão da obrigatoriedade legal é bem complexa no Brasil porque, de fato, há muita negligência quanto a certas zoonoses, como, por exemplo, a leishmaniose visceral canina, que da região Nordeste está-se espalhando rapidamente para o país, com cães infectados em 2017, ano da mais recente pesquisa sobre o avanço da doença, em praticamente todos os Estados, apenas sendo exceção alguns Estados da região Norte. No Estado de São Paulo, o número de animais infectados já chegava a 300 casos, razão para já haver um projeto de lei que avança na Assembleia Legislativa do Estado para tornar a vacina contra tal zoonose obrigatória em São Paulo.

    Não existe um calendário oficial para vacinações, apenas algumas campanhas em algumas cidades, com vacinações promovidas por órgãos públicas, como Centros de Zoonoses. Ocorre, porém, que nem sempre protocolos mínimos de higiene são observados, como uso de materiais descartáveis e esterilizados, o que pode fazer com que um animal vacinado contra raiva, mas que seja hospedeiro de qualquer agente transmissor de outra zoonose, possa transmitir o problema a um outro animal que seja vacinado posteriormente com o uso da mesma seringa, que não teria sido esterilizada – lamentavelmente, há ocorrências registradas de tais absurdos na cidade de São Paulo.

    O que em medicina  normalmente se usa são as indicações que são feitas a partir de procedimentos em sequência conhecidos na área médica como protocolos. E o protocolo mais usado para vacinação de animais no Brasil começa a valer quando o filhote alcança 45 dias de vida, tempo em que ele já pode ser desmamado, pois, antes disso, não é recomendado e é desnecessário qualquer procedimento de vacinação, porque o leite materno já fornece os primeiros anticorpos para resguardar o bichinho nesse período a que os veterinários chamam de pré-vacinação.

     

    Cronogramas específicos de vacinação

    Apesar de não oficiais, os especialistas recomendam que se sigam cronogramas específicos de vacinação, os quais são válidos também para se saber, por exemplo, quando dar o primeiro passeio com seu bichinho.

    Vejamos a lista completa:

     

    Para cães filhotes

    – Primeira dose da polivalente: entre 6 e 8 semanas de vida

    – Segunda dose da polivalente: entre 10 e 12 semanas de vida

    – Gripe canina + giardíase (não obrigatórias): 12 semanas de vida

    – Terceira dose da polivalente: entre 14 e 16 semanas de vida

    – Reforço da gripe canina + giardíase: 16 semanas de vida

    – Primeira dose da antirrábica: a partir de 120 dias de vida

    – Polivalente e antirrábica: reforço anual

     

    Para cães adultos ou que não tenham sido vacinados

    – Primeira dose da polivalente e da antirrábica: acima de 12 semanas de vida

    – Segunda dose da antirrábica: 21 a 30 dias após a aplicação da 1ª dose

    – Polivalente e antirrábica: reforço anual

     

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    Para gatos filhotes

    – Primeira dose da múltipla: 60 dias de vida

    – Segunda dose da múltipla: 90 dias de vida

    – Primeira dose da antirrábica: 120 dias de vida

    – Múltipla e antirrábica: reforço anual

     

    Para gatos adultos ou que não tenham sido vacinados

    – Primeira dose da múltipla e da antirrábica: a partir dos 120 dias de vida

    – Segunda dose da múltipla: 21 a 30 dias após a aplicação da 1ª dose

    – Múltipla e antirrábica: reforço anual

     

    O que é são as vacinas polivalentese múltiplas e o que previnem?

    As vacinas chamadas de polivalentes são também conhecidas como V8, V10, V11 e V12 e têm um amplo espectro de atuação – por conta disso, protegem os cães das principais ameaças contra sua saúde.

    A V8, uma das mais populares, costuma ser suficiente nas principais regiões do País, e é mais barata do que as demais polivalentes. A proteção da V8 é contra as seguintes doenças: adenovirose, cinomose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose, parainfluenza canina e parvovirose.

    Algumas das doenças mais perigosas, como a cinomose, possuem taxas de mortalidade extremamente altas, mas podem ser prevenidas com a vacinação anual. A raiva, apesar de praticamente extinta no país, também é considerada de alto risco, principalmente porque pode ser transmitida para os seres humanos.

    As vacinas V10, V11 e V12 possuem outros soros da bactérias leptospira e, portanto, são mais completas. Elas, no entanto, só são indicadas se você morar em regiões onde a V8 não tem ação suficiente.

    As vacinas múltiplas, destinadas aos felinos, previnem contra rinotraqueíte, clamidiose, calicivirose, panleucopenia e leucemia felina.

    Como vimos, obrigatória por lei, no Brasil, para cães e gatos, apenas é a vacina antirrábica, mas absolutamente necessária é uma polivalente (para cães) e uma múltipla (para gatos). As vacinas que não são obrigatórias, porém muito importantes, são as que previnem contra a giárdia e gripe (tosse) dos cães. Há também a vacina contra a leishmaniose, mas essa é normalmente aplicada somente nos animais que vivem nas regiões onde a doença é comum, mas que, como vimos acima, pode se tornar obrigatória em virtude da disseminação da doença.

     

    Qual a idade certa para o primeiro passeio?

    O primeiro passeio está relacionado com a aplicação das primeiras vacinas e com a primeira vermifugação (a primeira ocorrerá com 30 dias de vida).

    A resposta à pergunta sobre a idade certa para o primeiro passeio é inevitavelmente sempre: “depois de todas as vacinas”. Só que isso normalmente, pelo que se vê no cronograma acima, ocorrerá lá pelo terceiro mês completo de vida do animal, quando não se pode pensar em iniciar uma socialização, pois, se ela não for feita antes disso, corre-se o risco de o animal ter muito medo do convívio com outros animais e até com pessoas. Como resolver a situação, já que, de 45 dias de vida até 90, quando se daria a última dose inicial da polivalente, no caso dos cães, ou de 60 a 150 dias, quando se completaria a múltipla nos gatos, a socialização deve já existir?

    A resposta é simples, mas a aplicação requer a devida atenção: os passeios devem ser feitos com o animal no colo, não permitindo que ele encoste no piso de locais públicos, que oferecem muito maior risco de contágio por agentes transmissores de doenças. Obviamente, os locais devem ser seguros e na companhia de cães conhecidos, como os de amigos ou parentes. Parques públicos, para filhotes, mesmo com eles no colo, nem sempre são aconselháveis, porque não se sabe ao certo a procedência de todos os animais, nem se são vacinados, além de não haver nada que restrinja o trânsito de animais de rua, normalmente sem nenhum tipo de tratamento preventivo contra doenças.

    Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, já são comuns serviços de socialização para filhotes, chamados de Puppy Classes, com aulas em grupo em que  muitos estímulos são oferecidos aos animais, todos com faixa etária muito próxima, para favorecer a socialização num ambiente seguro e controlado. Em algumas capitais e centros urbanos do Brasil, já existem serviços semelhantes, mas eles ainda são poucos.

    O ideal é sempre cuidar da saúde de seu animal. Ao mais leve sinal de doença, não hesite em procurar auxílio do médico veterinário de sua confiança. Não expor o animal a riscos desnecessários é algo que deve sempre guiar a conduta dos tutores. Cada animal é único, e as indicações de socialização, nas quais se incluem os passeios, sempre devem atender às condições de saúde do animal. E ninguém melhor do que um tutor bastante atento para acompanhar seu filhote peludo.

     

  • Passeio com Gato

    Passeio com Gato

    Você sabe como fazer isso?

    Você tem um gato e quer que ele conheça o mundo além de seu pequeno espaço doméstico? Com o hábito de usar uma coleira, ele já poderá explorar um pouco dos perigos da rua. Uma das vantagens para os tutores é que eles poderão ser transportados para qualquer lugar, inclusive ao veterinário, com mais facilidade.

    Alguns gatos se acostumam de cara, achando divertida a experiência, mas há os que não acharão graça nenhuma na aventura: é preciso tentar conhecer o seu animal.

    É um grande erro acreditar que é a mesma coisa levar um cão e um gato para passear, porque cães e gatos são completamente opostos neste aspecto: os cães recebem o exterior por seu olfato, já os gatos percebem o mundo através dos olhos. Eles só ficam à vontade quando podem observar tudo de um ponto de vista alto e privilegiado. Quando se sente em um território pouco familiar, como a rua, mesmo estando ao seu lado, o gato perceberá a si mesmo, por instinto, como um ser exposto. Portanto, dê um passo de cada vez.

     

    Primeiro passo: a coleira

    O seu gato provavelmente nunca usou uma coleira. Deixe que ele se habitue a usá-la aos poucos. Comece com o seu gatinho quando filhote, preferindo a coleira peitoral.

    No início, deixe-o simplesmente no chão e faça com que ele fareje a coleira. Se ele der mostras de desconforto, esqueça a história por um tempo e tente retomá-la em outro momento. Se ele parecer gostar dela, dê-lhe uma recompensa e deixe que ele fique perambulando livremente. Desse modo, ele se habituará em pouquíssimo tempo com ela.

     

    Segundo passo: caminhar com a guia

    Estando ainda em casa, esta passagem é fundamental para atingir o objetivo. Prenda a guia à coleira  e tente dar uns poucos passos. Chame o seu gato, tente fazer com que ele consiga caminhar com você, dando-lhe uma recompensa ou fazendo com que ele brinque com algum objeto. Comece o exercício com apenas um minuto, aumentando o tempo a cada dia, até que o gato se sinta seguro e relaxado para caminhar ao seu lado.

    Nunca retire a coleira de maneira brusca, senão o gato vai fazer força para mantê-la com ele. Na rua, se você tiver que caminhar na direção oposta à que ele quiser, pare e espere que ele retorne na direção que você quer, onde um prêmio suculento o aguarda. 

     

    Terceiro passo: aventurar-se para o mundo exterior

    Os grandes espaços abertos podem causar muito medo aos gatos habituados a espaços fechados. Comece com o seu jardim, com a área verde do condomínio ou com algum ponto da vizinhança que considere seguro, fazendo isso sempre em horas mais tranquilas, como ao entardecer ou quando perceber que a rua está bem calma. Não vá saindo imediatamente, antes abra apenas a porta de casa e sempre mantenha a atenção para o fato de que só um carro ou um cachorro que passem podem espantar o gatinho.

    Se ele estiver se sentindo bem fora da segurança do seu espaço interno conhecido, ou seja, se tudo estiver bem, dê-lhe um prêmio! Continue com o treinamento e, se ele mostrar que está gostando de caminhar, vá aumentando o percurso. Se, ao contrário disso, ele claramente der demonstrações de estar se sentindo mal, ficar nervoso ou não parecer à vontade, não se perturbe e dê-lhe de presente carinho e atenção, com muitas brincadeiras para que ele volte a sentir-se seguro em seu ambiente interno. Ele talvez não esteja pronto ou não seja adepto de passeios, porque nem todas as raças de gatos gostam da atividade.

    O essencial, sempre, é procurar conhecer seu animal de estimação e saber o que se pode esperar de seu comportamento, sem forçá-lo a nada que o faça se sentir desconfortável.

  • A profissão de ‘Dog Walker’

    A profissão de ‘Dog Walker’

    Mesmo não regulamentada, a exigência de especialização para se trabalhar com a profissão é real: existem cursos que formam passeadores de cães. Tudo é feito para que o cão fique satisfeito e feliz, assim como a expectativa de seus tutores seja realizada.

    De maneira geral, podem-se enumerar vários conselhos úteis para que o passeio se torne bastante bom para todas as partes envolvidas.

    Não se pode saber da saúde de outros animais e até de outras pessoas na rua; por isso, o passeador deve procurar obter a informação de vacinas com os tutores dos animais. Não se deve passear com nenhum animal não devidamente vacinado nem antes da idade recomendada pelos veterinários (normalmente entre 45 e 60 dias para o primeiro passeio). Também é importante que os animais estejam vermifugados e protegidos contra pulgas e carrapatos. 

    As ruas nem sempre são calmas, daí é absolutamente necessário escolher bem o trajeto, evitando locais de tráfego intenso, para evitar atropelamentos ou estresse desnecessário aos animais.

    Os cães podem ou não se dar bem em grupos, e o passeador de cães deve verificar se animais de diferentes donos interagem bem entre si, para evitar conflitos. 

    Um dos grandes desafios de ser passeador de cães é fazer com que um ou mais cães obedeçam às ordens do passeador. Os ensinamentos dados nos cursos especializados na atividade ensinam também técnicas básicas de adestramento, para que os cães não se tornem perigosos para pessoas ou outros animais. O passeador deve ter certeza de que os animais que ele conduz sempre obedecerão às suas ordens. 

    Se alguém quiser ser um ‘Dog Walker’, deve atentar para o fato de que, mesmo não sendo a profissão regulamentada, ela não deve ser encarada como um ‘bico’, mas ser levada muito a sério, porque envolve muita responsabilidade.

  • Fitas usadas para passeio com animais

    Fitas usadas para passeio com animais

    Acessório contribui para evitar desconfortos.

    Numa sociedade civilizada, a harmonia no convívio é sempre desejada, tanto entre as pessoas quanto na aproximação com animais domésticos.

    Falhas nas informações podem gerar conflitos. Quanto aos animais, não podemos simplesmente julgar só de ver cães na rua que sejam sempre dóceis, brincalhões ou que gostem de fazer festinhas para todos. Nem sempre, também, os donos desejam uma aproximação de outros cães ou de pessoas.

    No passeio, um artifício que pode ser utilizado para aumentar a segurança e evitar problemas são as fitas.

    Se, por acaso, você encontrar na rua alguém passeando com um cachorrinho com uma fita amarela na coleira, você saberia dizer o motivo disso?

    Com base numa ideia criada pelo “YellowDog Project”, uma organização canadense sem fins lucrativos, preocupada com a melhor identificação dos cães, utiliza – se no Brasil uma fita amarela para avisar as pessoas que o animalzinho pode não ser muito amigável, principalmente com crianças. Ele pode ter problemas de medo, ansiedade, talvez ser até animado demais – em todos estes casos, é necessário algum cuidado e manter certa distância.

     

    Nós, do Manual Pet, adotamos a ideia e resolvemos sugerir outras duas aplicações de fitas, de acordo com as seguintes regras:

    • fita amarela na guia: diz que o cachorro é desconfiado, tem medo ou ansiedade ou é muito animado, e você deve ir com calma;
    • fita vermelha na guia: diz que o cachorro é agressivo, ou o dono não quer aproximação durante o passeio, então, você deve respeitar isso e manter a distância.

    Como se pode ver pelas sugestões, o grande objetivo do uso das fitas é saber se as pessoas devem evitar ou não chegar perto de um animal que é territorialista como característica essencial, além de já indicar como devem fazer isso.

    O grande público seriam as crianças (de todas as idades), porque têm bastante energia e são exploradoras de tudo o que vêm pela frente e adoram brincar com cachorrinhos, mesmo desconhecidos. Nem todos os animais apreciam brincar com estranhos, alguns até podem se assustar com eles – inclusive, alguns donos não são simpáticos a que estranhos se aproximem de seus bichinhos de estimação. Todo cuidado é pouco para evitar imprevistos, portanto.

    Quando você encontrar na rua um cachorro com alguma fita colorida (amarela, azul ou vermelha), lembre-se de que há um tratamento específico a ser observado antes de qualquer aproximação, ou mesmo lembre-se de que você deve manter distância.

    Participe você também dessa iniciativa, usando uma fita de acordo com as características do animalzinho com quem você sai para passear. Você, no mínimo, evitará um desconforto para você e para o seu animal.