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  • Como dar banho em seu gato

    Como dar banho em seu gato

    Se você é apaixonado por felinos ou tem um gato em casa, certamente já se perguntou se faz mal dar banho no gato e se é realmente necessário ter como rotina tal  hábito de limpeza.

    Essas e outras perguntas ocorrem e são pertinentes se relacionadas a gatos, por alguns motivos que podemos explorar mais a fundo.

     

    Gato odeia realmente água?

    Acreditar que o gato odeia a água e que ele passa dias inteiros se limpando e por essas razões não precisa ser lavado não está totalmente certo e, neste artigo, você descobrirá o porquê. Na realidade, tudo relacionado à limpeza de animais domésticos – e especificamente dos gatos – depende de vários fatores, como se o gato já foi habituado ao banho desde filhote ou se teve experiências negativas com a água, daí é que a necessidade ou não de dar banho em seu felino depende mais do fato de haver um motivo higiênico para limpar o seu gato.

     

    É necessário dar banho no gato?

    A resposta a esta pergunta depende de animal para animal e de outras circunstâncias. Os veterinários em geral dizem que não é necessário dar banho no gato se ele estiver saudável e com boa aparência. Eles acrescentam que o banho não deve ser um hábito e que os gatos só devem ser lavados quando for estritamente necessário, por exemplo, se estiverem muito sujos. De fato, se você lavar seu gato com frequência, é possível que a experiência seja traumática também por fazer com que banhos constantes retirem os óleos essenciais que os pelos do animal contêm.

    Dar banho no seu gato, portanto, não precisa ser um hábito, mas é bom saber fazê-lo se houver necessidade. Além disso, os felinos são um dos animais mais higiênicos que existem, pois passam a maior parte do tempo se limpando, num frenético lamber-se de todo o corpo. Se o seu gato é daqueles de pelos curtos e não sai de casa, a escovação regular será suficiente para manter sua higiene.

     

    Para não haver problemas de aversão à água

    Alguém já ouviu a frase “gatos odeiam água”. Algumas aversões não são as problemáticas encontradas em animais com a doença conhecida como hidrofobia, que é a comuníssima raiva. Não, longe disso. Estamos tratando de uma situação que pode ocorrer de o gato simplesmente rejeitar banho, porque alguma experiência com água corrente fria não lhe causou entusiasmo – ao contrário disso, trouxe-lhe vontade de ficar longe dos jatos frios.

    No entanto, essa afirmação não é totalmente verdadeira e trata-se de estar o gato acostumado ou não com a água. Como ocorre com outros animais, você pode educar um gato desde tenra idade e fazer com que ele se acostume a entrar em contato com a água e a ser lavado. Por esse motivo, o ideal é começar com 2 ou 3 meses de idade ou quando ele já recebeu as vacinas necessárias e já está em plena fase de socialização: assim você evitará doenças, e o gato aprenderá que a água não lhe fará mal nenhum.

    Acostumar um gato adulto a se acostumar com a água, por outro lado, é muito mais difícil.Além disso, existem algumas raças de gatos que amam a água, como o gato de Bengala, que não tem problemas em ficar dentro da água e é, além de tudo, um excelente nadador. No entanto, com muita paciência e se o gato estiver calmo e você achar que ele não reagirá muito mal, tente banhá-lo em casa, mesmo que ele seja adulto, mas procure ter certeza de que ele não teve uma experiência negativa anterior.

     

    Quando dar banho no seu gato?

    Mesmo que o gato não esteja acostumado a tomar banho, há situações extraordinárias em que é necessário fazer essa tarefa, independentemente da educação que o bichano tenha recebido, porque, afinal, sujeira é algo que ninguém quer por perto. Apresentamos a você abaixo algumas situações realmente inevitáveis:

    ·         Se você pegou um filhote de gato ou mesmo um gato adulto na rua e ele estiver sujo.

    ·         Se o gato tiver alergias ou infecções de pele.

    ·         Se o gato teve uma insolação ou se está muito quente na sala em que o gato ficar instalado durante boa parte do tempo.

    ·         Se o gato tiver cabelos compridos ou semilongos e você não puder desatar os nós com uma escova ou se ele tiver pele oleosa.

    ·         Se o gato tiver pulgas e você precisar se livrar delas com um xampu especial.

    ·         Se o gato tem micose nos pelos, na pele e/ou nas unhas.

    ·         Se o gato se sujar com alguma coisa, algum produto tóxico ou químico que não possa ser removido sozinho ou que você não possa remover com a ajuda de lenços umedecidos.

    ·         Se o gato parou de se limpar por algum motivo.

    Somente nesses casos é realmente necessário banhar o gato; caso contrário, já são suficientes a higiene que ele mantém por si só ao lamber-se continuamente e escová-lo com uma relativa frequência usando uma escova de acordo com o tipo de pelos que ele possui ou usando toalhetes com xampu seco específico para respeitar a pH da pele do animal a fim de remover certos restos de sujeira sem ter que banhá-lo.

     

    Dicas para dar banho no gato

    Antes de lavar um gato, você precisará considerar várias dicas que você deve seguir para que a experiência seja a mais agradável possível.

    O primeiro banho do gato é o pior porque é uma experiência nova e desconhecida para ele, o que significa que eles não sabem o que está acontecendo. Por esse motivo, é necessário que você transmita serenidade para ele e que o lugar onde você o banhe seja silencioso e pacífico. Não levante a voz e evite movimentos bruscos para que o gato não se assuste. Você terá que acariciá-lo e tratá-lo com muito delicadeza.

    Se possível, peça ajuda a parentes ou amigos para ajudá-lo a dar banho no seu gato. Caso isso não seja possível, prepare tudo o que você precisa para ter ao alcance de suas mãos. Encha o recipiente em que você o banhará com água morna antes que o gato esteja presente na mesma sala, porque o som da água pode assustá-lo e deixá-lo mais nervoso. Se desejar, uma solução pode ser colocar uma toalha no fundo da banheira ou pia, para que ele possa colocar as unhas nela.

    Use um xampu específico para gatos que não seja muito invasivo para a pele e os pelos do animal e banhe-o suavemente, tentando evitar a área da cabeça e sem você aproximar seu rosto perto dele, para evitar arranhões em pontos delicados da sua face, se ele ficar nervoso. Depois de estar o gato ensaboado e enxaguado, seque-o com uma toalha para remover o máximo de umidade. Se você achar que ele não ficará assustado com o barulho do secador, use-o a uma temperatura e potência não muito altas e a uma distância média para evitar queimaduras.

    Quanto mais cedo você começar a dar banho no seu gato, maior a probabilidade de você apreciar a experiência. Desta forma, o momento será mais agradável para ambos.

     

    E a história de dar banho a cada 30 ou 45 dias?

    A frequência praticamente como rotina é muito indicada para cães, não para gatos. Se o seu gato se enquadrar em um ou mais de um dos oito casos acima mencionados, haverá necessidade de um banho eventual. Em casos muito específicos, como o de doenças crônicas, a frequência deverá ser informada pelo veterinário, que certamente estará acompanhando algum tipo de problema de pele que o animal esteja apresentando. Sem esse tipo de transtorno, gatos são limpos o suficiente para que não haja essa despesa frequente com eles.

     

  • Otite em cães: como diagnosticar

    Otite em cães: como diagnosticar

    Prevenir e tratar as infecções de ouvido em cães

    Em vez de falar de otite, devemos falar sobre otites no plural, pois existem vários tipos dessa doença, cujo tratamento dependerá de sua origem. A otite é uma infecção ou inflamação do pavilhão ou do canal auditivo.

     

    01 manual pet noticia 10 imagem 1 | Manual Pet

     

    Tipos de otites em cães

    Há quatro tipos de infecções de ouvido em cães: otites parasitárias (ou as sarnas de ouvido), otites bacterianas, otites alérgicas e otites fúngicas.

    As parasitárias são causadas por um parasita que se assemelha a uma aranha minúscula que se multiplica no canal auditivo e se alimenta da cera do ouvido, sendo altamente contagiosa entre cães e de cães para gatos.

    As bacterianas devem-se a bactérias que se desenvolvem nos ouvidos durante certos eventos experimentados pelo cão, como exposição ao tempo frio, falta de manutenção das orelhas pendentes e obstrução de dutos auditivos, e causam dor severa, sangramento e pus.

    As alérgicas preocupam em cães com tendência alérgica, sendo perceptíveis pela vermelhidão e coceira fora das orelhas, no pavilhão e na entrada do canal auditivo, também pelos depósitos amarelados e odorosos de cera, sendo bastante crônicas.

    E as fúngicas são causadas por fungos microscópicos, são crônicas e responsáveis pela má cicatrização ou reaparecimento de outros tipos de infecções de ouvido.

     

    Prevenção e tratamento

    A prevenção consiste essencialmente na manutenção regular das orelhas do seu cão, o que pode incluir limpeza de dutos e depilação, se necessário.

    01 manual pet noticia 10 imagem 2 | Manual Pet

     

    Se algum tratamento medicamentoso for necessário, o veterinário prescreverá, dependendo do tipo de infecção de ouvido, líquidos de limpeza ou antibióticos para derramar no canal auditivo, comprimidos, leite dermatológico para passar no pavilhão, tratamento do ambiente que provoque alergia no animal e o que for necessário dependendo da origem e do tipo de otite, sendo que os tratamentos para infecções de ouvido podem ser longos, e as recomendações do veterinário devem ser seguidas à risca para obter um resultado ideal.

    Veja também: Limpe as orelhas do seu Pet com o Sonotix® https://www.manualpet.com/noticias/detalhe/68/como-limpar-as-orelhas-de-caes-e-gatos

  • Quarentena Junina com o Pet

    Quarentena Junina com o Pet

    Devido ao isolamento social, em 2020 a festa junina será em casa com quitutes caseiros.

    Em meio a um cenário pandêmico, a quarentena exige que nos reinventemos, criando maneiras de se divertir mesmo dentro de casa – e claro que, para os papais de pet, o isolamento fica mais fácil, tendo uma das melhores companhias ao seu lado a todo momento.

    Então, para festejar a época junina, nada melhor do que aprender maneiras de incluir seu pet nas comemorações, certo? Uma época festiva envolve toda a preparação de roupas, decoração e principalmente as comidas. Para isso, separamos uma receita de pipoca natural, perfeita para o petisco de seu pet.

    É importante ressaltar a importância da não utilização de qualquer tempero, sal, manteiga e óleo no preparo da pipoca, pois os condimentos são extremamente prejudiciais à saúde do pet – relacionado à quantidade de sódio e gordura que iria para a corrente sanguínea.

    Ingredientes:

    1 xícara de milho natural;
    ½ xícara de água;
    Saco de papel;
    Panela com tampa ou micro-ondas;
    Recipiente para servir o petisco;

    Modo de fazer 1:

    Dê preferência ao grão de milho natural, ou seja, opte por aqueles que vem em sacos transparentes ou comprados soltos. Nunca utilizar pipoca de micro-ondas;
    Coloque os milhos naturais dentro de uma panela e acrescente meia xícara de água;
    Feche metade da panela com a tampa, deixando um espaço pequeno para o milho respirar;
    Em fogo médio, a água quente irá estourar os grãos;
    Espere esfriar um pouco e sirva para o cachorro sem acrescentar sal ou outro tempero.

    Modo de fazer 2:

    Coloque uma xícara de milho natural dentro de um saco de papel, como aqueles que são utilizados para embalar o pão que trazemos da padaria;
    Com o saco de papel bem fechado, coloque-o dentro do micro-ondas e deixe aquecer por alguns minutos. O tempo irá depender da potência do seu aparelho e, assim, o grão de milho irá estourar sem precisar de nada adicional;
    Espere esfriar um pouco e sirva para o cachorro sem acrescentar sal ou outro tempero.

    Pontuamos novamente que este alimento deve ser usado como petisco, não substituindo de maneira alguma as rações comuns.

    E aí, gostaram da ideia? Se tentarem, não esqueçam de nos enviar pela hashtag #FamíliaManualPet no Instagram e confiram as outras receitas presentes no site. Confira: https://www.manualpet.com/noticias/detalhe/52/biscoito-de-banana-para-caes

     

    Fonte: Canal do Pet – IG

  • Tudo sobre Dachshunds

    Tudo sobre Dachshunds

    Por que o nome ‘cão texugo’?

    O termo Dachshund (literalmente, ‘cão texugo’) refere-se ao fato de que, no passado, esses cães eram empregados para expulsar texugos das cercanias das cortes e para persegui-los nas áreas de caça.

    A raça é caracterizada pela altura proporcionalmente menor que o comprimento, e essa sua forma muito curiosa o torna particularmente popular entre as crianças. É um cão de caça e companheiro, selecionado para perseguir animais selvagens na intrincada vegetação rasteira, além de enfrentá-los em tocas subterrâneas.Essa sua condição de até se enfiar em tocas assemelha-o, nesse aspecto, realmente, aos texugos, sendo fácil para ele expulsar os texugos até das tocas onde estiverem. Ele, então, na essência, é uma espécie de cão texugo, sim.

    Logicamente, o apelido de salsicha ou salsichinha é bastante óbvio: deve-se ao formato de seu corpo, especialmente nos cães da variedade de pelo curto.

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    A história do ‘baixinho’

     

    Muitos baixinhos fizeram história no nosso país, como é o caso dos Dachshunds, mas a história das origens do ‘salsicha’ não são muito claras. A raça, segundo vários escritores e especialistas na raça, teria surgido no antigo Egito, onde se descobriram gravuras que representavam cães com patas curtas, teoria que ganhou enorme credibilidade quando a Universidade americana do Cairo descobriu restos mumificados de cães muitíssimo assemelhados aos Dachshunds, extraídos de urnas funerárias egípcias antigas.

    As primeiras referências que se podem verificar modernamente à raça vêm de livros escritos no início do século XVIII. Anteriormente, havia referências a cães que caçavam texugos, mas as referências são mais ao propósito em si (caçar texugos) que a raças específicas. O cão inicialmente era conhecido como Dachs Krieger (ou guerreiro texugo).

    Em sua encarnação moderna, o Dachshund foi desenvolvido como raça por criadores alemães e  inclui elementos típicos de cães e terriers alemães, franceses e ingleses. Os Dachshunds foram criados em cortes reais em toda a Europa, incluindo a da famosa rainha inglesa Vitória, que governou o Reino Unido de 1837 até 1901, particularmente apaixonada pela raça. Em todas as cortes em que foram criados, o objetivo dos criadores era levá-los a serem caçadores de texugos.

    Há algumas controvérsias quanto a esse uso específico, porque o prestigiado American Kennel Club afirma que a criação já vem do século XV, sem necessariamente a associação com a caça ao texugo. O Daschund Clube of America, que é especializado na raça e procura conhecer tudo o que se refere a ela, afirma que guardas florestais alemães dos séculos XIX e XX foram os primeiros a terem criado essa raça. Nos Estados Unidos, os de manchas duplas foram introduzidos no final do século XIX. O curioso é que essa variada é muito propensa a cegueira e surdez, o que dificultaria sobremaneira as manobras de caça.

     

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    Como são os Teckels?

    Os Dachshunds originais eram maiores que a variedade moderna de tamanhos, pesando entre 14 e 18 kg. Embora a raça seja famosa por seu uso para caçar texugos e pelo jogo sangrento e ilegal de isca de cães nos Estados Unidos, os Dachshunds têm sido comumente usados para a caça de coelhos ou raposas, para localizar cervos feridos e, em certos casos, eles eram conhecidos por de caçar animais grandes, como javalis.

    O tamanho não se refere à altura das patas à cernelha, mas à circunferência do peito, maior que 35 cm para o Dachshund padrão, maior que 30 cm para o Dachshund anão e até 30 cm para o Dachshund Kaninchen (ou coelho, no alemão). Todos eles devem ter suas medidas tomadas após 15 meses de idade.

    Há três tipos de Dachshunds reconhecidos pelos criadores: os de pelo curto, os de pelo longo e os de pelo duro.

    As cores reconhecidas pelos criadores são:

    Pelo curto: preto bronzeado (ou acastanhado, como alguns preferem); dourado ou castanho-avermelhado; e arlequim (vários tons de cores, chamado também de tigrado).

    Pelo longo: preto acastanhado, mogno e arlequim.

    Pelo duro: cor de javali; loiro-trigo (chamado de folha seca); chocolate e preto acastanhado – as duas últimas são pouco difundidas, por conta da recessividade do tipo de cor.

    As variedades mais comuns são as de pelo curto e de pelo duro, sendo que esta última tem sido muito utilizada na caça em tocas (querendo os americanos ou não, a raça parece realmente ter sido gerada para esse fim), também na superfície, para a caça à lebre e ao javali e em tarefas muito importantes como a busca por fugitivos de prisões, a partir de vestígios de sangue, por exemplo.

    O tipo mais conhecido de Dachshund de pelo longo tem o pelo macio e de cor castanha. O tipo de pelo longo preto, liso e brilhante, é mais raro, e às vezes traz uma mancha branca, mais ou menos longa, no peito.

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    Cuidados específicos

     

    Devido à sua forma alongada, o Dachshund pode estar sujeito a problemas ortopédicos e, portanto, é essencial não permitir que o cão engorde.

    Apesar da constituição física não particularmente robusta, o Dachshund consegue enfrentar mesmo cães muito maiores. Há um caso de um Dachshund que numa região da Itália conseguiu rasgar um Pit Bull e ficou famoso pela façanha.

    Quanto à alimentação, sabe-se que o Dachshund é muito guloso, sendo que em algumas regiões da Itália, por exemplo, alguns já escolheram sua iguaria favorita, as trufas brancas, que são algo muito apreciado e extremamente caro. Bom gosto, afinal, tem seu preço, não é mesmo? O pessoal da região diz que um Dachshund seria capaz de comer até um quilo de trufas brancas em um único dia, obviamente a um custo altíssimo para os donos, tanto em termos do valor do alimento quanto para a saúde do animal, já que não é nada aconselhável para um cão empanturrar-se com nenhum alimento – longe disso!

    Nos Dachshunds de pelo curto, atenção especial deve ser dada à garganta, em caso de climas não particularmente amenos; portanto, é aconselhável que eles usem um xalezinho para protegê-los de frio intenso.

     

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    Caráter predominante

     

    Praticamente todos os Dachshunds são muito animados. Eles geralmente gostam de brincar com o dono e, às vezes, até caçar e nadar. Com a velhice, porém, essa características se perdem gradualmente. Se o cão ficar sujeito a doenças, é muito provável que ele perca toda a sua vivacidade.

    O Dachshund é um cão sociável e pacífico com outros cães, mas também orgulhoso e desconfiado. Se abordado por outro cão particularmente animado, ele pode se sentir ameaçado. Cabe ao proprietário servir como mediador para evitar comportamentos indesejados em contextos públicos.

    Veja mais no vídeo “Guia da raça”:

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  • Por que o meu gato fica tão agitado?

    Por que o meu gato fica tão agitado?

    Há vários estudos comportamentais sobre gatos que mostram uma explosão de vitalidade do nada, que geralmente não envolve ativamente os donos, mas os torna apenas os observadores da movimentação muito grande dos felinos. E o que é pior: esses momentos acontecem especialmente à noite, talvez enquanto os tutores decidem relaxar em frente à TV após um dia cansativo de trabalho.

    Por que isso acontece?

    Vamos começar supondo que isso é um excesso de energia, que o gato expressa com uma alegria a mais, porque ele, na natureza, é um predador muito ativo que, ao se alimentar de presas pequenas (principalmente roedores ou outros mamíferos muito pequenos), deve fazer de 10 a 15 refeições por dia e, para conseguir isso, faz viagens de caça! Muitas das quais não são bem-sucedidas, às vezes chegando a umas 40 por dia, o que o faz gastar bastante energia. Isso… na natureza!

     Agora, na nossa vida urbana sedentária, eles não precisam caçar nada e acabam acumulando energia que não extravasam e que é liberada nesses lampejos de repentina “loucura”.

    Mas essa energia é preocupante?

    Não, porque é algo alegre e que geralmente não traz danos a móveis e acessórios, ainda que o gato fique zanzando e trepando por eles agitadamente – ele, claro, já terá uma rotina e saberá muito bem como fazer até para não cair.

    Por que sempre à noite?

    Mas que diabos tem que ser a agitação justamente à noite?

    Digamos que o gato é um animal crepuscular, portanto, é mais ativo nos momentos de transição entre claro e escuro e vice-versa, o que significa que também o amanhecer é outro momento de muita atividade, às vezes para nossa frustração – justamente no momento em que queríamos esticar um pouco mais o sono!

    Esses momentos geralmente coincidem também com a presença dos donos em casa. Às vezes, se o gato está entediado, ele, diante de um pouco de vida estimulante, a partir da expressão fisiológica da vitalidade, exibe uma atividade que pode se transformar em um estado de excitação excessiva, com o objetivo de desencadear uma reação em nós, humanos, seja ela qual for, mas sempre com o sentido de chamar a nossa atenção.

     

    O que fazer se o gato exagerar?

    1ª.) Nosso gato está feliz, e estamos oferecendo a ele uma vida satisfatória em relação às suas necessidades?

    Se ele não estiver confinado em casa sozinho o dia todo, mas puder sair e caçar (junto ao dono em passeios controlados), se não for excitado demais por brincadeiras, suas manifestações de “loucura” provavelmente serão equilibradas e alegres.

    2ª.) Oferecemos estímulos, enriquecimento ambiental, jogos interativos e exploratórios?

    A melhor ferramenta para brincadeiras que simulem atividades predatórias (de caça e presa) é a vara de pescar, porque dissocia o movimento da nossa mão do da “presa”.

    3ª.) Em caso de comportamento hostil, evitamos qualquer reação?

    À noite, ou de madrugada, às vezes é espontâneo “ceder”, levantar-se e talvez dar comida para que o bichano dê uma trégua. Cuidado: isso fará nosso amigo entender que sua estratégia foi bem-sucedida, e ele insistirá nela, enriquecendo-a com sua imaginação!Cuidado também com punições, porque, mesmo uma leve punição representa uma reação, que não é satisfatória, mas que de alguma forma estimula o animal e pode desencadear um círculo vicioso feito de nervosismo e agressão.

    O melhor é o tutor fingir que não percebeu nada: dado o fracasso de sua estratégia perturbadora, o gato a abandonará. Mas tenha cuidado, porque, uma vez que um ritual tenha sido estabelecido, uma noite não será suficiente para voltar à paz: nossos amigos sabem ser muito persistentes!

    É, tutores: educar exige paciência!

  • O gato bengal para pessoas alérgicas

    O gato bengal para pessoas alérgicas

    Você já ouviu falar que existe uma raça de gatos que é considerada hipoalergênica.

    Sim, hipoalergênica, ou seja, que provoca bem menos alergia em pessoas propensas a sentirem problemas diante de gatos. Como assim?

    Entendendo melhor a questão, podemos começar a afirmar que não existe apenas um tipo de alergia que pessoas sentem com relação a gatos.

    Há, ao menos, dois tipos de alergia: uma que é associada diretamente ao pelo do animal; e outra, que é associada a um tipo de caspa que o animal libera.

    Mas haveria, como se propaga, uma raça de gatos hipoalergênica?

    E por que o gato da raça bengal, por exemplo, seria hipoalergênico?

    Ele tem como característica o pelo curto, o que faz com que solte menos fios pelos ambientes. Outra característica que favorece a raça no convívio com alérgicos é que ela não tem tanta caspa quanto outras raças.

    Infelizmente, para alguns sensíveis a pelos, há as trocas de pelos também nos bengals, então, a esse tipo de alérgicos recomenda-se alguma medida preventiva ou até não se aproximar do animal, talvez nem possuir um, já que alergia não tem cura. Conhecer seu tipo de problema alérgico, portanto, é a primeira medida.

  • Cão de campo: Ajuda ou atrapalha na lida?

    Cão de campo: Ajuda ou atrapalha na lida?

    Mantenha as raças em mente

    Embora muitas raças sejam adequadas para ambientes rurais, os cães maiores tendem a gostar de morar em um lugar onde há espaço aberto para correr e brincar.

    Se você tem ou está pensando em adquirir um cão maior, certifique-se de ficar de olho neles enquanto eles estão explorando, para que não se afastem.

    Se você mora em uma fazenda, cães maiores, como Border Collies, Pastores Alemães, Pastores Ingleses Antigos ou Pastores Australianos, são grandes raças para ajudar no pastoreio ou em outras tarefas agrícolas.

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    Figura 1: Um cachorro da raça Border Collie

    Deixe seu filhote vagar livremente – com alguns limites

    Viver em uma cidade menor ou ambiente rural significa que você pode ter um quintal grande.

    Aproveite esse espaço aberto e deixe seu animal de estimação se divertir correndo.

    Um quintal fechado ou grandes acres de terra são ótimos lugares para o seu filhote brincar em um ambiente seguro, longe do tráfego.

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    Figura 2: Um cachorro correndo ao ar livre

     

    Socialize seu animal de estimação

    Enquanto vive em uma comunidade menor, pode ser difícil para seu amigo fazer amigos ou socializar com outros animais de estimação.

    Se a sua comunidade possui um parque para cães, faça da parada no parque uma parte de sua caminhada diária – seu filhote irá adorar passear com outros amigos peludos com os quais eles normalmente não conseguem interagir.

    Se você não mora perto de um parque para cães, não se preocupe!

    Muitas comunidades oferecem creches para cães, onde seu bebê de pêlo pode se encontrar e brincar com outros cães da comunidade.

    Antes de visitar uma creche para cães, certifique-se de proteger seus animais de estimação contra a gripe canina com uma vacinação anual .

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    Figura 3: Filhotes de Border Collies

     

    Mantenha seus animais de estimação seguros

    Viver em um local rural pode ser uma experiência maravilhosa para você e sua família, especialmente animais de estimação!

    Mas estar cercado por terrenos abertos pode facilitar a fuga dos animais de estimação se eles encontrarem um portão aberto ou uma saída da sua propriedade.

    Certifique-se de colocar um microchip e registrar seus animais de estimação com empresas especializadas e manter seus dados atualizados, para que você tenha salvaguardas, caso seu amigo peludo fuja.

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    Figura 4: Border Collie dentro de casa

     

  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) felina

    A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) felina

    As cardiomiopatias são problemas de saúde cada vez mais frequentes na rotina do médico veterinário de pequenos animais. São classificadas em quatro categorias gerais: cardiomiopatia hipertrófica, cardiomiopatia dilatada, cardiomiopatia restritiva e cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito.  

    A cardiomiopatia hipertrófica felina (CMM ou mais comumente abreviada HCM em inglês) não é uma doença cardíaca, mas uma síndrome, comum a muitas doenças (cardíacas ou não).

    A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas clínicos que um paciente pode apresentar em determinadas doenças, ou em circunstâncias clínicas que não são necessariamente patológicas. 

    A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é o principal problema de saúde relacionado ao coração dos felinos, caracterizado por hipertrofia ventricular esquerda, sem dilatação. É uma síndrome que afeta especificamente o miocárdio, que é o músculo do coração. A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) representa uma resposta adaptativa do coração à hipertensão arterial. Embora compensatória, essa hipertrofia predispõe à morbidez e até à morte do animal, além de ser importante fator de risco para a insuficiência cardíaca. 

     

    Causas da Síndrome

    As causas da cardiomiopatia hipertrófica (CMH) primária ou idiopática em gatos não são completamente conhecidas, mas reconhece-se uma anormalidade genética em alguns casos, mas ela pode ser secundária a outras doenças, como o hipertireoidismo ou a mutações na proteína C. 

    A maioria dos casos de CMH em gatos são resultado de uma doença geral como: hipertensão arterial, insuficiência renal crônica, hipertireoidismo, etc. Em caso de suspeita de CMH, deve-se começar procurando por uma doença geral.

    As causas genéticas não são tão comuns como às vezes se lê, e apenas certas mutações em certas raças são conhecidas até hoje, especificamente nas raças Maine Coon e Ragdoll, mas, segundo alguns estudos recentes, outras raças podem também ser afetadas, como veremos adiante. 

    A síndrome se caracteriza por um aumento na espessura e rigidez da parede ventricular esquerda, com consequente disfunção diastólica, ou seja, mau desempenho do relaxamento muscular do coração do animal, acompanhado de dificuldade no enchimento dos ventrículos. A valva mitral, que, por ser valva, faz o sangue fluir num único sentido, acaba regurgitando, ou seja, fazendo o sangue fluir no sentido oposto, em função da deficiência no enchimento dos ventrículos, levando a um aumento do átrio esquerdo do coração e consequente edema (inchaço) pulmonar originado no coração, o que pode levar a uma parada respiratória, se agudo. 

    Com o avanço da medicina veterinária moderna, no entanto, diversos problemas de saúde puderam ser abordadas com maior sucesso na clínica médica de pequenos animais, tais como a CMH felina. 

    A cardiomiopatia hipertrófica possui um amplo espectro clínico, variando de patologia leve sem sinais clínicos (apresentando apenas sinais subclínicos) à doença grave com complicações associadas, como distúrbios arrítmicos e morte súbita.

     

    Como é diagnosticada a cardiomiopatia hipertrófica felina e a dificuldade de obtenção de diagnósticos com custo acessível

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    O exame físico desempenha um papel limitado no diagnóstico dessa patologia. A sensibilidade e a especificidade da ausculta do veterinário para detectar patologia cardíaca são precárias, porque a maioria dos gatos com cardiomiopatia hipertrófica não apresenta anomalias auscultativas, e alguns deles apresentam sopro cardíaco fisiológico devido à obstrução dinâmica do ventrículo direito, sem que isso se caracterize como CMH. 

    O diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica felina é feito por ecocardiografia e é sempre um diagnóstico de exclusão. Um diagnóstico preciso da cardiomiopatia hipertrófica pode ser realizado se um espessamento de toda a parede do ventrículo esquerdo (ou uma região maior que 6 mm) for observado na ausência de hipertireoidismo, pressão alta e desidratação grave (ou seja, por exclusão dessas patologias). 

    Na CMH, ocorre o espessamento da parede cardíaca, geralmente acompanhado por um aumento no tamanho dos músculos papilares (encontrados nos ventrículos) e observa-se a obstrução da cavidade esquerda no final da sístole cardíaca (contração do músculo do coração). 

    Outros resultados que podem ser observados no ecocardiograma são: dilatação do átrio esquerdo e movimento da valva mitral anterior funcional por obstrução dinâmica na saída de sangue do ventrículo esquerdo. 

    Mas a ecocardiografia ainda é um procedimento oneroso, então, são necessários testes mais baratos e acessíveis para o diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica felina.

    Uma alternativa poderiam ser os biomarcadores de plasma ou soro, os quais têm sido utilizados na medicina humana para avaliar doenças cardíacas. A detecção da extremidade N-terminal do pró-hormônio do peptídeo natriurético cerebral (NT-proBNP) em gatos foi recentemente disponibilizada. Isso levou a comunidade científica a começar a explorar a utilidade desse biomarcador em problemas cardíacos em gatos. Há, nesse sentido, um importante estudo publicado na respeitadíssima publicação veterinária Journal of Veterinary Internal Medicine, disponível a importantes centros universitários europeus e dos EUA. 

    Segundo o estudo, o NT-ProBNP foi considerado útil para o diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica grave, mas não se mostrou sensível para o diagnóstico da ocorrência moderada ou leve da síndrome. Os autores do estudo concluíram, portanto, que o NT-ProBNP não pode ser usado para a triagem de cardiomiopatia hipertrófica, pois formas moderadas e leves da síndrome não seriam identificadas.

    Uma vez que o histórico do paciente e exames clínicos que consigam perceber algo além dos meramente físicos, como um ecocardiograma, apontem para a existência de insuficiência cardíaca, o exame que se usa para identificar um miocárdio ampliado é, atualmente, o ultrassom cardíaco. Se o exame confirmar a presença de um HCM, uma possível causa deve ser encontrada, inclusive através de exames de sangue e de uma aferição de pressão arterial.

    No caso específico de causas genéticas, temos que ficar atentos principalmente às  raças Maine Coon e Ragdoll, que são as mais suscetíveis a contraírem a síndrome no processo de reprodução com a interferência humanal, e a pesquisa (impulsionada pelos criadores de Maine Coon a partir do início da década de 1990) chegou a identificar uma mutação genética específica para o Maine Coon e o Ragdoll, detectável por teste de DNA. Este teste de DNA detecta a mutação do gene MyBPC3 em ambas as raças. Como se sabe que há pelo menos uma outra causa de HCM em gatos, este teste de DNA, por si só, não é suficiente para dizer se um gato está imune à síndrome ou não. É necessário completar com ecocardiogramas a partir dos 18 meses de idade. Os ultrassons de modo 2d e de modo M medem a espessura das paredes do coração e o tamanho das cavidades às quais é adicionado um ecodoppler colorido, mais preciso do que o ecodoppler pulsado ou o ecodoppler contínuo. Este último ultrassom permite uma visão do fluxo sanguíneo dentro do coração. Algumas clínicas veterinárias também possuem equipamentos para realizar ecodopplers de tecido, que podem detectar formas anteriores da síndrome.

    A detecção, como se pode deduzir, é bastante sofisticada e onerosa. 

     

    Sintomas

    Aqui também, a situação é muito confusa, pois alguns animais podem, embora estejam acometidos por uma forma grave da síndrome, não apresentar sintomas ou anormalidades durante a auscultação cardíaca. Esta situação explica uma série de mortes súbitas encontradas entre felinos domésticos. Como dissemos acima, o exame meramente físico é bastante limitado. Em geral, os sintomas incluem:

    • fadiga rápida durante o exercício físico,

    • insuficiência cardíaca (arritmia, taquicardia, sopro cardíaco),

    • embolia ou edema pulmonar,

    • dificuldade para respirar,

    • paralisia dos membros traseiros secundário à embolia de um coágulo (ou trombo) que geralmente se forma no aurículo esquerdo muito anormalmente dilatado.

    No estetoscópio, a frequência cardíaca pode ser bastante normal. No entanto, é comum que nenhum dos sintomas acima sejam notados até que ocorra a morte do gato.  

     

    Como a síndrome é transmitida

    Não há uma transmissão de um indivíduo a outro, nem de outro animal a um gato, mas apenas na forma genética, exatamente por ser uma forma genética, existe uma transmissão hereditária. As modalidades variam dependendo do tipo de mutação. Podem ser encontradas famílias inteiras de gatos com CMH. 

    Se pegarmos o exemplo de um Maine Coon, a transmissão é feita em um modo autossômico dominante com penetração completa, mas de expressão variável. A síndrome afeta, portanto, tanto os machos quanto as fêmeas, e apenas um dos pais é suficiente para transmitir a doença aos seus descendentes. Todos os gatos portadores da mutação desenvolverão a doença, mas, na comparação de um indivíduo para outro, a doença ocorrerá mais ou menos cedo e com uma intensidade diferente. 

    O mesmo acontecerá com o american shorthair ou com o ragdoll, enquanto com o persa, por exemplo, é muito menos comum porque se trata de um gene recessivo. Portanto, é preferível eliminar do circuito reprodutivo qualquer gato detectado como positivo, mesmo que a síndrome ainda não tenha ocorrido.

     

    Tratamento da causa inaugural

    Não há tratamento específico para a hipertrofia do miocárdio. Se uma causa específica for identificada, o tratamento adequado será instituído: tratamento para insuficiência renal, para hipertireoidismo, etc.

    Se houver insuficiência cardíaca induzida pelo CMH, o tratamento para melhorar a qualidade de vida do animal e prevenir possíveis complicações é instituído. Até o momento, não há consenso sobre um determinado protocolo terapêutico.

     

    Evolução

    A evolução do quadro clínico depende muito da causa responsável, das alterações do miocárdio e de outros fatores. Em alguns casos, quando o tratamento específico e eficaz permite remover a causa (ou seus efeitos), pode ser observada uma normalização das alterações no ecocardiograma, o que é um fator que está associado à cura. Por outro lado, em muitos casos, a doença pode evoluir para uma insuficiência cardíaca cada vez mais grave, até tromboembolias e até mesmo uma morte súbita.

     

    Pesquisa

    Atualmente, há criadores das principais raças envolvidas trabalhando juntamente com escolas veterinárias de todo o mundo para melhorar as soluções para a detecção de gatos portadores, a fim de melhorar eliminá-los do circuito reprodutivo. 

    Na França, por exemplo, o Departamento de Cardiologia da Escola Nacional de Veterinária de Alfort, a principal escola veterinária daquele país, está seriamente empenhado nas pesquisas sobre a síndrome.

    Muitos outros laboratórios ao redor do mundo estão trabalhando em pesquisas sobre essa síndrome. Os Drs. Meurs e Kittleson da Universidade de Califórnia a Davis estão particularmente envolvidos nessa pesquisa, assim como o Laboratório Antagene, a Escola Veterinária Dinamarquesa e a Winn Feline Health Foundation, que arrecada fundos para a pesquisa sobre o HCM para as raças de gatos Ragdoll, Norueguês e Sphynx.

     

    Os donos de gatos da raça bengal têm que se preocupar com a síndrome?

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    Segundo a professora e médica veterinária Raquel Valério, da Universidade de Évora, Portugal, no livro Clínica de animais de companhia, editado em 2016, a CMH tende a apresentar uma predisposição genética em algumas raças felinas, com maior prevalência nas raças Maine Coon, Persa, American Shorthair, Ragdoll, Bengal e Sphynx. Apesar de afetar principalmente raças puras, tem sido cada vez mais observada em gatos de pelo curto de raças indeterminadas. Tem sido relatada com mais frequência em gatos machos, mas pode também acometer fêmeas. Em sua generalidade, é descrita em animais jovens e de meia idade, embora haja uma ampla faixa de distribuição etária.

    Conclui-se que o bengal não está excluído da possibilidade de ser acometido, até por fatores hereditários, pela síndrome, principalmente porque os estudos ainda não são conclusivos sobre ela.

    Quanto às medidas a tomar por pessoas que desejam ter um gato bengal como seu animal de estimação, para evitar as questões genéticas que estão envolvidas na criação, como vimos acima, algo que ainda está dependendo de muitas pesquisas, o melhor é procurar um gatil confiável, reconhecido na área, com recomendação de veterinários, para escolher o seu bichano. 

    No caso de origens ainda não tão bem conhecidas, o jeito é cuidar bastante do seu felino e estar sempre preparado para, em caso de algum sinal da síndrome, buscar logo o exame de coração mais adequado e tentar mapear o mais rápido possível as causas e tratá-las assim como seus efeitos com a ajuda de seu veterinário de confiança. 

  • Meu gato detesta porta fechada: o que fazer?

    Meu gato detesta porta fechada: o que fazer?

    Não é só o seu. Em fóruns na Internet, em vários países é possível ler sobre donos de gatos comentando dessa mania, alguns até dando depoimentos sobre o gato arranhar a porta fechada, por exemplo. 

    Em artigos especializados sobre o assunto, mais de um conhecedor do mundo felino chama o problema de síndrome da porta fechada. Há quem afirme que não sabe se é um comportamento normal, mas, em vários fóruns, muitos tentam explicar o que é que acontece com os gatos, pois eles simplesmente não suportam ver nenhuma porta fechada. Um comentarista até garantiu que, se os gatos governassem efetivamente o mundo, mais do que já fazem com seus donos, as portas seriam definitivamente banidas da Terra.

    O que soa muito intrigante para os donos é que, sentados confortavelmente, sozinhos ou conversando com alguém, de repente ouvem o miado diante da porta ou o arranhado na superfície de madeira que traz uma maçaneta que o gato não consegue abrir,feito por seu gatinho que quer ir para o outro lado ou vir para o lado de cá.

    Quem se sente incomodado deve investir em saídas imaginativas. Mas, então, o que fazer? 

     

    Supervisores

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    Como sempre, tentar conhecer um pouco mais os nossos amigos, cada vez mais comuns no mundo todo, os gatos, é algo importante. 

    O gato é tido como uma espécie de supervisor compulsório, ou seja, ele simplesmente precisa monitorar e gerenciar todos os mínimos espaços em seus territórios. Obviamente, nós não podemos pensar em duas dimensões, temos que considerar a questão elementar para eles que é saltar, trepar nas coisas. Um gato quer liberdade e expansão. Com uma porta fechada, ele se sente sem condição de vigiar tudo e sem condição de se expandir ele apenas fica irritado com ela, e a solução que ele encontra é, além de miar, a de arranhar a madeira da porta. Se conseguir, um gato abrirá qualquer porta fechada, por sua escolha declarada e absoluta.

    Há vários proprietários que garantem que seu gato fica verdadeiramente ‘acampado’ diante da porta fechada do banheiro quando alguém fica lá fazendo suas necessidades. A impressão que temos é que o gato acredita que a pessoa possa precisar de sua orientação a qualquer momento, então, aguarda que tudo seja resolvido e a porta seja aberta. 

     

    Memória quase fotográfica

    Os gatos são famosos por terem memória quase fotográfica. Eles se destacam por aprender virtualmente cada centímetro quadrado de seu território e observar quando as coisas estão erradas. Se houver uma porta que nunca foi aberta, isso pouco interessará ao gato. Agora, se alguém a abrir, ah, a curiosidade intensa será instalada neles sobre o que está do outro lado! Já uma porta sempre aberta significa que eles instintivamente devem inspecionar o que está além da porta para ver se está tudo como deveria. Eles são ‘patrulheiros’ de seu território. Isso é considerado um comportamento normal para eles. 

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    Cadeia de predadores

    Coitado do seu bichano: ele não tem culpa de ser um excelente predador de coisas animadas, viventes, como ratos e pássaros!

    Mas, assim como caçam, também podem ser caçados. Há países, como na Inglaterra, por exemplo, em que raposas já tiveram a condição de matar gatos, o mesmo acontecendo nos EUA com coiotes e linces, os predadores, naquele país, dos bichanos. E o que isso tem a ver com portas fechadas?

    Gatos querem ter o máximo de informações sobre possíveis perigos quando entram no mundo exterior. De certa forma, limitar o seu espaço, impede-os de ver ou ouvir qualquer sinal de possíveis perigos. É por isso que é difícil adaptar determinados tipos de aparatos para passeios com gatos, porque eles tendem a ficar aflitos por conta dessa delimitação. 

    Antes de aventurar-se para além de um obstáculo, eles precisam saber se é seguro o lado de lá. Eles querem ver e cheirar o que existe antes de poder tocar e penetrar em algum ambiente. Obstáculos  são amedrontadores para eles. Sempre parecem estar de fora de algum lugar e têm que conhecer o outro lado, daí, portas abertas sempre para eles, pois querem ter certeza de que não há nenhuma ameaça do lado de lá.

     

    Controladores

    Os gatos se julgam os donos da casa e se acham superiores em todos os aspectos. Uma porta fechada significa que eles não estão no controle de tudo . Eles não gostam disso e vão incomodá-lo até que você a abra para que eles possam entrar ou passar para o outro lado. Não significa necessariamente que eles querem estar naquela sala, mas que podem precisar estar naquela sala, se assim o desejarem. Eles mandam, acabou!

    São geniosos: são como criancinhas mimadas querendo algo apenas porque lhes dizem que não podem tê-lo. Eles nunca pensaram em querer aquilo até que soubessem que não era permitido. O mais interessante é que, em seguida, eles fazem o que podem para obter seu objetivo, que é a porta aberta, mesmo que não a usem para nada depois de que ela tenha sido aberta, além de o gato passar por ela. 

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    Focinho na porta, não, afinal, somos seres muito sociais

    Gatos também consideram uma falta de cortesia ter uma porta fechada na cara – coisa que os gatos não conseguem saber se é intencional; intencional ou acidental, o fato é um só  para os gatos: obstáculo. 

    Enquanto seu súdito, quer dizer, seu humano não girar a maçaneta, eles vão miar, arranhar e se desesperar até que a passagem esteja aberta novamente.

    Uma realidade que muitos ainda ignoram é que os gatos são criaturas sociais e querem ser capazes de interagir com os outros indivíduos em sua casa, quer sejam humanos, felinos ou outros animais. Uma das maiores mentiras já inventadas pelo homem é a de que os gatos são antissociais. Quem tem gato em casa sabe o quanto eles andam atrás de nós o tempo todo, pois não gostam de ficar sozinhos. 

    Eles se importam com tudo o que os seus humanos estão fazendo, são muito curiosos e gostam de prestar atenção em cada movimento que realizamos. O problema da porta fechada é que ela não permite ao gato saber o que está acontecendo do outro lado, e isso os angustia de forma cruel. 

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    Nem tudo pode ficar aberto o tempo todo: e agora?

    Mas também é normal existirem cômodos que não podem ser abertos aos bichanos, então, o que fazer para desviar o seu foco desses locais? A resposta para isso é enriquecimento ambiental. Quanto mais atraente e divertido for o ambiente, menos o gato irá se interessar em passear pelas áreas proibidas da casa.

    Só não podemos nos esquecer de que, nessa situação toda, o gatinho pode acabar se machucando enquanto se agita desesperadamente para alguém abrir-lhe a porta, além do prejuízo que seus arranhões insistentes podem provocar na porta.

    A solução para esse comportamento é instalar a famosa portinha para gatos nas portas internas da sua casa, assim, você pode manter a privacidade do ambiente sem impedir a liberdade de ir e vir do seu gatinho. 

    A gente sabe que, para muitos donos de gato, é desconfortável permitir o acesso do bichinho ao banheiro ou ao quarto durante a noite, na hora de dormir. Acontece que a natureza deles não vai mudar, eles sempre vão desejar estar onde nós estamos, participar de tudo o que estamos fazendo, afinal, o que para alguns  humanos é sinal de intromissão, para os gatos é pura expressão de amor.

    Nossa sugestão é que você pense com carinho nesse assunto. Evite sofrimento ao seu gatinho e estresse desnecessário para você! Consulte um especialista em comportamento animal (ou etologia), visite lojas especializadas em artefatos e mobília especial para gatos, a fim de proporcionar a eles o enriquecimento ambiental necessário, e, até, se for o caso, consulte um arquiteto de interiores para ver a solução que consiga dar conta de oferecer satisfação a seu gato e menor prejuízo a suas portas. 

  • Cebola e alho, meus pets podem comer?

    Cebola e alho, meus pets podem comer?

    Estes ingredientes picantes são péssimos para os cães. Eles podem realmente destruir os glóbulos vermelhos de um cão, levando à anemia, se consumidos em grandes quantidades. Difícil às vezes retirá-lo de um alimento que queremos – digamos – dividir com nosso cão, considerando também que uma dose pequena pode não causar muito dano. O problema é que uma dose grande ou pequenas doses regulares podem levar ao envenenamento. Os sintomas podem incluir fraqueza, vômito, falta de ar e perda de interesse pela comida. Mantenha o mau hálito causados por esses dois temperos apenas para si mesmo, por favor, porque os cães não merecem sofrer por conta deles!