Categoria: Cuidados

  • Como deixar o passeio mais divertido para o seu cão

    Como deixar o passeio mais divertido para o seu cão

    Bem-estar e cuidado são essenciais durante o passeio com o seu pet. Por isso, nós, do Manual Pet em conjunto com a Vetoquinol, separamos os melhores acessórios para tornar o passeio ainda mais agradável.

    Quem tem animal de estimação em casa, sabe bem o prazer que é estar com eles e a preocupação e cuidados que os animais demandam. Além disso, os passeios diários colaboram para o bem-estar, felicidade e tranquilidade do seu cãozinho. Para proporcionar uma vida mais longa e confortável para eles, a Vetoquinol – empresa francesa com mais de 8 décadas dedicadas a saúde animal – separou cinco dicas de acessórios para tornar os passeios ainda melhores. Porque proteger e cuidar, deve acontecer sempre. Veja abaixo:

     

    1 – Comedouro e Bebedouro portátil:

    Que a hora de comer é a predileta dos cães todo mundo já sabe! O que muitas pessoas não sabem é da importância da utilização dos acessórios certos para passeios curtos ou longos. O comedouro e o bebedouro para cães proporcionam uma alimentação mais saudável, tornando aquela ‘voltinha’ no parque mais agradável. Os acessórios podem ser encontrados em diversos modelos e tamanhos, é importante estudar qual modelo se adapta melhor ao seu companheiro e aos passeios também. Não deixe de levar água e petiscos para ele!

     

    2 – Brinquedos inteligentes:

    E qual é o pet que recusa uma bolinha? Se você conhecer algum, me apresenta! As famosas bolas estão no topo da lista de favoritas dos cães, isso porque deixam o passeio mais dinâmico e prazeroso. A dica boa é: existem diversas versões em que é possível colocar ração ou petiscos em seu interior. Não é o máximo? Elas proporcionam bem-estar animal, por ser antiestresse e motivar os pequenos a brincar por mais tempo e se divertirem.

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    3 – Tapete gelado:

    Essa é, sem dúvida, a dica mais refrescante que você vai receber hoje! Os tapetes gelados para animais de estimação são indicados para os dias quentes e, o melhor, são leves, fáceis de carregar e não precisam de refrigeração. Isso porque existe um gel interno, que é ativado com o peso do seu pet, levando o produto a uma temperatura refrescante de 5 a 10 graus abaixo da temperatura do ambiente. O tapete gelado deve ser utilizado na sombra e, após 3 horas de uso, deve descansar.

     

    4 – Saquinho higiênico biodegradável:

    Indispensável para qualquer passeio, os saquinhos coletores de dejetos servem para manter o espaço de convivência sempre limpo e deixar o seu cãozinho confortável para correr, brincar e explorar o ambiente. Existem diversos tamanhos e versões no mercado!

     

     5 – Frontmax Coleira:

    Para tornar o passeio ao ar livre ainda melhor, sem se preocupar com parasitas, a Vetoquinol lançou uma coleira que protege o seu melhor amigo! É uma coleira que combina três princípios ativos: Fipronil, Piriproxifeno e Permetrina cuja ação protege até oito meses contra pulgas, carrapatos e o mosquito transmissor da leishmaniose. A prevenção é uma das armas mais importantes contra a doença. A Frontmax combina inovação e proteção em um único produto. A coleira é resistente à água, não sofre interferência a banhos, oferece conforto e segurança para os cães. Cuide do seu melhor amigo com Vetoquinol! Juntos protegemos mais!

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    Sobre a Vetoquinol

    Há mais de 80 anos no mercado, a Vetoquinol é um dos dez maiores laboratórios veterinários do mundo dedicados à saúde animal, com foco em quatro espécies principais: cães, gatos, bovinos e suínos. A companhia inova, desenvolve, fabrica e comercializa medicamentos veterinários e produtos não farmacêuticos, sempre com ênfase na proteção e no bem-estar dos animais. www.vetoquinol.com.br

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  • O gato-de-bengala ou bengal

    O gato-de-bengala ou bengal

    No Oceano Índico, margeando Sri Lanka, a Índia, Bangladesh, Mianmar, a Tailândia, a Malásia, Singapura e a Indonésia, fica o Golfo de Bengala, que é o maior golfo do mundo. Relacionado a animais, é muito mais comum ler-se ou ouvir-se sobre o tigre-de-bengala, também chamado tigre-indiano, que é umas 6 subespécies de tigres restantes no planeta. Mas existe um outro felino, este um animal doméstico, conhecido pelo nome de gato-de-bengala, ou pelo seu nome em inglês, bengal cat, nome que foi apenas transcrito sem tradução para uso no português para gato bengal, com a pronúncia com o acento na vogal ‘e’, que é fechada (algo como ‘bêngal’).

     

    Para quem quiser saber como escrever e flexionar o nome

    Se for pensar em gramática, a palavra inglesa ‘bengal’ é o adjetivo para quem nasce na região ou golfo de Bengala (por terra, é região dividida entre a Índia e Bangladesh). O uso mais comum em português para designar quem nasce na região é bengali (com acentuação mais forte no ‘i’, ou seja, pronúncia oxítona), mas também é comum bengalês. Em Portugal, também é possível o termo ‘bengala’ para os nascidos na região. Com os nomes aportuguesados, o plural é mais simples: bengalis, bengaleses ou bengalas. Já com o termo em inglês, mantém-se o plural na maneira inglesa: ‘gatos bengals’ (semelhantemente à difícil palavra ‘gol’).  Em Portugal, onde normalmente se preferem termos em português, a preferência é por gato bengala, cujo plural é gatos bengalas (nada relacionado ao objeto ‘bengala’, mas ao aportuguesamento do nome da região entre a Índia e Bangladesh).

     

    O ramo selvagem que originou o bengal e provavelmente também o nome da raça

     O gato-de-bengala é uma raça de gato domesticado criada a partir de hibridação de do gato-leopardo asiático (Prionailurus bengalensis) e de raças de gatos domésticos, principalmente a do gato egípcio conhecido como mau.

     

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    Figura 1: Gato leopardo asiático (Prionailurus bengalensis)

     

    O gato-leopardo é um pequeno gato selvagem nativo do sul e sudeste e leste da Ásia. Desde 2002, ele foi listado como animal que provoca uma menor preocupação na Lista Vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature – União Internacional para a Conservação da Natureza, que é uma organização que usa os critérios mais relevantes para analisar o risco de extinção de milhares de espécies e subespécies), pois é amplamente distribuído, embora ameaçado pela perda de habitat e caça em alguns lugares.

    Nos diversos sites sobre a raça, há várias explicações sobre seu desenvolvimento, mas na principal publicação sobre a raça dos EUA, assegura-se que o desenvolvimento é obra de mais de uma pessoa, não sendo possível determinar ao certo a origem precisa. O que se sabe é que ela surgiu por acaso e que a data mais correta é o ano de 1973.

    Naquele ano, o Dr. Willard Centerwall, pediatra da Loma Linda University, EUA, cujo ‘hobby’ eram os felinos, queria tentar tornar gatos domésticos imunes à leucemia felina, e, para isso, cruzou um macho de gato doméstico com uma fêmea de gato-leopardo asiático, animal que é imune à doença. Como a leucemia felina é semelhante à humana, os estudos eventualmente produziriam efeitos para a saúde do ser humano. Ele falhou em suas tentativas, mas, casualmente, iniciou uma nova raça, a dos “bengals”, nome que foi dado, após sequências de cruzamentos e estabelecida a raça, por Bill Engler, grande divulgador da raça, em 1974.

    Os bengals, infelizmente, como os gatos domésticos, não são imunes à leucemia felina, como são os seus parentes asiáticos. Os cruzamentos iniciais foram feitos por Bill Engler, que era um grande entusiasta de felinos exóticos e participava ativamente do ILOC (Long Island Ocelot Clube – Clube de Ocelotes de Long Island). Engler cruzou gatos-leopardos com espécimes do egípcio mau, do gato birmanês, do gato abissínio e do ocicat, que são gatos dóceis, exatamente para tornar os gatos bengals mais amigáveis, embora mantendo a aparência de felinos selvagens exóticos, como leopardos, jaguatiricas, gatos-maracajás, etc., principalmente na pelagem, que pode apresentar manchas, rosáceas, marquinhas de ponta de flecha, ou coloração marmórea, sem o caráter selvagem, nervoso, dos primeiros indivíduos frutos dos cruzamentos iniciais. Há até quem afirme que o nome bengal, dado à raça por Engler, seja inspirado no nome pelo qual era conhecido seu principal divulgador – de fato, na pronúncia: B. Engler (‘soando bi-ênguelr’, rapidamente, com algumas assimilações de sons, vira ‘bêngal’ – algo meio forçado, mas faz parte das explicações não confirmadas da origem do nome da raça).

    A mistura do gato-leopardo asiático com o mau egípcio (e outras raças, como veremos mais abaixo) dá ao gato-de-bengala o seu brilho dourado. O nome “bengal” é muito mais provável que tenha vindo do nome científico dado à raça da mãe utilizada na primeira cruza, segundo a classificação binária que é atribuída a cada animal ou vegetal pelos órgãos internacionais: Prionailurus  

    O ramo doméstico que originou o bengal

    O gato egípcio mau é uma raça de gato de pelos curtos e de porte pequeno a médio. Os maus são uma das poucas raças de gato domesticado que têm manchas naturais, e elas ocorrem apenas nas pontas dos pelos de sua pelagem. É uma raça considerada rara.

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    Figura 2: O mau, raça egípcia de gato, hoje rara

     

    O gato birmanês é muito longevo, chegando a viver em média 18 anos. Caracteriza-se por ser muito ágil e forte, tem olhos grandes, de cor dourada brilhante.  É ativo, sociável e tranquilo.

     

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    Figura 3: Fêmea de um gato birmanês.

     

     O gato abissínio, cujo nome é dado pela sua origem, a região da Abissínia, hoje dividida entre os países da Etiópia e da Eritreia, na África, é bem resistente a altas temperaturas, como os gatos originários do continente africano. Os traços típicos de caráter são a teimosia e o pedido contínuo de atenção; tem muita energia e adora brincadeiras; é sociável, ágil, curioso, adora altura e furtar objetos que lhe interessem, mas, devido à sua graça e elegância naturais, dificilmente causa estragos.

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    Figura 4: Um exemplar de gato abissínio adulto, de cor de lebre.

     

    ocicat é uma raça felina que se parece com o gato selvagem na aparência, mas foi obtida exclusivamente com o acasalamento de gatos domésticos. É um gato inteligente, brincalhão e facilmente treinável, muito apegado ao ser humano, mas desenvolve um carinho especial com apenas um indivíduo e odeia a solidão.

     

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    Figura 5: Exemplar de gato ocicat de pelagem chocolate.

    As três primeiras gerações que partiram do gato-leopardo asiático como um dos pais e a de domésticos como outro dos pais são as chamadas espécimes fundamentais, que foram usadas nesses cruzamentos entre gatos-leopardos com gatos mansos e com manchas, para assegurar a pelagem semelhante à de felinos selvagens e a docilidade do caráter. Da quarta geração em diante, já se obteve um gato da raça hoje conhecida como gato-de-bengala, que é totalmente fértil e dócil. Portanto, na atualidade, não é necessário tornar a cruzar um bengal com qualquer outro indivíduo das espécimes fundamentais, porque a raça bengal já se estabeleceu geneticamente, e a criação seletiva dos melhores espécimes de bengals já é suficiente para perpetuar e melhorar a pelagem dessa raça doméstica. Em 1986, ela foi reconhecida pela TICA – The International Cat Association (A Associação International de Gatos), associação que coleta um grande conjunto de dados genéticos de gatos e tem sede nos EUA.

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    Figura 6: Um típico exemplar de gato bengal.

     

    Características físicas da raça

    bengal é um gato grande e musculoso; os machos podem pesar 9 kg, enquanto as fêmeas geralmente não excedem 6. A cabeça deve ser proporcional, com um perfil bastante triangular e semelhante ao de seus progenitores selvagens. Ele tem expectativa de vida entre 10 a 16 anos.

    O nariz não é particularmente longo; os olhos são grandes e podem ser amarelos, verdes ou azuis se for uma “snow bengal”, uma variedade que se diferencia pela coloração semelhante à dos siameses, mas mais clara.

    As orelhas não devem ser muito grandes. O pelo é curto e fino, com textura espessa e sedosa ao toque.

    As pernas são robustas, a cauda é de comprimento médio e com ponta arredondada.

    As cores permitidas são: malhado e a variedade ‘snow bengal’ (também chamada de leopardo da neve), ambos com manchas bem marcadas, o malhado indo de um marrom avermelhado a uma cor preta intensa. Um defeito que em uma exposição felina pode levar à desqualificação é a presença de manchas brancas irregulares. A barriga é sempre manchada.

     

    Comportamento

    Um gato-de-bengala foi considerado um verdadeiro gato doméstico somente após a terceira geração, conforme vimos pela história da raça; antes dela, ele apresentou comportamentos ainda típicos do gato selvagem;  mas, ainda hoje, na verdade, o bengal nunca abandonou completamente o caráter dos progenitores.

    Ele adora pular, correr e ainda tem um instinto predatório em relação a pequenos animais. Para muitos, tem o espírito de um cão, porque adora correr atrás de objetos lançados e trazê-los ao dono. Relaciona-se bem com crianças, podendo demonstrar medo ou indiferença com quem não conhece.

    Ele precisa de espaço para correr, mesmo dentro das paredes de casa ou em um jardim fechado. É um gato carinhoso, mas com um caráter decididamente agitado – alguns donos amenizam o adjetivo para ‘animado’, mas acho que é fácil entender que o menino é um pouco arteiro, mesmo (para conferir: nas descrições da raça, feitas por especialistas, no item ‘energia’, de 1 a 5, do menor nível ao maior nível, o do bengal consta como 5).

    O gato-de-bengala gosta de jogos de busca além de ser um gato que adora aprender novos truques. Para ele, subir em árvores é sinônimo de desafio, mas, para manter os pássaros locais a salvo desse minicaçador, é bom deixá-lo em um local onde ele possa pular e escalar com segurança para outros pequenos animais. Como também gosta de brincar com água, fontes e bebedouros devem existir por perto, para ele se divertir – sempre, é claro, preservando o ambiente da sujeira que se espalha. Claro, não é boa ideia ter um aquário e um bengal no mesmo ambiente: dá para imaginar a consequência de um salto do bengal (ele o fará com absoluta convicção) para pegar os peixinhos.

    Quem gosta de gato animado e carinhoso, tenha um bengal; mas quem não tem fôlego para uma agitação que inclua um bichano que mexa em seus CDs, que acenda e apague as luzes, que derrube copos e trepe em tudo, adapte seu ambiente (há móveis especiais que podem ser pendurados para esse fim). Você evitará o tédio (fácil) do bengal, ou, então, desista, interesse-se por outra raça!

     

    Cuidados específicos

    Durante a troca de pelagem, é necessário escová-lo com mais frequência, mas ele não requer cuidados além dos de um gato doméstico normal.

    Como sua pelagem é grossa e curta, exige poucos cuidados específicos, sendo suficientes apenas escovação semanal para remover pelos mortos e devolver-lhe o brilho, bem como banhos raros. Como para qualquer gato, escovar os dentes duas vezes na semana, é recomendável, assim como cortar as unhas a cada duas semanas.

    Limpar os cantos dos olhos com gaze ou pano macio é outro cuidado que se deve ter a cada duas semanas. Já a limpeza das orelhas deve ser semanal, mas apenas com uma bola de algodão úmida, pois cotonetes podem machucar a orelha do bengal. 

    Em comparação a outros gatos, o bengal tem maior propensão a sofrer de problemas de saúde, sendo os mais comuns: a displasia de quadril, a atrofia progressiva da retina, a luxação da patela e, nos filhotes até um ano, a neuropatia distal.

  • Coronavírus

    Coronavírus

    Informação inicial sobre a SARS e um teste positivo em um cão

    Há uma classificação que é utilizada pelos médicos conhecida por CID, sigla que significa Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.

    A atual é a revisão número 10, por isso a lista é conhecida como CID-10. Cada doença ou problema relacionado com a saúde tem um código na CID-10. O que está intimamente ligado ao coronavírus tem o código U04, que é o da síndrome respiratória aguda grave (ou Severeacuterespiratorysyndrome – ou SARS, sigla, essa sim, formada pelas primeiras letras do nome em inglês).

    Não há nada divulgado a esse respeito, mas tecnicamente a SARS-CoV-2, não é uma doença cardíaca, mas sim uma síndrome, comum a muitas doenças (cardíacas ou não). A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas clínicos que um paciente pode apresentar em determinadas doenças, ou em circunstâncias clínicas que não são necessariamente patológicas.

    Isso é necessário esclarecer porque em Honk Kong, houve no início de março de 2020 um comunicado à imprensa sobre um cão que teria obtido resposta positiva a um teste para o COVID-19, que é o nome do coronavírus, após uma exposição próxima a seus proprietários que tinham sido infectados por ele. Mesmo a presença de material genético do vírus COVID-19 demonstrada nesse cão, que foram apenas uns respingos de material proveniente de um espirro, ele não apresentou nenhum sinal clínico de nenhuma doença – como se explicou acima, uma síndrome pode apresentar sinais em circunstâncias que não sejam necessariamente patológicas.

     

    Coronavírus: o que são?

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    Voltando um pouco ao coronavírus. A sigla usada para ele é CoV. Os coronavírus são uma grande família viral, e eles já são conhecidos desde meados da década de 1960. Eles causam infecções respiratórias em seres humanos e em outros animais. Em geral, as infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, as quais se assemelham a um resfriado comum. A maioria dos humanos é infectado por coronavírus comuns ao longo de sua existência, sendo que as crianças pequenas são mais propensas a se infectarem.

    Há coronavírus que podem provocar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS. A SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS, daí haver o uso das duas siglas combinadas: SARS-CoV

    A atual síndrome é a SARS-Cov-2, porque é a segunda ocorrência na China. E por que o nome COVID-19? É mais uma sigla, também em inglês: “Coronavirus Disease-2019” [doença por coronavírus de 2019], já que os três primeiros casos foram identificados na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019. Apenas para especificar o vírus atual, vamos chamá-lo de COVID-19.

     

    Como se manifestam clinicamente em humanos os coronavírus?

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    Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas quase sempre são coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia, mas apenas em alguns casos. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos. Já o MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves.

    Os coronavírus que levam à SARS têm um período de incubação de 2 a 14 dias, sendo que a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas, sendo raros os casos de transmissão após a resolução dos sintomas, tanto para o SARS-CoV quanto para o MERS-CoV.  Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos. O perigo está depois de já incubado em alguém o vírus, quando já se manifestam os sintomas e antes que eles desapareçam. No caso do cãozinho chinês do território de Honk Kong, ele, apesar do teste positivo, não manifestou sintomas, o que não o torna contagioso.

     

    Transmissão inter-humana e até do animal para o homem e do homem para o animal

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    Todos os coronavírus são transmitidos, pelo que se sabe nos estudos médicos feitos até agora, apenas de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV.

    De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo de pessoa a pessoa, e isso significa: qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; ou pessoa que tenha tido contato físico com o paciente; ou pessoa que tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: pessoa que more junto com o paciente ou o tenha visitado).

    A transmissão do novo coronavírus ocorre pelo contato com o vírus, que é transportado por gotículas expelidas pela fala, tosse ou espirro de pessoas doentes. A infecção se dá quando estas gotículas entram em contato com a mucosa dos olhos, nariz e boca.

    Estas gotículas com o vírus podem estar presentes no ar, ao serem expelidas, ou podem estar sobre superfícies contaminadas, como o rosto ou mãos, e objetos, como maçanetas, botões de elevador, corrimão, e apoios em transporte público, por exemplo.

    E nos animais? O atual coronavírus veio de um animal – há quem acredite que seja um animal selvagem, já que é comum o consumo de carne de animais selvagens na China.

    A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

    O parecer da agência francesa ANSES (Agência Nacional de Alimentos, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho) sobre o SARS-CoV-2 (coronavírus COVID-19) e os animais está muito bem documentado e conclui, em particular, que, à luz do conhecimento científico disponível, não há evidências de que animais de estimação e gado desempenham um papel na propagação do vírus.

     

    Animais domésticos: perguntas e respostas frequentes e úteis

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    Uma declaração recente da Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais é preocupante porque demonstra os efeitos da falta de informação sobre os animais de estimação:

    “Ainda faltam muitas informações sobre o SARS-CoV-2. A prioridade é controlar o surto humano o mais rápido possível. No entanto, estamos preocupados com o bem-estar animal, devido aos relatos de abandono ou morte de animais de estimação apenas por causa do medo, que atualmente é injustificado, de seu possível papel na epidemia do COVID-19.”

    Em relação ao surto de SARS-CoV2, a síndrome respiratória causada pelo novo coronavírus, o Instituto Zooprofilático Experimental de Veneza, Itália, responde a algumas perguntas recorrentes sobre o envolvimento de animais de estimação na transmissão desta infecção específica.

     

    Perguntas frequentes sobre coronavírus e animais de estimação

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    O SARS-CoV-2 pode infectar animais de estimação?

    Embora o SARS-CoV-2 seja mais provável que tenha se originado de um animal, hoje o surto de SARS-CoV-2 é apoiado exclusivamente pela transmissão do vírus entre humanos e humanos ou através do contato com objetos contaminados, sem o envolvimento ativo dos animais. No entanto, a situação está evoluindo rapidamente, mas os estudos epidemiológicos e virológicos também estão progredindo rapidamente, por isso, é bom monitorar constantemente cada atualização científica.

    É melhor evitar o contato com animais de estimação em caso de infecção por SARS-CoV-2?

    Embora ainda não esteja claro se nossos animais possam ser infectados por CoV-19, é melhor limitar os contatos ao mínimo, em caso de infecção, assim como deve ser feito para com outros membros da família, também sendo aconselhável fazer em caso de infecção por qualquer forma de doença. É sempre aconselhável manter um alto nível de higiene, sempre lavando as mãos antes e depois de tocar nosso animal de estimação.

    O que devo fazer se um animal em contato próximo com um paciente infectado pelo COVID-19 adoecer?

    Atualmente, não há evidências da doença de SARS-CoV-2 em animais de estimação, mas, se houver sinais de adoecimento após o contato de um animal com uma pessoa infectada com SARS-CoV-2, é bom notificar seu médico veterinário por telefone, relatando a exposição à infecção.

    Se meu animal de estimação esteve em contato com uma pessoa doente pode espalhar a infecção?

    Atualmente, não há evidências da doença de SARS-CoV-2 em animais de estimação, muito menos a possibilidade de que eles possam espalhar a infecção. No entanto, ao adotar o princípio da precaução, se o animal entrou em contato com uma pessoa infectada, é melhor evitar colocá-lo em contato com outras pessoas, especialmente se elas estiverem em risco.

    Faz sentido exigir um teste de coronavírus felino ou canino para avaliar se nossos animais são saudáveis?

    Não, porque os coronavírus que infectam nossos animais são muito diferentes do SARS-CoV-2. Na verdade, existem muitos coronavírus capazes de infectar humanos e animais de estimação, que não têm nada a ver com a epidemia de COVID-19. Uma vez que o teste realizado em cães e gatos é específico para coronavírus felinos ou caninos, o resultado do teste não daria nenhuma informação sobre a infecção por SARS-CoV-2.

    Faria sentido vacinar um cão para coronavírus canino, a fim de protegê-lo do COVID-19?

    Não. Uma vacina específica não seria de proteção cruzada para o SARS-CoV-2.

     

    O site da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) afirma: “A atual disseminação do COVID-19 é o resultado da transmissão de humano para humano. Até o momento, não há evidências de que animais de estimação possam espalhar a doença, então, não há motivos para tomar medidas contra animais de estimação que possam comprometer seu bem-estar “.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR), que é uma força de segurança de natureza militar de Portugal, constituída por militares organizados num corpo especial de tropas e dotada de autonomia administrativa, com jurisdição em todo o território e no mar territorial português, que é uma espécie de Força Militar de Segurança Pública,fez em 13 de março de 2020 um apelo nas redes socias relativamente ao coronavírus, apelando às pessoas que têm animais, para não os abandonarem:

    “Os animais domésticos podem transmitir o COVID-19? NÃO!! De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infectados e que, consequentemente, possam transmitir o COVID-19”.

    A conclusão é: não há motivo para se preocupar com o seu animalzinho, mesmo se ele tiver tido contato com o vírus, porque nem o vírus o afeta nem o animal doméstico pode transmiti-lo a um ser humano. O problema ocorreu pela divulgação à imprensa, que lamentavelmente transformou o comunicado em um alarme, que, dirigido à massa, provoca os deploráveis efeitos da ignorância. Vamos evitar que até nossos animais sofram com o problema, que já é, em si, grave.

    Definitivamente: animais domésticos não transmitem o vírus a humanos, ainda que haja teste positivo para o vírus detectado neles. Releiam o artigo acima e consultem boas fontes antes de tomarem decisões precipitadas!

  • Microchipagem

    Microchipagem

    Um importante método de identificação de animais, a microchipagem

    Há muita gente que pergunta sobre a necessidade da identificação de um animal de estimação. Antes mesmo de se pensar em um método específico, podemos já responder que é importante identificar seu animal porque, se ele se perder, é muito mais provável ele ser encontrado se estiver com algum tipo de identificação. A aplicação do microchip veterinário ou microchipagem é atualmente o melhor método de identificação permanente de um animal.

     

    E o que é, afinal, a microchipagem e como funciona?

    Um microchip é um método permanente de identificação eletrônica. O chip em si é muito pequeno – do tamanho de um grão de arroz – e é implantado por via subcutânea (logo abaixo da pele) entre as omoplatas na parte de trás do pescoço do animal. A coleira não é um método de identificação infalível, por isso, ela deve ser utilizada em conjunto com o microchip.

    A aplicação do microchip é praticamente indolor, sendo ele inserido por uma injeção com uma agulha hipodérmica que causa o mesmo desconforto de uma injeção qualquer, e sempre devem ser utilizados materiais descartáveis e esterilizados, de acordo com os melhores protocolos veterinários, podendo ser aplicado em cães, gatos, cavalos, aves e até répteis. Ele é obrigatório para cães e gatos que vão viajar, participar de exposições, também para animais comercializados nascidos no município de São Paulo.

    Cada chip possui um número exclusivo, que é detectado usando um scanner de microchip. O número do microchip é registrado em um banco de dados de microchips com detalhes sobre o animal e o proprietário. Os donos de animais precisam garantir que seus detalhes de contato sejam registrados no banco de dados com relação ao número do microchip do animal. Se o seu animal de estimação sumir ou se perder, veterinários, abrigos de animais, como o da União Internacional Protetora dos Animais, centros de resgates, como o Centro de Controle de Zoonoses, e até postos policiaissubmeterão o animal a um aparelho digitalizador para verificar a presença de algum microchip, o que tornará possível a identificação através do banco de dados e o contato com o tutor do animal. Nas melhores localidades onde é aplicado o microchip, o tutor recebe um certificado de propriedade e uma tarjeta com código de barras.

    As vantagens de aplicação do microchip são:

    – Você só paga uma vez, que é no momento da aplicação;

    – O microchip não precisa de recarga, pois ele só será ativado pelo leitor;

    – É impossível que o animal perca o microchip;

    – Ele funciona por toda a vida do animal;

    – Não é necessário realizar nenhum tipo de manutenção.

     

    É muito importante manter os dados de contato dos tutores atualizados no banco de dados para que, se houver mudança de residência ou do número de telefone, ainda assim o tutor possa ser contatado no caso de o animal se perder ou sumir. Embora não tenha a função de GPS (Global Positioning System, ou Sistema de Localização Global), o microchip funciona como um rastreador que é útil no caso de furto do animal, por causa da leitura digital do número de identificação único, que garante que o animal é, sem dúvida, aquele que foi registrado no banco de dados. Também se um animal de estimação passar a ser cuidado por um novo tutor, este novo tutor deve garantir que seus detalhes de contato sejam registrados no banco de dados.

     

    Como alterar os dados de contato?

    A maneira mais fácil de alterar seus dados de contato é pesquisar no website do local em que você instalou o produto. Quando o aplicar, certifique-se de ter o endereço virtual do local de armazenamento dos dados, para eventuais alterações. Alguns websites já dispõem de formulário de alteração de dados no próprio portal.Se houver dificuldade em localizar o número de registro do animal, deve-se entrar em contato com o implantador do microchip.

     

    Obrigatoriedade legal

    Na cidade de São Paulo, a lei 13.131, de 18 de maio de 2001, obriga a que todos os proprietários de cães e gatos tenham que registrá-los no Centro de Controle de Zoonoses, onde os animais, cumpridos vários requisitos, principalmente quanto às vacinas, receberão uma plaquinha de identificação, assim como os tutores receberão uma carteira com um número do Registro Geral do Animal (RGA).

    Canis e gatis da cidade de São Paulo, a partir de uma lei de 2007, só podem comercializar ou fazer doação de animais se estes forem previamente microchipados e esterilizados.

    Já foi aprovado no final de 2018 projeto de lei que prevê a obrigatoriedade da microchipagem de cães e gatos na cidade de São Paulo, para evitar o grande número de animais abandonados. No entanto, o projeto ainda não foi sancionado pelo prefeito, ou seja, ainda não se transformou em lei. Em outros Estados do Brasil, há várias iniciativas nesse sentido.

    Também em Portugal, por exemplo, uma lei determina que até o final de 2021, todos os animais domésticos devam ter implantado um microchip. Na cidade de São Paulo, um dos dados que constará obrigatoriamente do banco de dados será o número do RGA. As autoridades podem, por meio dessas identificações obrigatórias, promover uma pesquisa correta sobre a população de cães e gatos das cidades e promover campanhas de saúde pública, por exemplo, de prevenção contra zoonoses.

     

    Será que o animal vai sofrer durante a aplicação?

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    Há quem alegue que não se deve aplicar o microchip, porque é um procedimento invasivo, ou seja, que, entre outras coisas, causa dor. O microchip é um procedimento rápido (leva apenas alguns segundos), seguro e simples, e praticamente só causa um mínimo desconforto. Alguns filhotes de cães e gatos podem recuar ou gritar quando o chip é implantado, no entanto, a dor é mínima e de curtíssima duração, e a maioria dos animais a esquece muito rapidamente. Os benefícios do microchip na identificação do animal, em caso de sumiço ou perda, superam qualquer desconforto mínimo e momentâneo. É bem pior, até para o animal, perder o convívio de seus tutores, do que uma dor de alguns segundos.

     

    A melhor época para o implante

    Idealmente, o gato ou cachorro deve ser microchipado antes da compra ou adoção. Essa é a melhor maneira de rastrear efetivamente a origem do animal. No entanto, se o seu animal de estimação ainda não tiver um microchip, recomendamos que você marque uma consulta com seu veterinário para que ele seja microchipado (mesmo nas cidades onde o microchip ainda não é obrigatório). Algumas organizações de bem-estar animal também podem microchipar animais de estimação.

     

    Onde posso microchipar meu animal de estimação?

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    Somente implantadores de microchip autorizados têm permissão para microchipar animais. Veterinários e organizações de bem-estar animal são alguns desses locais onde se podem microchipar animais.

  • Vacinas para seu Pet

    Vacinas para seu Pet

    Você sabe quais são as vacinas que seu pet deve tomar?

    Às vezes, fica complicado saber quais são as vacinas obrigatórias para seu animal e quais não são obrigatórias, mas não menos importantes.

    Em São Paulo, há uma lei, a de número 13.131, de 14 de maio de 2001, que dispõe em seu artigo 2º., parágrafo 2º, o seguinte: “Após o nascimento, os cães e gatos deverão ser registrados entre o terceiro e sexto mês de idade, recebendo, no ato do registro, a aplicação da vacina contra raiva”.

    Por lei, portanto, há a obrigatoriedade legal de, entre o terceiro e o sexto mês de idade, o animal vacinado contra raiva. E a mesma lei obriga, no seu artigo 13, a revacinação no período recomendado pelo laboratório responsável pela vacina utilizada.

    A carteira de vacinação do animal fornecida pelo médico veterinário é o documento que acompanha o ato de cada vacinação, e ela deve conter, segundo a Resolução 656, de 13 de setembro de 1999, do Conselho Federal de Medicina Veterinária:

     

    1. a) identificação do proprietário: nome, RG e endereço completo;
    2. b) identificação do animal: nome, espécie, raça, pelagem, sexo, data de nascimento ou idade;
    3. c) dados das vacinas: nome, número da partida, fabricante, datas da fabricação e validade;
    4. d) dados da vacinação: datas de aplicação e revacinação;
    5. e) identificação do estabelecimento: razão social ou nome fantasia, endereço completo, número de registro no CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária);
    6. f) identificação do Médico Veterinário: carimbo constando nome completo, número de inscrição no CRMV e assinatura;
    7. g) número do RGA (Registro Geral do Animal), que é o registro fornecido pelo Centro de Controle de Zoonoses, quando este já existir.

     

    Se, por acaso, um animal for capturado pelo Centro de Controle de Zoonoses (que, em vários lugares do Brasil é conhecido como serviço da ‘carrocinha’), ele só poderá ser resgatado pelo eventual proprietário ou retirado para adoção mediante a apresentação da carteira de vacinação atualizada; caso não haja tal carteira, o próprio Centro providenciará a aplicação da vacina antirrábica e fornecerá a devida carteira com os dados acima.

     

    A educação para a vacinação de seus animais

    Há sempre campanhas das autoridades da área para conscientizar a população sobre a importância do ato de vacinar periodicamente seus animais de estimação contra a raiva e proceder a outras medidas, como a vermifugação, por exemplo. A preocupação por trás de tais medidas é a questão de saúde pública que está totalmente envolvida nelas, principalmente a transmissão de zoonoses, que são as doenças de animais que podem ser transmitidas aos seres humanos.

    No Estado de São Paulo, a obrigatoriedade da vacina antirrábica já existe por lei desde 1954.

    A questão da obrigatoriedade legal é bem complexa no Brasil porque, de fato, há muita negligência quanto a certas zoonoses, como, por exemplo, a leishmaniose visceral canina, que da região Nordeste está-se espalhando rapidamente para o país, com cães infectados em 2017, ano da mais recente pesquisa sobre o avanço da doença, em praticamente todos os Estados, apenas sendo exceção alguns Estados da região Norte. No Estado de São Paulo, o número de animais infectados já chegava a 300 casos, razão para já haver um projeto de lei que avança na Assembleia Legislativa do Estado para tornar a vacina contra tal zoonose obrigatória em São Paulo.

    Não existe um calendário oficial para vacinações, apenas algumas campanhas em algumas cidades, com vacinações promovidas por órgãos públicas, como Centros de Zoonoses. Ocorre, porém, que nem sempre protocolos mínimos de higiene são observados, como uso de materiais descartáveis e esterilizados, o que pode fazer com que um animal vacinado contra raiva, mas que seja hospedeiro de qualquer agente transmissor de outra zoonose, possa transmitir o problema a um outro animal que seja vacinado posteriormente com o uso da mesma seringa, que não teria sido esterilizada – lamentavelmente, há ocorrências registradas de tais absurdos na cidade de São Paulo.

    O que em medicina  normalmente se usa são as indicações que são feitas a partir de procedimentos em sequência conhecidos na área médica como protocolos. E o protocolo mais usado para vacinação de animais no Brasil começa a valer quando o filhote alcança 45 dias de vida, tempo em que ele já pode ser desmamado, pois, antes disso, não é recomendado e é desnecessário qualquer procedimento de vacinação, porque o leite materno já fornece os primeiros anticorpos para resguardar o bichinho nesse período a que os veterinários chamam de pré-vacinação.

     

    Cronogramas específicos de vacinação

    Apesar de não oficiais, os especialistas recomendam que se sigam cronogramas específicos de vacinação, os quais são válidos também para se saber, por exemplo, quando dar o primeiro passeio com seu bichinho.

    Vejamos a lista completa:

     

    Para cães filhotes

    – Primeira dose da polivalente: entre 6 e 8 semanas de vida

    – Segunda dose da polivalente: entre 10 e 12 semanas de vida

    – Gripe canina + giardíase (não obrigatórias): 12 semanas de vida

    – Terceira dose da polivalente: entre 14 e 16 semanas de vida

    – Reforço da gripe canina + giardíase: 16 semanas de vida

    – Primeira dose da antirrábica: a partir de 120 dias de vida

    – Polivalente e antirrábica: reforço anual

     

    Para cães adultos ou que não tenham sido vacinados

    – Primeira dose da polivalente e da antirrábica: acima de 12 semanas de vida

    – Segunda dose da antirrábica: 21 a 30 dias após a aplicação da 1ª dose

    – Polivalente e antirrábica: reforço anual

     

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    Para gatos filhotes

    – Primeira dose da múltipla: 60 dias de vida

    – Segunda dose da múltipla: 90 dias de vida

    – Primeira dose da antirrábica: 120 dias de vida

    – Múltipla e antirrábica: reforço anual

     

    Para gatos adultos ou que não tenham sido vacinados

    – Primeira dose da múltipla e da antirrábica: a partir dos 120 dias de vida

    – Segunda dose da múltipla: 21 a 30 dias após a aplicação da 1ª dose

    – Múltipla e antirrábica: reforço anual

     

    O que é são as vacinas polivalentese múltiplas e o que previnem?

    As vacinas chamadas de polivalentes são também conhecidas como V8, V10, V11 e V12 e têm um amplo espectro de atuação – por conta disso, protegem os cães das principais ameaças contra sua saúde.

    A V8, uma das mais populares, costuma ser suficiente nas principais regiões do País, e é mais barata do que as demais polivalentes. A proteção da V8 é contra as seguintes doenças: adenovirose, cinomose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose, parainfluenza canina e parvovirose.

    Algumas das doenças mais perigosas, como a cinomose, possuem taxas de mortalidade extremamente altas, mas podem ser prevenidas com a vacinação anual. A raiva, apesar de praticamente extinta no país, também é considerada de alto risco, principalmente porque pode ser transmitida para os seres humanos.

    As vacinas V10, V11 e V12 possuem outros soros da bactérias leptospira e, portanto, são mais completas. Elas, no entanto, só são indicadas se você morar em regiões onde a V8 não tem ação suficiente.

    As vacinas múltiplas, destinadas aos felinos, previnem contra rinotraqueíte, clamidiose, calicivirose, panleucopenia e leucemia felina.

    Como vimos, obrigatória por lei, no Brasil, para cães e gatos, apenas é a vacina antirrábica, mas absolutamente necessária é uma polivalente (para cães) e uma múltipla (para gatos). As vacinas que não são obrigatórias, porém muito importantes, são as que previnem contra a giárdia e gripe (tosse) dos cães. Há também a vacina contra a leishmaniose, mas essa é normalmente aplicada somente nos animais que vivem nas regiões onde a doença é comum, mas que, como vimos acima, pode se tornar obrigatória em virtude da disseminação da doença.

     

    Qual a idade certa para o primeiro passeio?

    O primeiro passeio está relacionado com a aplicação das primeiras vacinas e com a primeira vermifugação (a primeira ocorrerá com 30 dias de vida).

    A resposta à pergunta sobre a idade certa para o primeiro passeio é inevitavelmente sempre: “depois de todas as vacinas”. Só que isso normalmente, pelo que se vê no cronograma acima, ocorrerá lá pelo terceiro mês completo de vida do animal, quando não se pode pensar em iniciar uma socialização, pois, se ela não for feita antes disso, corre-se o risco de o animal ter muito medo do convívio com outros animais e até com pessoas. Como resolver a situação, já que, de 45 dias de vida até 90, quando se daria a última dose inicial da polivalente, no caso dos cães, ou de 60 a 150 dias, quando se completaria a múltipla nos gatos, a socialização deve já existir?

    A resposta é simples, mas a aplicação requer a devida atenção: os passeios devem ser feitos com o animal no colo, não permitindo que ele encoste no piso de locais públicos, que oferecem muito maior risco de contágio por agentes transmissores de doenças. Obviamente, os locais devem ser seguros e na companhia de cães conhecidos, como os de amigos ou parentes. Parques públicos, para filhotes, mesmo com eles no colo, nem sempre são aconselháveis, porque não se sabe ao certo a procedência de todos os animais, nem se são vacinados, além de não haver nada que restrinja o trânsito de animais de rua, normalmente sem nenhum tipo de tratamento preventivo contra doenças.

    Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, já são comuns serviços de socialização para filhotes, chamados de Puppy Classes, com aulas em grupo em que  muitos estímulos são oferecidos aos animais, todos com faixa etária muito próxima, para favorecer a socialização num ambiente seguro e controlado. Em algumas capitais e centros urbanos do Brasil, já existem serviços semelhantes, mas eles ainda são poucos.

    O ideal é sempre cuidar da saúde de seu animal. Ao mais leve sinal de doença, não hesite em procurar auxílio do médico veterinário de sua confiança. Não expor o animal a riscos desnecessários é algo que deve sempre guiar a conduta dos tutores. Cada animal é único, e as indicações de socialização, nas quais se incluem os passeios, sempre devem atender às condições de saúde do animal. E ninguém melhor do que um tutor bastante atento para acompanhar seu filhote peludo.

     

  • Passeio com Gato

    Passeio com Gato

    Você sabe como fazer isso?

    Você tem um gato e quer que ele conheça o mundo além de seu pequeno espaço doméstico? Com o hábito de usar uma coleira, ele já poderá explorar um pouco dos perigos da rua. Uma das vantagens para os tutores é que eles poderão ser transportados para qualquer lugar, inclusive ao veterinário, com mais facilidade.

    Alguns gatos se acostumam de cara, achando divertida a experiência, mas há os que não acharão graça nenhuma na aventura: é preciso tentar conhecer o seu animal.

    É um grande erro acreditar que é a mesma coisa levar um cão e um gato para passear, porque cães e gatos são completamente opostos neste aspecto: os cães recebem o exterior por seu olfato, já os gatos percebem o mundo através dos olhos. Eles só ficam à vontade quando podem observar tudo de um ponto de vista alto e privilegiado. Quando se sente em um território pouco familiar, como a rua, mesmo estando ao seu lado, o gato perceberá a si mesmo, por instinto, como um ser exposto. Portanto, dê um passo de cada vez.

     

    Primeiro passo: a coleira

    O seu gato provavelmente nunca usou uma coleira. Deixe que ele se habitue a usá-la aos poucos. Comece com o seu gatinho quando filhote, preferindo a coleira peitoral.

    No início, deixe-o simplesmente no chão e faça com que ele fareje a coleira. Se ele der mostras de desconforto, esqueça a história por um tempo e tente retomá-la em outro momento. Se ele parecer gostar dela, dê-lhe uma recompensa e deixe que ele fique perambulando livremente. Desse modo, ele se habituará em pouquíssimo tempo com ela.

     

    Segundo passo: caminhar com a guia

    Estando ainda em casa, esta passagem é fundamental para atingir o objetivo. Prenda a guia à coleira  e tente dar uns poucos passos. Chame o seu gato, tente fazer com que ele consiga caminhar com você, dando-lhe uma recompensa ou fazendo com que ele brinque com algum objeto. Comece o exercício com apenas um minuto, aumentando o tempo a cada dia, até que o gato se sinta seguro e relaxado para caminhar ao seu lado.

    Nunca retire a coleira de maneira brusca, senão o gato vai fazer força para mantê-la com ele. Na rua, se você tiver que caminhar na direção oposta à que ele quiser, pare e espere que ele retorne na direção que você quer, onde um prêmio suculento o aguarda. 

     

    Terceiro passo: aventurar-se para o mundo exterior

    Os grandes espaços abertos podem causar muito medo aos gatos habituados a espaços fechados. Comece com o seu jardim, com a área verde do condomínio ou com algum ponto da vizinhança que considere seguro, fazendo isso sempre em horas mais tranquilas, como ao entardecer ou quando perceber que a rua está bem calma. Não vá saindo imediatamente, antes abra apenas a porta de casa e sempre mantenha a atenção para o fato de que só um carro ou um cachorro que passem podem espantar o gatinho.

    Se ele estiver se sentindo bem fora da segurança do seu espaço interno conhecido, ou seja, se tudo estiver bem, dê-lhe um prêmio! Continue com o treinamento e, se ele mostrar que está gostando de caminhar, vá aumentando o percurso. Se, ao contrário disso, ele claramente der demonstrações de estar se sentindo mal, ficar nervoso ou não parecer à vontade, não se perturbe e dê-lhe de presente carinho e atenção, com muitas brincadeiras para que ele volte a sentir-se seguro em seu ambiente interno. Ele talvez não esteja pronto ou não seja adepto de passeios, porque nem todas as raças de gatos gostam da atividade.

    O essencial, sempre, é procurar conhecer seu animal de estimação e saber o que se pode esperar de seu comportamento, sem forçá-lo a nada que o faça se sentir desconfortável.

  • A profissão de ‘Dog Walker’

    A profissão de ‘Dog Walker’

    Mesmo não regulamentada, a exigência de especialização para se trabalhar com a profissão é real: existem cursos que formam passeadores de cães. Tudo é feito para que o cão fique satisfeito e feliz, assim como a expectativa de seus tutores seja realizada.

    De maneira geral, podem-se enumerar vários conselhos úteis para que o passeio se torne bastante bom para todas as partes envolvidas.

    Não se pode saber da saúde de outros animais e até de outras pessoas na rua; por isso, o passeador deve procurar obter a informação de vacinas com os tutores dos animais. Não se deve passear com nenhum animal não devidamente vacinado nem antes da idade recomendada pelos veterinários (normalmente entre 45 e 60 dias para o primeiro passeio). Também é importante que os animais estejam vermifugados e protegidos contra pulgas e carrapatos. 

    As ruas nem sempre são calmas, daí é absolutamente necessário escolher bem o trajeto, evitando locais de tráfego intenso, para evitar atropelamentos ou estresse desnecessário aos animais.

    Os cães podem ou não se dar bem em grupos, e o passeador de cães deve verificar se animais de diferentes donos interagem bem entre si, para evitar conflitos. 

    Um dos grandes desafios de ser passeador de cães é fazer com que um ou mais cães obedeçam às ordens do passeador. Os ensinamentos dados nos cursos especializados na atividade ensinam também técnicas básicas de adestramento, para que os cães não se tornem perigosos para pessoas ou outros animais. O passeador deve ter certeza de que os animais que ele conduz sempre obedecerão às suas ordens. 

    Se alguém quiser ser um ‘Dog Walker’, deve atentar para o fato de que, mesmo não sendo a profissão regulamentada, ela não deve ser encarada como um ‘bico’, mas ser levada muito a sério, porque envolve muita responsabilidade.

  • Fitas usadas para passeio com animais

    Fitas usadas para passeio com animais

    Acessório contribui para evitar desconfortos.

    Numa sociedade civilizada, a harmonia no convívio é sempre desejada, tanto entre as pessoas quanto na aproximação com animais domésticos.

    Falhas nas informações podem gerar conflitos. Quanto aos animais, não podemos simplesmente julgar só de ver cães na rua que sejam sempre dóceis, brincalhões ou que gostem de fazer festinhas para todos. Nem sempre, também, os donos desejam uma aproximação de outros cães ou de pessoas.

    No passeio, um artifício que pode ser utilizado para aumentar a segurança e evitar problemas são as fitas.

    Se, por acaso, você encontrar na rua alguém passeando com um cachorrinho com uma fita amarela na coleira, você saberia dizer o motivo disso?

    Com base numa ideia criada pelo “YellowDog Project”, uma organização canadense sem fins lucrativos, preocupada com a melhor identificação dos cães, utiliza – se no Brasil uma fita amarela para avisar as pessoas que o animalzinho pode não ser muito amigável, principalmente com crianças. Ele pode ter problemas de medo, ansiedade, talvez ser até animado demais – em todos estes casos, é necessário algum cuidado e manter certa distância.

     

    Nós, do Manual Pet, adotamos a ideia e resolvemos sugerir outras duas aplicações de fitas, de acordo com as seguintes regras:

    • fita amarela na guia: diz que o cachorro é desconfiado, tem medo ou ansiedade ou é muito animado, e você deve ir com calma;
    • fita vermelha na guia: diz que o cachorro é agressivo, ou o dono não quer aproximação durante o passeio, então, você deve respeitar isso e manter a distância.

    Como se pode ver pelas sugestões, o grande objetivo do uso das fitas é saber se as pessoas devem evitar ou não chegar perto de um animal que é territorialista como característica essencial, além de já indicar como devem fazer isso.

    O grande público seriam as crianças (de todas as idades), porque têm bastante energia e são exploradoras de tudo o que vêm pela frente e adoram brincar com cachorrinhos, mesmo desconhecidos. Nem todos os animais apreciam brincar com estranhos, alguns até podem se assustar com eles – inclusive, alguns donos não são simpáticos a que estranhos se aproximem de seus bichinhos de estimação. Todo cuidado é pouco para evitar imprevistos, portanto.

    Quando você encontrar na rua um cachorro com alguma fita colorida (amarela, azul ou vermelha), lembre-se de que há um tratamento específico a ser observado antes de qualquer aproximação, ou mesmo lembre-se de que você deve manter distância.

    Participe você também dessa iniciativa, usando uma fita de acordo com as características do animalzinho com quem você sai para passear. Você, no mínimo, evitará um desconforto para você e para o seu animal.

  • Benefícios de passear com cães

    Benefícios de passear com cães

    “Vamos passear?”.

    Antes mesmo de terminar a frase acima, os rabinhos (ou rabões) em movimento mostram o SIM como resposta! Cães acostumados à rotina do passeio já entendem que virá algo bom para eles. E, se bem treinados, gastarão a energia de forma saudável durante o passeio.

    Experiência para os sentidos

    Mas por que é tão bom? Passear é uma experiência sensorial ao olfato dos cães, considerados muitas vezes melhor do que o olfato humano para perceber cheiros, que são as informações usadas por eles para localizar objetos de seu interesse, perceber outros cães, comida ou algo que devam encontrar segundo um treinamento específico. Eles, inclusive, deixam seus próprios cheiros em lugares fáceis, para que outros cães os encontrem.

    Dá para entender, portanto, como é importante para um atividade que mais gostam de fazer.

    Socialização

    uma importante forma de comunicação entre eles, também entre cães e humanos.

    Passear traz, então, outro importante benefício: a socialização.

    Cães bem ajustados, felizes e que não apresentem problemas de comportamento é o objetivo de todo tutor. Filhotes vivem sem medo de todas as experiências que ofereceremos a eles, e, Dieta para os cachorros é sinônimo de tortura (só para eles?), e devemos evitar que precisem de dieta forçada.

    Pensando nas articulações, podemos nos perguntar: nós, humanos, já não sentimos várias vezes nossas pernas pesadas e rígidas depois de ficarmos sentados por um longo tempo? Pois é, as articulações dos cães são semelhantes às nossas, e o movimento as mantém em forma.

    Você já deve ter se deparado com aquelas imagens das redes sociais em que o cãozinho aparece com um olhar doce ao lado de um colchão ou almofada destruídos. Eles precisam gastar energia e, se não o fizerem na rua, farão em casa, introduza momentos de brincadeira a fim de queimar mais energia do seu bichinho, usando bolas ou frisbees. E, nos dias em que você simplesmente não puder levar seu cão para passear, procure encontrar um passeador de cães para fazer isso por você.

    É importante lembrar que, para o cãozinho sair para passear, ele tem que estar com as vacinas em dia.

  • Restrições para passear com seu cão

    Restrições para passear com seu cão

    Os estados brasileiros possuem leis para disciplinar o assunto.

    Bonzinho em casa, também consiga Em São Paulo, só para citar um Estado, Já no Rio de Janeiro, a lei 4597, de 2005, fala genericamente que No Maranhão, a lei 9077, de 2009, obriga a circulação de animais ferozes em locais público somente se acompanhados de maior de 18 anos portando carteira de identidade, registro do animal na prefeitura e carteira de vacina, portar guia com enforcador e focinheira, especificando que animal feroz é todo animal de qualquer porte que seja agressivo, sendo que a única raça citada é pit bull. Em alguns Estados, há até a possibilidade apreensão do animal. É necessário, portanto, conhecer o que diz a lei de cada Estado antes de se aventurar a passear com seu animal de estimação.

    Sempre Outra reflexão a considerar: mesmo que não haja uma lei que proíba que cães não ferozes andem soltos pelas ruas, a responsabilidade pelos cães é de seus proprietários. Como ninguém é obrigado a amar seu cãozinho, cuide para que ele não acabe em nenhuma confusão, que pode acarretar problemas a você também. Com a aceitação cada vez maior de animais em estabelecimentos comerciais, por exemplo, os cuidados devem ser cada vez maiores.