Este é um caso de alimentos perigosos que podem facilmente enganar você, pois seu cão provavelmente comeu algumas uvas ou passas sem problemas. Mas é um hábito arriscado. Uvas “in natura” e passas são conhecidas por causar insuficiência renal em cães. Os rins do seu cão podem começar a apresentar insuficiência, o que lhe provocará vômitos e letargia e, eventualmente, pode levá-lo à morte. É melhor manter as uvas “in natura” e as passas fora do alcance do seu cão.
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Posso dar leite para o meu pet?
Você pode ter colocado um comprimido dentro de um pedaço de queijo para uma ocasião em que seja necessário administrar um remédio que ele não comerá espontaneamente, certamente acreditando que está fazendo o melhor para seu animalzinho de estimação, mas os cães não são realmente feitos para processar produtos lácteos de vaca. Eles não têm a enzima para quebrar o açúcar do leite e, enquanto alguns cães são mais capazes de lidar com laticínios do que outros, muitos cães são intolerantes à lactose. Os laticínios podem causar vômito, diarreia ou levarem a doenças gastrointestinais. O alto teor de gordura pode levar à pancreatite, como também ocorre com carnes gordurosas. Não compartilhe seus laticínios com seu cão. Sobrará mais sorvete para você!
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Alimentação para o seu pet!
Será que cachorro pode comer a comida de gente? Para evitar qualquer problema, o melhor é sempre fazer algo especialmente para eles, e foi o que foi demonstrado no episódio 6 do Manual Pet (clique aqui), quando fizemos uma receita de um biscoito para cachorro.
É algo simples, barato e pode ajudar nestes tempos de quarentena – também em tempos mais normais. Obviamente, não é só o biscoito especial feito para os cães que pode ser dado como alimento, já que, com moderação e sabendo o que se está dando ao animal, alguns alimentos in natura e algumas receitas de alimentos humanos podem ser compartilhadas, na devida medida, com os cães.
Você sabe o que pode e o que não pode dar como alimento a seu cão ou gato?
Não é nada incomum humanos darem algo de seu alimento a seus animais de estimação.
Como devemos sempre buscar a melhor orientação, cabe sempre procurar conhecer quais alimentos são adequados e quais não devem ser nunca dados aos pets, porque há alimentos que podem até matar o animal.
Sim, e isso tem o significado exato do termo ‘matar’, sem nenhum exagero. Certas substâncias não são digeridas pelos animais, são verdadeiros venenos para eles.
Além da ração
Os donos podem achar monótono demais um ser que eles amam ficar sempre comendo a mesma coisa, ou seja, a mesma ração. Só que normalmente a ração já fornece todos os ingredientes necessários para que o animal tenha uma vida saudável.
De vez em quando, algum alimento humano pode até ser introduzido à dieta do animal, mas, para isso, deve-se ter a adequada orientação.
O importante é saber que a ração é insubstituível. Isso significa que outros alimentos são apenas complementos, algo como petiscos, para o pet, nunca uma refeição balanceada e completa, como é a ração.
Se o animal apresentar algum tipo de alergia a um componente de uma determinada ração, o melhor é procurar um veterinário que possa orientar quanto à melhor ração, com componentes nutricionais que atendam às necessidades do animal, sem o incomodarem com o problema da alergia. Há, inclusive, veterinários que conhecem muito bem determinadas raças, alguns até são criadores e sabem muito especificamente o que pode servir melhor ao bichinho.
Alimentos simples, sem tempero
Uma das frutas mais apreciadas pelos pets é a banana. Cortada em pequenos pedaços, vai bem como petisco (aliás, vai muito bem). Não se preocupe, que eles não comem as cascas, no caso de roubarem da fruteira alguma banana (experiência com o Ian, o cocker branco e laranja que aparece em alguns episódios do Manual Pet: ele roubou duas da fruteira e conseguiu comê-las sem tocar nas cascas! E o mais engraçado: ele já é um senhor de 13 anos, mas continua aprontando!).
Uma segunda fruta, saborosa e que também vai bem, se cortada em pedacinhos, como petisco, é a manga. Notem: pequenas quantidades, sempre, mas jamais manga verde. A preocupação com o caroço existe, principalmente para animais que gostam de ficar roendo tudo. Sempre é bom alertar: os humanos não devem permitir o acesso dos pets aos caroços das mangas – assim como as cascas de banana, nunca se sabe o que eles aprontarão.
A terceira fruta permitida é a melancia – SEM SEMENTES. E deixamos claro para quem tem preguiça de limpar a melancia de suas sementes: se os humanos não as comem, por que deveriam achar que seus pets as ingeriram?
Uma folha que pode ser ministrada e que é ótima para cães com problemas digestivos é a alface, que pode ser ministrada junto com a ração, picada e sem absolutamente nenhum tempero. Um apaixonado por cães e que às vezes faz uns biscoitinhos para eles sempre adverte que a quantidade de sal para uma salada humana não se coaduna jamais com um animal que tenha uns 5 a 15 quilos apenas. O mal que um tempero pode fazer a seu pet pode ser enorme. Então, nada de temperos quando der qualquer alimento humano a seu cão.
A maçã, sem as sementes, também é ótima fruta.
Os tomates, apenas os vermelhos, bem maduros, e sem sementes. Os verdes jamais, porque contêm uma toxina presente nas partes verdes da fruta, chamada glicoalcalóide, absolutamente danosa, em qualquer quantidade, aos pets. Também jamais dar tomates com temperos. Cozidos são o ideal, servindo como petisco, sendo que mesmo quantidades razoáveis não fazem mal ao seu pet, mas evite substituir uma refeição balanceada por apenas tomates.
Uvas jamais: uma quantidade muito pequena, como somente 6 uvas (sic) podem causar insuficiência renal aguda no seu pet.
Cebola é extremamente indigesta para os pets: o tiossulfato presente nas cebolas é tóxico para os animais, que podem desenvolver anemia.
Finalmente, a fruta talvez mais letal é o abacate. Em quantidades razoáveis, pode levar a um desarranjo intestinal grave e até à morte do animal.
Os alimentos processados
Ah, mas não pode chocolate?
Não, não e não.
Se humanos podem ser chocólatras, cães jamais podem chegar perto de chocolate. A teobromina, principal componente desse alimento processado, não é digerida pelos pets. A dose daninha é a de 100 a 150 miligramas por quilo de seu peso corporal, mas não se deve nem começar a gerar o hábito.
O leite, outro alimento processado que curiosamente alguns ministram a animais, especialmente a filhotes, não é aconselhável, porque os pets não conseguem digerir a lactose, que é praticamente a alma do leite e de seus derivados, a qual pode causar-lhes, entre outros problemas digestivos, diarreia.
E aquele pedaço de pizza? Da última vez, ele passou bem, não aconteceu nada! Só que é bom saber que isso nem sempre pode acabar bem. Prevenir é sempre melhor do que remediar, porque nem sempre é possível remediar. Alimentos processados, especialmente os comprados já para imediato consumo, contêm temperos, que não são bem assimilados pelo organismo dos pets.
Na dúvida sobre alimentação, a consulta ao veterinário é sempre o melhor caminho. Seja um dono responsável, procure a orientação devida, sempre!
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Como cuidar de seus pets no isolamento imposto devido ao corona vírus
Não abandone o seu pet!
Como cuidar de seus pets no isolamento imposto devido ao corona vírus
Pessoas estão abandonando cachorros na rua devido ao desespero que envolve a falta de dinheiro nestes tempos de quarentena. Isso está acontecendo inclusive no Brasil.
Nos EUA, estão, ao contrário disso, adotando animais. Sim, há alternativas para tudo. E, para cuidar de animais com redução nos gastos, sem prejudicar a saúde deles nem a de seu bolso, é possível. Mais que dinheiro, falta imaginação, trabalho, solidariedade e conhecimento.
Coronavírus em cães e gatos
É importante afirmar que as evidências de animais de estimação contraindo covid-19 de seus donos permanecem extremamente raras, com apenas dois casos (em gatos) relatados globalmente. O risco de infecção humano-animal é muito pequeno. No entanto, o vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa através de superfícies como os pelos, a coleira e a guia de um cachorro.
As informações são as mais atualizadas, até o momento, o que significa que pode haver mudanças, algo que demandaria também nossos esforços para que todos fiquem informados, e é o que pretendemos fazer.
Temos plena consciência de que, diante das circunstâncias atuais, muitos donos de animais podem estar lutando para cuidar do animal. Mesmo que você não esteja nesta situação difícil, procure estar atento e acompanhar e ajudar a quem precisa de ajuda, ainda que seja apenas compartilhando informações.
O que fazer com seu animal de estimação durante a quarentena
Se você não testou positivo para coronavírus e não foi solicitado a ficar em auto isolamento, continue interagindo com seu cão ou gato normalmente e siga as orientações sérias oficiais sobre como se comportar durante a quarentena.
De acordo com os conselhos da Public Health England, do Reino Unido,amparadas na Organização Mundial da Saúde, você deve adotar boas práticas de higiene, que incluem lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de tocar em seu cachorro ou gato, ou em alimentos, brinquedos, caminhas, ou nas roupas de cama de todos da casa. Você também deve evitar beijar seu cão ou gato, ou ser lambido por eles ou compartilhar comida com eles.
Mesmo que não haja evidências de que o coronavírus possa ser transmitido por animais de estimação, lavar as mãos dessa maneira pode ajudar a protegê-lo contra infecções comuns que podem passar entre animais e humanos.
Saídas com o pet
Você pode sair de casa para se exercitar uma vez por dia e combinar isso com passear com o cachorro. Ao fazer isso, é importante minimizar o tempo gasto fora de casa e ficar a dois metros de distância de qualquer pessoa fora de sua casa.
Você também pode deixar sua casa para cuidar ou ajudar uma pessoa vulnerável. Isso inclui passear com um cachorro para alguém que não consegue sair de casa porque prefere se isolar ou está em algum grupo de risco. Lembre-se de lavar as mãos antes e depois de manusear o cachorro e mantenha-o a 2 metros de outras pessoas e animais, inclusive ao entregá-lo ao proprietário.
Para as necessidades específicas do seu pet
Lembre-se de que seu cão ou gato ainda precisará sair para usar o banheiro, porque alguns têm já o hábito estabelecido de fazer suas necessidades em um lugar específico fora da casa ou numa área especial, como um cantinho em algum aposento adaptado para isso; portanto, mantenha sempre higienizada e em condições de uso a área externa da casa ou o ‘banheirinho’ do animal no apartamento.
Todas as viagens não essenciais aos veterinários devem ser evitadas. Se o seu cão ou gato precisar de tratamento urgente, você pode providenciá-los por sua conta, mas lembre-se de lavar as mãos e permanecer a 2 metros de qualquer pessoa fora de sua casa. Você deve ligar para o veterinário antes de ir vê-lo.
Fale com seu veterinário ou médico por telefone ou por outra comunicação à distância viável se precisar de mais conselhos ou consulte as páginas de conselhos dos serviços públicos dedicados a isso (como o Centro de Controle de Zoonoses, por exemplo) para obter as informações mais atualizadas.
Finalmente, no caso de uma recomendação mais ampla de auto isolamento entrar em vigor, ou de que você ou um membro de sua família seja especificamente solicitado a se auto isolar, verifique se você tem um bom suprimento da comida de seu cão ou gato e / ou de qualquer medicamento imprescindível.
Passear com o cachorro de outra pessoa
Você só deve passear com o cachorro de outra pessoa se, devido às circunstâncias individuais, a pessoa não puderfazer isso por conta dela.São os casos de pessoas que são trabalhadores essenciais (funcionários da área da saúde ou de serviços públicos de segurança, só para citar dois exemplos), em grupos de risco ou com confirmação ou suspeita de ter contraído o coronavírus. Solidariedade e cuidados são importantes, um sempre ao lado do outro, não sendo negado nem ao outro nem a si mesmo nenhum desses dois importantes aliados no combate ao terrível mal que está, de fato, acometendo a humanidade. Não negue solidariedade, mas não negligencie os cuidados!
De modo geral, deve ser considerada cada situação individual e como deve ser feita a proteção tanto a você quanto à pessoa que você está ajudando.
Combine, com antecedência, com a pessoa como será a atividade, inclusive a duração da caminhada. Assegure-se de medidas de higiene antes e depois do passeio, mas também durante ele.
Procure assear com o cachorro na área circundante da casa do proprietário e, idealmente, em uma pista. Você não deve dirigir para um local para depois passear.
Encontre uma maneira de pegar e devolver o cão com segurança, de maneira a manter uma distância de dois metros entre você e outras pessoas e minimizar o tempo gasto na casa do proprietário.
Nunca ande com cães de famílias diferentes ao mesmo tempo.
Lave as mãos por 20 segundos usando água e sabão antes de sair de casa.
Use luvas pela duração de qualquer contato e descarte-as após o uso.
Use uma guia diferente da que estiver eventualmente sendo fornecida pelo proprietário, a qual você, obviamente, deve dispensar.
Peça a alguém da casa para abrir e fechar as portas para você.
Não lide com mais nada, como seu telefone, durante qualquer momento do contato.
Sempre que possível, minimize o contato com o cachorro.
Mantenha sua distância social enquanto caminha, mantenha-se em áreas tranquilas e não permita que outras pessoas ou animais de estimação entrem em contato com o cão.
Lave a guia com água e sabão depois que o cão for devolvido.
Lave as mãos por 20 segundos usando água e sabão tão logo seja possível.
Ao passear com o cachorro de uma pessoa contaminada ou com suspeita de contaminação, é especialmente importante proteger sua saúde: evite contato com pessoas da casa, mantendo pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas.
Mantenha o cão no trajeto a ser feito, evitando que ele entre em contato com alguém ou outros animais.
Limpe o cão com um lenço descartável para animais ou um pano limpo e úmido antes de devolvê-lo à casa dos donos, para reduzir o risco de levar problemas aos ocupantes da casa.
Ao passear com um cachorro em uma casa onde as pessoas têm ou são suspeitas de ter coronavírus, é especialmente importante proteger a si e aos outros: também o contato com outras pessoas é a primeira providência, sempre nos 2 metros de distância se houver necessidade de uma interação, como a óbvia retirada do animal para o passeio.
Limpe o cão com um lenço descartável para animais de estimação ou um pano limpo e úmido antes da caminhada.
Mantenha o cão no trajeto a ser feito, evitando que ele entre em contato com alguém ou outros animais.
Tome cuidado ao se limpar depois de limpar o cão;carregue sempre um frasco de álcool em gel para sua higienização rápida, enquanto não conseguir lavar bem as mãos com água e sabão.
E se você precisar de isolamento?
Em primeiro lugar, há muitas coisas que você pode fazer para garantir que seu cão ou gato seja o mais seguro possível, por isso, a primeira medida é: não entrar em pânico – aliás, pânico, de maneira geral, na vida, praticamente nunca ajuda em nada.
Se possível, combine com outra pessoa para cuidar do seu cão ou gato, até que você possa voltar ao normal.
Sempre adote boas práticas de higiene , que incluem lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de tocar em seu cachorro ou gato, ou em alimentos, brinquedos, caminhas ou nas roupas de cama de todos da casa.
Cuidados específicos com gatos neste período de quarentena
Os gatos ainda precisarão ter acesso ao ar livre ou a uma bandeja de areia limpa, e os gatos que foram acostumados a sair por aí e voltar, requerem observação especial, ou seja, as regras de higiene devem ser seguidas. Limpar patas é um procedimento mínimo, porque eles têm contato com o chão e vários espaços públicos potencialmente perigosos.
No caso de atividades, são recomendáveis as informações da matéria COMO ENRIQUECER O AMBIENTE DE SEU GATO do nosso portal.
Apenas sugerimos uma atividade que é uma espécie de simulação de caça, que á principal atividade do gato na natureza.
Para um gato doméstico, você pode simular essa ocupação usando iscas. A ideia é apresentar a ele algo que pareça ser um obstáculo ao objeto a ser caçado a partir de um ataque a ele ou ao obstáculo a fim de se chegar ao objeto do desejo.
Objetos móveis que refletem a luz, esferas brilhantes que se movem até as patas do gato, varas de pesca em miniatura que movimentam um jogo de pelúcia: as soluções para permitir que o gato tenha a simulação de obstáculo e ataque são realmente numerosas.
Cuidados específicos com cães neste período de quarentena
Talvez você não consiga passear com o cachorro como fazia habitualmente, mas há muitas maneiras de mantê-lo feliz e saudável sem passear, substituindo o exercício por outras atividades, como brincar com ele ou ensinar-lhe um novo truque. Ou por que não experimentar alguns jogos como aqueles conhecidos como jogos cerebrais com seu cão para mantê-los envolvidos?
Recomendamos a leitura completa da matéria COMO TORNAR MAIS RICO O AMBIENTE DE SEU CÃO no nosso portal.
A título de ilustração, sugerimos um jogo que faz o cachorro trabalhar para receber uma recompensa, como alimentos ou guloseimas, apresentados sob várias formas: brinquedo rígido para mastigar no qual se podem esconder comida ou guloseimas, dispensador de guloseimas interativo em forma de um brinquedo ou de uma bola. Em canis e com profissionais especializados também é possível obter sugestões.
Banho em casa
Além de econômica, pode ser uma atividade divertida e que aproxime ainda mais você de seu animal, permitindo-lhe até a observação de como ele se comporta (ou não) nesse momento.
Recomendamos o segmento que trata desse tema contido no episódio 5 do Manual Pet (que foi ao ar em 31 de março de 2020 no Canal Rural e que foi disponibilizado no Youtube a partir de 1o. de abril de 2020, acessível por https://www.youtube.com/watch?v=JDkWtEy2Uis).
Aqui apresentaremos dicas sumárias para essa atividade.
Como está complicado levar o animal para um banho em uma loja, devemos tentar uma saída, porque, do mesmo modo que temos que cuidar de nossa pele, nossos pets também precisam de cuidados com os pelos e a pele deles. A frequência do banho dependerá de alguns fatores relacionados justamente a pelos e pele dos animais. Vejamos a seguir.
Se o animal estiver com problemas de pele, é melhor comunicar-se com o veterinário para que ele oriente sobre a frequência.
Para animais com subpelo, como os cães da raça Husky, Malamute do Alasca, Chow-chow, Samoieda, Collie e outros que, como estes, têm pelagem mais densa, o banho deve ser dado uma vez por mês.
Os demais, com pelo simples, normalmente devem ser levados à Petshop uma vez por semana. Em casa, o indicado é dar um banho a cada 15 dias, no mínimo.
E as dicas para os banhos domésticos?
A primeira é usar água morna, mesmo nos dias mais quentes, nunca água gelada nem quente.
O segundo conselho é evitar correntes de vento no momento do banho, para que o animal não corra o risco de pegar gripe.
A terceira recomendação é que o animal receba um tratamento de secagem bem demorado, primeiro com a toalha, depois com o secador, de modo que ele não fique com os pelos úmidos, o que favorece a proliferação de micro-organismos que podem causar problemas ao animal.
Um procedimento de defesa é a colocação de algodão na orelha do animal antes do banho, para evitar que entre água no conduto auditivo, o que pode causar algum tipo de problema decorrente da umidade, como proliferação de fungos, por exemplo. Se você, sem querer, acaba encharcando o algodão, substitua-o, para não deixar que nada úmido incomode o ouvido do animal.
Outra defesa é evitar que produtos usados no banho, como sabonete, xampu e condicionador, entrem em contato com os olhos, as narinas e a boca do cão, que podem provocar problemas desde irritação até a náuseas no animal.
Caso seja impossível dar banho em casa, ou você ainda insista na petshop, veja antes como a sua favorita ou aquela em que for possível utilizar tal serviço está trabalhando, para evitar problemas inclusive para você.
Agora, com os gatos, é mais simples, porque eles precisam de banhos muito menos do que os cães, já que normalmente mantêm hábitos de higiene mais rigorosos por si mesmos. Os banhos têm uma outra frequência: depende também da reação da pele do animal. O menor período aconselhado é de 5 em 5 semanas; o maior costuma ser de 6 em 6 meses. Conhecer seu felino é a melhor dica, junto com as apresentadas acima sobre os banhos domésticos para pets.
Rações
No mercado, há muitas rações disponíveis. Na internet, acham-se matérias sobre as melhores rações, com preços indicativos de acordo com a quantidade. Há, por exemplo, ração para filhotes, em pacotes de 900 g, com custo inferior a R$ 60,00; ração em pacotes de 7 kg custando R$ 97,90.
Uma boa pesquisa, inclusive considerando a qualidade da ração, pode determinar a melhor relação entre custo e benefício ao seu animal e ao seu bolso.
Quanto à ração a granel, é preciso tomar cuidado para verificar o acondicionamento, que, se não for adequado, pode propiciar a proliferação de fungos ou até permitir o aparecimento de algum rato para servir-se da iguaria. Nem sempre o baixo preço compensa. Então, a confiabilidade em quem vende o serviço ainda é o melhor indicador. Saiba economizar.
O principal é que haja equilíbrio em todos os aspectos, para que medidas drásticas não sejam implantadas, como desfazer-se do animal ou economizar em coisas básicas e imprescindíveis.
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Passeando e brincando com cães na quarentena
Para os donos de gatos, cuja maioria não sai para passear, a situação não será particularmente difícil no que diz respeito a sair na rua com ele – tudo o que você precisa fazer é fornecer ao seu gato alimentos e acesso à caixa de areia, além de um enriquecimento ambiental (veja nossa matéria a respeito – clique aqui). Mas o que fazer com o cachorro em época de quarentena?
Se você tiver a oportunidade, caso não queira você mesmo fazer o passeio, peça a alguém conhecido ou a um passeador profissional para passear com o cachorro ou deixe-o aos cuidados de alguém da família ou amigos até que você possa fazer caminhadas novamente. Sempre com os devidos cuidados principalmente para com você e as demais pessoas envolvidas, pois, como veremos, os cães não são afetados pela doença nem a transmitem.
A solidariedade segundo o exemplo da Polônia
Na Polônia, por exemplo, se um tutor não tiver ninguém por perto para quem possa confiar os cuidados do cão ou pedir ajuda para passear com ele, foram criados grupos em redes sociais, um deles com o curioso nome de “Cachorro na época do corona”, cujos membros oferecem ajuda para passear com o cachorro; em algumas cidades daquele país, há também grupos de apoio, como o “mão visível”, para esses casos.
Aqui estão algumas regras que os membros do grupo “Cachorro na época do corona” nos lembram. Lembre-se deles quando deixar o cachorro aos cuidados de outra pessoa que o conduzir no passeio.
- Evitar contato com o ser humano
Evite o contato com a pessoa para quem você passa o cão, de preferência coloque seu animal de estimação do lado de fora da porta com a guia e a coleira, de preferência higienizadas.
- Confie a alguém com proteção
A pessoa que passear com o cachorro deve usar luvas e evitar tocá-lo.
Uma boa solução é colocar uma fita vermelha no cachorro, que é um sinal de que o tutor, por várias razões, não deseja que ele seja abordado ( você pode ler mais sobre as fitas de identificação, clique aqui).
- Distância
Mantenha uma distância mínima de um metro de outras pessoas.
- Horário mais adequado
Tente sair de madrugada quando houver poucas pessoas nas ruas – de manhã cedo e tarde da noite.
- Sacos
Colete excrementos de cães nos saquinhos adequados.
- Higiene
Lave bem as mãos depois de voltar – esfregue-as por, pelo menos, 20 segundos.
- Se enfermo ou idoso com dificuldades, não saia
Se você estiver doente, fique em casa! Peça ajuda à sua família, amigos ou vizinhos para passear com o cachorro. Você, doente ou idoso com problemas, é mais suscetível a algo que, com imunidade baixa, pode atacá-lo, como esse terrível vírus.
- Máscaras
Não use uma máscara para cães. Eles não representam perigo para as pessoas.
Resumindo: não entre em pânico! Se você precisar passar por quarentena, aproveite a oportunidade para seu cão ou gato ficar com você ou com outras pessoas até que este pesadelo diminua.
Gasto de energia entre quatro paredes
Se a caminhada for possível apenas de forma limitada devido a quarentena ou a toques de recolher (não devemos nos esquecer de que em alguns lugares as coisas são mais radicais), tente manter seu cão ocupado com as brincadeiras que desafiam os sentidos e a capacidade de resposta de seu cão. Por exemplo, faça os seguintes truques que você pode treinar com seu cão (dicas da treinadora de cães Anja Petrick, da Alemanha, testadas por ela neste duro período de quarentena naquele país e que funcionaram).
Truque 1: Girar
O objetivo do truque é que o cão responde ao comando “Girar!” uma vez.
Processo:
- Tenha guloseimas em sua mão em uma quantidade generosa – seu cão deve apreciá-las; do contrário, a brincadeira iniciará mal.
- Guie o cão numa trajetória em círculo atraindo-o com a insinuação de que vai lhe dar a guloseima.
- Verifique se a trajetória em círculo é grande o suficiente, especialmente para raças maiores e que ainda não têm um treinamento sobre isso.
- Se o truque funcionar bem com guloseimas, retire-as aos poucos e continue trabalhando com sinais manuais apenas.
- Gradualmente, deixe o sinal manual “diminuir” até que seja suficiente apenaso comando com apenas um dedo associado ao comando verbal “girar”.
Esse truque também é bom para cães mais velhos, os quais costumam ser menos ativos. Para cães com movimentos mais rígidos, certifique-se de que o círculo esteja num tamanho adequado a eles (a medida é o cansaço deles: se cansarem demais, reduza o diâmetro do círculo imaginário) e que os cães girem lentamente para que não se machuquem.
Truque 2: Desafio do focinho
O objetivo do truque é que o cão coloque o focinho em um círculo que é formado com os dedos do tutor.
Processo:
- Forme um “L” com o polegar e o indicador.
- Atraia o cão com guloseimas para este “L” para que o focinho dele acabe repousando sobre os dedos.
- Agrade o cão exatamente nessa posição.
- Atraia o animal reduzindo as guloseimas a cada nova vez.
- Aumente a distância até o cachorro e corra apenas um passo; depois, cada vez mais longe, dê o comando para ele colocar o focinho no ‘L’ formado por seus dedos.
Truque 3: Desenrolar o tapeteO objetivo do truque é que o cão abra um tapete enrolado e se sente nele.
Processo:
- Enrole o tapete e coloque nas voltas enroladas algumas guloseimas.
- Mostre ao cão a primeiro camada enrolada e incentive-o a cutucar o tapete para que ele possa ser estendido (desenrolado).
- Se isso der certo, vá reduzindo as guloseimas até que exista apenas uma escondida no tapete no final.
Se você quiser que o cachorro se sente ou se deite no tapete, no fim, crie esse truque de cabeça para baixo:
- Coloque o tapete no chão e deixe o cachorro sentar-seou deitar-se nele.
- Se o cachorro fizer isso sozinho, assim que vir o tapete, enrole o tapete por apenas duas voltas, para que o cão apenas dê uma cutucada uma vez para que o tapete seja desenrolado, então dê o comando “Sentar!” ou “Deitar!” (ou qualquer forma de imperativo a que você tenha acostumado seu cão: “Senta”, “Sente”, etc.
- Continue a sequência de enrolar, desenrolar, sentar-se, deitar-se quantas vezes conseguir e quantas seu animal conseguir reproduzir.
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O enriquecimento ambiental para o cão
Como estimular a atividade mental e física do seu pet?
O enriquecimento ambiental para o cão é definido como as interações sociais ou as mudanças no ambiente do cão, a fim de estimular sua atividade mental e física. O enriquecimento é projetado para reduzir o estresse e o tédio e manter a forma física e a acuidade mental do animal. Existem cinco tipos de enriquecimento: sensorial, alimentar, físico, social e mental. Normalmente, todo cão requer cada um desses tipos de enriquecimento diariamente. Em alguns casos, porém, durante o repouso pós-operatório, por exemplo, o exercício não é viável para o cão. Neste caso específico, é importante dar como compensação outros tipos de enriquecimento. Além disso, várias atividades podem incluir mais de um tipo de enriquecimento. A título de exemplos: brincar sozinho com um brinquedo no qual o alimento está escondido permite o enriquecimento alimentar e o mental; brincar com outro cão permite o enriquecimento físico, o mental e o social. A tabela a seguir descreve os diferentes tipos de enriquecimento e dá exemplos do que pode ser alcançado como um enriquecimento ambiental para o cão.
Diferentes tipos de Enriquecimento Ambiental
Tipo de Enriquecimento: Enriquecimento Sensorial
Descrição: Fornecer um ambiente diversificado para atender a necessidade do cão de investigar e fazer escolhas; apresentar atividades para que ele explore todos os sentidos, ou seja, olfato, audição, visão, tato e paladar.
Exemplos:
- Ofereça diferentes tipos de nichos ou áreas de descanso (cama, banco, esconderijo).
- Ofereça brinquedos, faça rodízio dos brinquedos (uma vez por semana) para algo novo.
- Ofereça brinquedos para roer (osso de mastigar, brinquedo resistente a nylon).
- Leve o cachorro para um parque ou dê um passeio com o cachorro para que ele possa sentir e explorar o ambiente.
- Jogos de faro para que o animal tente descobrir onde está o alimento.
Considerações: O cão medroso provavelmente precisará de menos coisas novas, pois estas podem causar medo em um animal suscetível. O cão medroso poderia se beneficiar de mais esconderijos para fazê-lo se sentir confortável. O animal deve ser monitorado ao ser apresentado a novos brinquedos para garantir que ele não tente ingeri-los.
Tipo de Enriquecimento: Enriquecimento Alimentar
Descrição: A ideia neste tipo de enriquecimento é trabalhar para ganhar a recompensa
Exemplos:
- Obstáculos a serem vencidos para que se consiga alcançar o alimento.
- Jogos interativos com ossinhos para desafiar o animal a esforçar-se para apanhá-los.
- Exercícios com brinquedos interativos para que o animal vá buscar o petisco dele.
Considerações: Nem sempre se consegue o mesmo efeito para animais de porte e idade diferentes, além de que há a interferência da ansiedade, além da condição do treinador de conduzir a atividade com o animal. É preciso saber dosar bem a atividade, saber recompensar adequadamente e usar essa atividade junto com outros enriquecimentos.
Tipo de Enriquecimento: Enriquecimento Físico
Descrição: Atividade física.
Exemplos:
- Dar uma volta.
- Jogar a bola para o cachorro a traga de volta.
- Lutar amigavelmente com outros cães ou com um ser humano.
- Jogo entre cães ou com humanos.
- Rampas e prateleiras para que tenham visões diferentes do ambiente e também se movimentam em mais de uma dimensão.
Considerações: A idade e a saúde física do cão podem colocar limites na duração ou intensidade do exercício.
Tipo de Enriquecimento: Enriquecimento Social
Descrição: Oportunidade de interagir com humanos ou outros animais de forma positiva.
Exemplos:
- Jogo entre cães ou com humanos.
- Treinamento (reforço positivo).
- Interação no banho e higienização (se o cão gostar da interação nesse momento; caso contrário, guloseimas e brincadeiras são essenciais como
reforço positivo num processo de treinamento para o ato de tomar banho e higienizar-se).
- Ambientação em canis – sempre devemos nos lembrar que o cão é um animal de matilha.
Considerações: Não é necessário sempre apresentar novos amiguinhos ao cão ou colocá-lo em um grande grupo. Ele será capaz de praticar suas habilidades sociais com um ou dois de seus amigos caninos. Seria importante monitorar qualquer introdução de cães desconhecidos ou não tão familiares, para garantir que eles não se envolvam em brigas ou outras interações adversas. Cães agressivos ou ansiosos na presença de outros cães podem não ser capazes de se beneficiar de interações com outros cães ou só conseguirão interagir com cães específicos.
Tipo de Enriquecimento: Enriquecimento Mental
Descrição: Levar o cachorro esforçar-se para obter algo; a resolução de problemas também é para os caninos.
Exemplos:
- Treinamento de obediência ou outras atividades (passeios, agilidade, rastreamento ou detecção de odor) por reforço positivo (doces ou brincadeiras).
- Jogo que faz o cachorro trabalhar para receber uma recompensa, como alimentos ou guloseimas, apresentados sob várias formas: brinquedo rígido para mastigar no qual se podem esconder comida ou guloseimas, dispensador de guloseimas interativo em forma de um brinquedo ou de uma bola.
- Jogo entre cães ou com humanos (em canis e com profissionais especializados em comportamento animal, é possível obter muitas sugestões).
Considerações: O nível de dificuldade dependerá das habilidades do cão. O cão também deve ser monitorado após a introdução de novos brinquedos para garantir que ele não tente ingeri-los.
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Território do gato
Mesmo em um espaço pequeno, é possível permitir que o gato construa um território adequado.
Em casas pequenas ou apartamentos, uma solução possível para poder ter mais espaço pode ser aproveitar a dimensão vertical, particularmente apreciada pelo gato que, na natureza, passa muito tempo escalando árvores.
Para isso, basta introduzir prateleiras, poleiros, arranhadores em andares ou recipientes pendurados nas paredes.
Figura 1: Um arranhador em andares bastante bem elaborado.
Para gatos particularmente tímidos e temerosos, não os que lutam para se integrar com os seus iguais, o espaço vertical oferece a possibilidade de ter mais controle sobre o meio ambiente.
Uma vez que seja garantido o espaço mínimo, é a qualidade, mais do que a quantidade, que faz a diferença. A qualidade é garantida através da criação de áreas de descanso suficientes, esconderijos e barreiras visuais (como painéis verticais ou cortinas).
Não se deve esquecer de que, além de outras coisas, o território do gato é dividido em áreas: áreas de caça, áreas de eliminação, áreas de descanso, áreas de alimentação.
Recriar tal disposição em casa ajuda o gato a se sentir mais confortável. Daí a necessidade de manter a área onde as tigelas com comida e água são colocadas bem separadas da área onde está localizada a caixa do banheiro.
A presença de esconderijos no ambiente dá ao gato a oportunidade de lidar melhor com qualquer situação perigosa e estressante. Esconder-se, na verdade, é um mecanismo de enfrentamento para essa espécie animal.
O espaço interno também deve ser mobiliado com caminhas tanto no chão quanto acima do chão. Essas caminhas terão que ser em número suficiente para todos os gatos da casa.
Mas no habitat felino perfeito, não podem faltar arranhadores verticais e/ou horizontais (dependendo das preferências do gatinho).
O gato arranha para marcar o território, para afiar suas unhas, para fazer exercício físico (alongamento) e fortalecer os músculos úteis para desenrolar as garras.
Se o gato não tiver um substrato adequado para arranhar, ele pode escolher como arranhadores alguns móveis da casa (por exemplo, cantos dos móveis, sofá, tapetes, etc.), despertando, assim, a ira dos proprietários.
Para resolver esse problema, é necessário evitar que o gato acesse tais móveis e colocararranhadores nas áreas visadas pelo animal.
Se a caça é importante para a ingestão de alimentos em rações múltiplas, é também a principal atividade do gato que vive fora.
Para um animal que não pode sair, você pode simular essa ocupação usando iscas.
Objetos móveis que refletem a luz, esferas brilhantes que se movem até as patas do gato, varas de pesca em miniatura que movimentam um jogo de pelúcia: as soluções para permitir que o gato tenha a simulação de obstáculo e ataque são realmente numerosas.
É essencial que os proprietários entendam a necessidade absoluta de evitar punições físicas. Não há hierarquia e, portanto, não há submissão.
Antecipe-se: enriqueça o ambiente onde vive seu gato, e ele devolverá a você a satisfação de poder brincar e interagir com o ambiente de maneira saudável e tranquila para ele e para você.
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Páscoa
A Páscoa está chegando, e os chocolates estão em todas as prateleiras de lojas e supermercados. E perdoem-me os publicitários e fabricantes: todos os seus apelos de vendas nunca podem ser direcionados para animais domésticos.
Chocolate não é diversão para animais
Se o chocolate da Páscoa é divertido para crianças e pais, é muito perigoso para a maioria dos animais, principalmente cães e gatos . Apesar dos avisos, todos os anos o centro de controle de envenenamentos na França, por exemplo,onde se iniciou a tradição moderna de distribuir ovos de chocolate, recebe uma série de telefonemas de donos de cães e gatos muito aflitos porque os seus amigos peludos enfiaram o focinho em algo que tinha os dizeres ‘chocolate’ na embalagem.
Por que o chocolate é tóxico para alguns animais?
O chocolate é feito a partir de grãos de cacau, os quais contém teobromina e cafeína, substâncias encontradas em sobremesas à base de chocolate. Se para nós esses ingredientes não são prejudiciais (a menos que você tenha um ataque hepático por comer muito chocolate!), eles o são para animais de estimação. O chocolate pode ser mortal para cães, gatos, ratos, papagaios ou cavalos. A teobromina estimula seu sistema nervoso, e o metabolismo desses animais não pode eliminá-lo.
Quais os riscos envolvidos na ingestão indevida de chocolate?
Se o animal ingerir muito chocolate, as consequências para sua saúde podem ser catastróficas. Ele causa vômitos, diarréia, convulsões, uma aceleração séria da frequência cardíaca, podendo levar a um ataque cardíaco e, na pior das hipóteses, à morte do animal.
Se acontecer uma ingestão (não de um tiquinho, mas de algo como metade de uma casca de ovo de Páscoa de 150 g, você deve ligar imediatamente para um centro de controle de zoonoses ou para o seu veterinário, a fim de obter instruções. Observe, no entanto, que a maioria desses locais está fechada nos finais de semana e feriados. Restam os plantões de hospitais veterinários, normalmente encontrados apenas em grandes centros urbanos.
Tratamento de emergência
Se o seu animal ingeriu chocolate nas últimas 2 horas, você ainda pode induzi-lo ao vômito, porque a digestão não terá ainda iniciado. Para fazer isso, faça-o engolir uma colher de sopa de sal e despeje água em sua boca.
Quanto chocolate é perigoso para um cão ou um gato?
Quanto mais teobromina no chocolate, mais tóxico é para os animais. O mais perigoso é, portanto, o chocolate preto, que é mais concentrado, em seguida, o chocolate ao leite e, finalmente, o chocolate branco; todavia, nenhum está isento de teobromina, todos são perigosos.
Não há, na realidade, uma precisão absoluta, porque tudo depende de vários fatores (idade, raça, porte, quantidade ingerida, se houve possibilidade de indução ao vômito, tempo decorrido desde a ingestão, associação com outras substâncias, como no chocolate com licor, só para ficarmos em alguns itens).
Agora, a dose letal é de normalmente de 63 gramas de chocolate amargo sem açúcar para um cão de 10 kg ou 670 gramas de chocolate ao leite. Preste atenção especial ao chocolate preto.
Observe também que raças de cães braquicefálicos, ou seja, com focinho achatado (como o Pug, o Boxer, o Buldogue,o Bullmastiffe assemelhados), são mais sensíveis do que as outras a problemas respiratórios e cardíacos, portanto, mais sensíveis à intoxicação por chocolate.
Sintomas da toxicidade
Os sintomas de toxicidade do chocolate incluem batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, tremores, convulsões ou hiperatividade extrema. Se você estiver vendo algum ou alguns deles, entre em contato com seu veterinário imediatamente.
Cuide do seu bichinho e EVITE chocolate
Lembre-se sempre de que a saúde do seu animal de estimação deve ser a prioridade para você e para ele. Se você realmente o estima deve levar isso muito a sério. Com letras maiúsculas (gritando, portanto): DEFINITIVAMENTE, PARA ANIMAIS, CHOCOLATE NÃO!
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Dez alimentos ou grupos de alimentos que são ruins para cães
Você provavelmente deseja compartilhar toda a sua comida deliciosa com seu filhote peludo, principalmente se ficar muito em casa com ele. Afinal, quem pode resistir àqueles olhos de cachorrinho implorando por um pedaço de carne? Mas calma: você pode causar problemas ao seu pet. Às vezes, ser um bom pai de cachorro também é saber quando dizer “não”. Alguns alimentos são simplesmente ruins para os cães e podem causar todos os tipos de problemas de saúde. Mesmo que seu cão tenha ingerido esses alimentos no passado sem problemas, eles podem estar causando problemas sérios dos quais você talvez não esteja ciente. Aqui estão alguns alimentos que você nunca deve dar como alimento a cães, não importa o quanto eles implorem.
O primeiro é bem conhecido: chocolate
No topo da lista de alimentos ruins para cães está o que você provavelmente já ouviu falar com mais frequência: chocolate. A teobromina, principal componente do chocolate, não é prejudicial aos seres humanos, mas é tóxica para os cães. Ela é encontrada em todos os tipos de chocolate, mas especialmente no chocolate escuro e no chocolate crocante. Pode causar vômito, diarreia e sede excessiva, mas, no extremo, pode causar arritmia cardíaca anormal, convulsões, tremores ou morte. Guarde esse tipo de doce para você mesmo(a).
Segundo alimento proibido: ‘bacon’ e carne gordurosa
Por que seu cachorro não pode comer ‘bacon’? Bem, alimentos ricos em gordura, como ‘bacon’, presunto ou restos de carne com gordura, podem causar pancreatite em cães. E como essas carnes também costumam conter alto teor de sal, elas podem causar dores de estômago e, em casos extremos, fazer com que os cães bebam muita água, provocando inchaço em seu estômago, o que pode ser fatal a eles. Guarde as carnes gordurosas para si e fique com as opções mais magras para o seu cão.
Alimentos salgados nem pensar
Você já deve ter ouvido falar que pipoca e biscoitos são ruins para cães, mas esse geralmente será o caso se esses alimentos estiverem salgados. O sal pode causar uma condição chamada envenenamento por íons sódio, sem mencionar a sede ou a micção excessiva. Os sintomas de comer muito sal podem incluir vômitos, diarreia, alta temperatura corporal e convulsões, além de inchaço, como também ocorre com o ‘bacon’. O sal pode ser fatal; portanto, mantenha-o num nível absolutamente mínimo nos alimentos que você compartilha com seu filhote, ou simplesmente não os tempere com sal.
Temperos não caninos: alho e cebola
Essa combinação destes dois ingredientes não apenas permite que um dragão respire, nos contos de ficção, como repele os vampiros, mas estes ingredientes picantes são péssimos para os cães. Eles podem realmente destruir os glóbulos vermelhos de um cão, levando à anemia, se consumidos em grandes quantidades. Difícil às vezes retirá-lo de um alimento que queremos – digamos – dividir com nosso cão, considerando também que uma dose pequena pode não causar muito dano. O problema é que uma dose grande ou pequenas doses regulares podem levar ao envenenamento. Os sintomas podem incluir fraqueza, vômito, falta de ar e perda de interesse pela comida. Mantenha o mau hálito causas por esses dois temperos apenas para si mesmo, por favor, porque os cães não merecem sofrer por conta deles!
Leite, queijo, sorvete e outros produtos lácteos
Você pode ter colocado um comprimido dentro de um pedaço de queijo para uma ocasião em que seja necessário administrar um remédio que ele não comerá espontaneamente,certamente acreditando que está fazendo o melhor para seu animalzinho de estimação, mas os cães não são realmente feitos para processar produtos lácteos de vaca. Eles não têm a enzima para quebrar o açúcar do leite e, enquanto alguns cães são mais capazes de lidar com laticínios do que outros, muitos cães são intolerantes à lactose. Os laticínios podem causar vômito, diarreia ou levarem a doenças gastrointestinais. O alto teor de gordura pode levar à pancreatite, como também ocorre com carnes gordurosas. Não compartilhe seus laticínios com seu cão. Sobrará mais sorvete para você!
Carne, peixe e ovos crus
Aqui, há uma controvérsia, pois muitos veterinários enxergam benefícios para a saúde de seus pacientes mudando para dietas à base de carne crua, que proporcionariam aos animais peles e pelos mais saudáveis, dentes mais limpos e digestão mais fácil. Alguns veterinários recomendam cozinhar alimentos crus para matar bactérias e parasitas que podem ser prejudiciais aos cães. A maioria dos veterinários e o órgão responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos EUA, a poderosa FDA, ainda desencorajam a alimentação de carne crua para cães, porque podem provocar infecções por salmonela ou pela bactéria Esterichiacoli, que provoca colite e gastrite em humanos e cães. A maioria dessas infecções ocorre em cães cujos sistemas imunológicos já estão comprometidos, mas pode ser difícil dizer se o sistema imunológico do seu cão está completamente saudável.
Já ovos crus têm enzimas que podem causar problemas de pele em cães, e peixes crus podem esconder parasitas que causam doenças fatais. Existem riscos para uma dieta baseada nesse tipo de alimento cru que você precisa pesar contra os benefícios alegados, antes de decidir experimentá-la. Esses riscos podem ser reduzidos através do congelamento e da preparação adequada, mas você precisa aprender a lidar adequadamente com alimentos crus antes de oferecê-los a seu cão.
O importante é entender que não é absolutamente seguro correr para a mercearia, comprar carne crua e jogá-la na tigela do seu cão ou permitir que ele roube carne não preparada da sua pia ou do lixo. Se você está planejando mudar para uma dieta crua para seu cão, precisa aprender sobre a preparação adequada dos alimentos, para que o risco de infecção bacteriana ou parasitária possa ser minimizado, então, saiba sobre a quantidade apropriada para alimentar seu cão e leve em consideração a saúde geral dele. Pesquise e compreenda os riscos e mantenha-se informado; caso contrário, seu cão pode acabar ficando muito doente!
Doces, chicletes, pasta de amendoim e bolos
O verdadeiro culpado quando se trata desses doces é um ingrediente chamado xilitol. Isso causa um aumento de insulina no corpo do seu cão, que pode levar a uma queda no açúcar no sangue e na insuficiência hepática. Os sintomas incluem letargia, vômito, perda de coordenação, convulsões e, eventualmente, morte. Vários desses alimentos, especialmente a pasta de amendoim, às vezes são feitos sem xilitol; portanto, verifique a lista de ingredientes em seus alimentos antes de compartilhá-los com seu cão.
Uvas “in natura” e passas
Este é um caso de alimentos perigosos que podem facilmente enganar você, pois seu cão provavelmente comeu algumas uvas ou passas sem problemas. Mas é um hábito arriscado. Uvas “in natura” e passas são conhecidas por causar insuficiência renal em cães. Os rins do seu cão podem começar a apresentar insuficiência, o que lhe provocará vômitos e letargia e, eventualmente, pode levá-lo à morte. É melhor manter as uvas “in natura” e as passas fora do alcance do seu cão.
Alimentos glaceados
Alimentos glaceados não são bons nem para humanos nem para cães. De fato, isso pode levar a problemas semelhantes para ambos, como obesidade, problemas de saúde bucal e diabetes resultantes do hábito de comer demais alimentos com alto teor de açúcar. Não dê açúcar a seu cão, e todos provavelmente devemos considerar reduzir o açúcar que ingerimos também.
Abacate, a fruta definitivamente proibida
Grande parte da controvérsia em torno dos abacates quando se trata de cães gira em torno da persina, uma substância que os abacates têm em suas folhas, sementes, casca e frutas. A persina pode ser tóxica em doses elevadas. Os cães são, no entanto, bastante resistentes à persina, e seria necessário muito abacate para que a persina causasse danos a eles, e, maduros os abacates, os níveis de persina também caem. Então, qual é o problema com abacates?
Bem, se você tem um abacateiro em sua casa ou no seu quintal, seu cão pode exagerar na ingestão dessas frutas e, obviamente, dapersina, mas o perigo real vem das sementes, dos caules e dos caroços, todos difíceis de digerir e que podem causar obstruções gastrointestinais ou até asfixia, as quais podem ser fatais.
Se você tem um abacateiro, como muitas pessoas fazem em certas propriedades em muitos países, certifique-se de que seu filhote não chegue perto dele ou da fruta que cai no chão. Se quiser, você pode preparar abacates para o seu cão removendo as partes nocivas, especialmente as cascas e os caroços, e usando abacates maduros. Se o fizer, é provável que o seu cão possa desfrutar de abacates com segurança, mas, como sempre, você deve perguntar ao seu veterinário antes de compartilhar a comida humana com seu cão.
Outros alimentos e produtos que devem ficar longe dos cães
Outros produtos que não são necessariamente alimento para você e que seu cão deve ficar longe incluem: massa de fermento cru; sementes e caroços de frutas; batata crua; ossos cozidos; caroços de maçã; álcool, cafeína, creme dental, enxaguatório bucal,remédiosou vitaminas para humanos; comida de gato; milho na espiga; tudo o que contiver lúpulo e fermento (cuidado, portanto, com a cerveja!), pimentas; tomate; caqui, pêssego, ameixas e frutas que estimulam o intestino; macadâmia, nozes e frutas assemelhadas; fígado; produtos tóxicos inclusive para o homem, como tabaco e maconha; comida velha e sobras; e lanches humanos.
Não deixe seu cão próximo a esses alimentos e produtos, pois eles podem levar a possíveis intoxicações, engasgos, problemas gastrointestinais e até à morte.
Siga uma dieta aprovada pelo seu veterinário ou pesquise alguns alimentos saudáveis que você pode compartilhar com seu cão . Resista a essa cara fofa e guarde a maior parte da comida humana para si.
Disso tudo, podemos concluir que nem todos os alimentos humanos ou os produto para uso humano são adequados para os cães.
Alimentos humanos seguros para os cães
Parece que quase nada pode, mas não é bem assim. Carnes magras, ovos cozidos sem tempero nenhum, são fontes ótimas de proteínas para eles, que vão adorar como petiscos.
As frutas que podem ser divididas com eles, sem exagero são: bananas, fatias de maçã (não maçãs inteiras), morangos, amoras, melancias, mangas, laranjas, peras, abacaxis e framboesas. Os pêssegos são passáveis, desde que não em calda, muito de vez em quando e não muito maduros.
Já legumes que podem ser oferecidos são: brócolis, couve-de-bruxelas, cenoura, salsão, pepino, vagem, ervilha, batata cozida, espinafre e batata doce cozida.
Para cães com problemas de dor de estômago ou diarreia, um franguinho bem cozido em água sem tempero e um arroz branco são aconselhados para firmar as fezes, além de nutri-los quando em processo de recuperação de alguma enfermidade.
Rações frescas preparadas à base de ingredientes usados em alimentos humanos estão disponíveis em casas de produtos para cães e normalmente têm ótima qualidade, não havendo praticamente restrições a seu uso – desde que, claro, sem exageros, inclusive para não atrapalhar a nutrição de animais acostumados a comer ração, que é o alimento por excelência, balanceado e correto para seu cão.
Você também pode preparar receitas, como biscoitinhos deliciosos, mas sempre deve consultar especialistas, como um veterinário ou pessoas que se dedicam a fazer e ensinar a fazer receitas de iguarias saudáveis para cães.
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Dormir com seu pet na cama
Animais de estimação são bons para sua saúde. Mas isso significa que você também deve deixar seu cão ou gato dormir em sua cama? Que vantagens e desvantagens eles têm?
Animais de estimação fazem você feliz, é claro!
No Brasil, 44,3% dos domicílios possuem pelo menos um cachorro, e 17,7%, ao menos um gato, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, há no total cerca de 53 milhões de cães e 22 milhões de gatos no país. Já na Holanda, por exemplo, é diferente: cerca de um quarto das famílias tem um gato como membro da família, e 20% das famílias vivem com um cachorro.
Ter animais de estimação parece ser bom para sua saúde. Eles nos fazem mais felizes por causa do amor incondicional que nos dão. Entre outras coisas, eles reduzem o estresse, diminuem a pressão sanguínea e diminuem a solidão. Com um cachorro, você também precisa caminhar várias vezes ao dia, o que proporciona exercícios extras.
Animal de estimação como um membro da família
As pessoas tendem a considerar seus animais de estimação como membros da família com direitos iguais. No Brasil, já houve até sentença de juiz que considerou cães exatamente assim.
Cerca de 40% dos proprietários de cães e gatos às vezes deixam seu amigo de quatro patas dormir em suas camas. Estes são principalmente solteiros e pessoas cujos parceiros estão regularmente fora. Mas será que é uma boa ideia deixar seu animal de estimação dormir em sua cama?
As opiniões são amplamente divididas sobre isso. Um pesquisador ficaria horrorizado com a ideia de ter uma fonte de bactérias contaminando sua cama. A companhia de um animalzinho também causa pior qualidade do sono, segundo alguns pesquisadores. Outros estudos demonstram que há benefícios à saúde. E agora?
Se você dorme bem na cama com um animal de estimação, isso parece ser principalmente uma questão pessoal. É por isso que listamos os prós e os contras para você, para que você possa tomar a decisão.
Os benefícios de dormir com animais de estimação
O que poderia ser melhor do que um abraço maravilhosamente suave e quente em sua cama? Além disso, dormir com seu cão ou gato tem muitos efeitos positivos na sua saúde. Um deles pode ser um melhor vínculo com o seu animalzinho.
Após um dia inteiro de trabalho, você perdeu a companhia do seu cão ou gato. Não é de surpreender quando você vê seu amigo de quatro patas entrar alegremente atrás de você no quarto para passar aquela noite fria e escura com você. Você e seu animal ficam mais felizes dormindo juntos. É bom para os dois, especialmente se você ficar muito tempo longe do seu amiguinho durante o dia.
O outro benefício é a sensação de segurança: você se sente mais seguro com seu cão perto de você. À noite, no escuro, você se sente mais vulnerável, especialmente quando dorme sozinho. Mas, graças ao seu cão, é como se você se sentisse mais protegido.
Outro benefício é a diminuição do estresse, por exemplo, em pessoas que têm insônia, que é frequentemente acompanhada de estresse, depressão e ansiedade. Os animais de estimação proporcionam uma sensação de calma e segurança e ajudam a neutralizar pensamentos negativos. Ao se deitar com seu cão ou gato, seu corpo produz ocitocina, que é um hormônio que reduz o estresse e tem um efeito positivo na pressão sanguínea e no sistema imunológico.
As pessoas que não se incomodam porque seus animais de estimação se movem muito à noite (veja as desvantagens abaixo) acham que dormem melhor graças ao seu amigo peludo. Há a sensação de algo agradável, acolhedor e confortável no fato de dormir com nossos animais de estimação, porque eles têm uma temperatura corporal mais alta do que a dos seres humanos. O calor do corpo de um animal de estimação e a respiração rítmica têm um efeito calmante. Por outro lado, no entanto, você dorme melhor se o seu corpo puder regular a temperatura. Em qualquer caso, ajustar o termostato um grau mais baixo quando você dormir na cama com seu animal de estimação é uma possibilidade – convenhamos que não tão simples.
Há comprovados relatos sobre crianças criadas em uma fazenda de animais têm menos probabilidade de sofrer de certas doenças autoimunes. Provavelmente, isso se deve aos muitos tipos de bactérias com que entram em contato. Ter um animal de estimação pode ser bom para o seu sistema imunológico, então, por esse motivo. Dormir na cama com seu cachorro ou gato colocará você em contato com todas as bactérias que eles carregam, fazendo com que você vá ganhando mais resistência contra elas, como se você fosse se acostumando a isso – acho que você acaba virando um pouco canino ou felino.
As desvantagens de dormir com um animal de estimação
Não importa o quanto você goste do seu animal de estimação, não se esqueça de que os animais têm práticas de higiene muito diferentes das nossas. Eles andam sem proteção nas patas, e pisam em lama e em urina e fezes, além de despreocupadamente enfiarem o focinho em lugares e objetos imundos. Não é raro que haja casos de gatos que bebam o líquido contido no vaso sanitário ou que cães comam fezes.
Além dessas questões de higiene, nem todo mundo dorme melhor com um animal de estimação na cama. O efeito tranquilizador pode não acontecer; aliás, dormir com um animal pode ter o efeito oposto, ou seja, interferir negativamente no seu sono, o que torna muitas das vantagens acima inválidas. Portanto, antes de deixar seu cão ou gato dormir em sua cama, leia as seguintes possíveis desvantagens.
A primeira desvantagem é que a proximidade muito grande com animais, especialmente no momento de repouso, pode piorar muito alergias e asma. Se você tem asma, é melhor não dormir na cama com seu cão ou gato, algo que também se aplica obviamente se você for alérgico a eles, mesmo que apenas levemente. Nesses casos, de asma e/ou alergia, é ainda melhor manter o animal completamente fora do seu quarto.
Mesmo que você não seja alérgico a animais, o pelo dos seus amiguinhos está cheio de alérgenos, como ácaros e pólen. O contato com esses alérgenos a noite toda aumenta o risco de desenvolver alergias. Além disso, esses alérgenos entram na roupa de cama e no colchão e multiplicam-se com o tempo.
A segunda desvantagem é que o contato com animais na cama pode aumentar o risco de doenças. Não é desconhecido o fato de que várias doenças são transmitidas dos animais aos seres humanos. Pessoas idosas, mulheres grávidas, crianças e pessoas com um sistema imunológico enfraquecido correm os maiores riscos à saúde e, portanto, não devem dormir com um animal de estimação na cama.
Os animais podem transportar parasitas como vermes. Os ovos desses vermes estão no pelo do seu animal de estimação, prontos para desaparecer entre os lençóis.
Seu cão ou gato pode estar infectado com algum tipo de doença, e você nem saber disso. Uma infecção por estafilococos pode ser bem desagradável se transmitida a você.
Um dos principais problemas são as pulgas na cama, criaturinhas que também podem transmitir doenças; já os gatos, em simples brincadeiras, podem, por seus arranhões, transmitir problemas para o homem.
Uma grande parte de nossos animais de estimação sofre de um problema típico deles: pequenos ácaros invisíveis, que são bastante ativos no escuro, que gostam de ficar zanzando nos cílios dos humanos, resultando em coceira e inchaço. Com o tempo, você pode ter olhos secos e visão turva. Você também pode ser acometido por sarna a partir desse tipo de ácaro.
Como os animais não usam calçados e apreciam, por exemplo, rolar no chão ou na grama, podem facilmente trazer bactérias de fezes que acabariam por se espalhar em sua cama, à noite.
Citamos acima as pulgas, mas, além delas, os carrapatos também gostam de se aninhar nos pelos dos animais. As picadas de carrapatos podem infectar os humanos com bactérias e vírus que podem causar doenças perigosas, como a doença de Lyme e a TBE (encefalite do carrapato).
Além de doenças, a noite pode ser realmente perturbada, pois o sono poderá ser interrompido por roncos dos nossos amiguinhos, os quais costumam ser bem ruidosos, quando ocorrem. Cães e gatos também se deslocam regularmente durante o sono, principalmente quando sonham.
Seu gato tem um sino? Então, é claro que isso também pode atrapalhar sua noite de sono. Além disso, os gatos são animais noturnos, o que aumenta a probabilidade de você acordar porque eles querem brincar, por exemplo.
Você também pode dormir pior porque se deita em uma posição diferente e menos agradável para não incomodar o animal.
E a última questão sobre a qual pouco se pensa, mas que é importante, especialmente se levarmos em consideração que animais de estimação devem ser treinados para se manterem domesticados, não agressivos, é que a proximidade extrema pode agravar problemas de dominância e agressão. Isso significa o famoso ‘mimo’: eles, por conta do privilégio, podem entender que seja algo acima de você na hierarquia. A cama pode se tornar o território do cão, que ele protegerá, também contra possíveis novos parceiros ou filhos. Já pensou o drama?
Dicas para pessoas que dormem com seus animais de estimação
Você sente pena do seu animal de estimação por deixá-lo dormir sozinho? Não se preocupe. Pesquisas mostram que seu cão ou gato realmente conseguem descansar o suficiente sozinhos. Se o problema, no entanto, é seu, ou seja, se você insiste em aconchegar-se contra seu casaco vivo e peludo à noite, leia as dicas a seguir.
Se você absolutamente deseja colocar seu cão ou gato na cama, visite o veterinário regularmente para que sejam administradas as vacinas e os tratamentos de vermes necessários.
Não deixe a cama se tornar o domínio do seu cão ou gato. Por exemplo, um cão deve poder ficar deitado no chão por 10 minutos, para só depois deitar na cama – em um local permanente – por convite, e isso deve ficar claro para ele, ou ele tomará conta de sua cama, tornando-se agressivo ao você querer retirá-lo de lá por algum motivo emergente, por exemplo.
Gostaria de ter seu animal de estimação perto de você à noite, mas não em sua própria cama? Pode ser uma opção dar a ele sua própria cama no quarto – por exemplo, na forma de uma cesta.
Troque sua roupa de cama com frequência, muito mais frequentemente do que faria na sua cama sem um animal de estimação. Também limpe seu quarto regularmente.
A decisão de deixar o animal dormir na cama deve vir já antes de você trazê-lo para sua casa. Então, se você está procurando um cachorro ou gato, considere com antecedência se deseja deixá-lo dormir em sua cama. Depois que seu amigo peludo estiver acostumado a deitar na cama com você, pode ser difícil mudar isso mais tarde. Talvez você esteja solteiro agora e ache suas noites frias e solitárias. Mas, se seu amigo de quatro patas estiver acostumado a ser seu amigo de cama desde o início, ele poderá achar difícil se, de repente, um rival se juntar a ele.
Pondere tudo isso, buscando a melhor de suas opções e assuma as consequências!