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  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) felina

    A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) felina

    As cardiomiopatias são problemas de saúde cada vez mais frequentes na rotina do médico veterinário de pequenos animais. São classificadas em quatro categorias gerais: cardiomiopatia hipertrófica, cardiomiopatia dilatada, cardiomiopatia restritiva e cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito.  

    A cardiomiopatia hipertrófica felina (CMM ou mais comumente abreviada HCM em inglês) não é uma doença cardíaca, mas uma síndrome, comum a muitas doenças (cardíacas ou não).

    A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas clínicos que um paciente pode apresentar em determinadas doenças, ou em circunstâncias clínicas que não são necessariamente patológicas. 

    A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é o principal problema de saúde relacionado ao coração dos felinos, caracterizado por hipertrofia ventricular esquerda, sem dilatação. É uma síndrome que afeta especificamente o miocárdio, que é o músculo do coração. A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) representa uma resposta adaptativa do coração à hipertensão arterial. Embora compensatória, essa hipertrofia predispõe à morbidez e até à morte do animal, além de ser importante fator de risco para a insuficiência cardíaca. 

     

    Causas da Síndrome

    As causas da cardiomiopatia hipertrófica (CMH) primária ou idiopática em gatos não são completamente conhecidas, mas reconhece-se uma anormalidade genética em alguns casos, mas ela pode ser secundária a outras doenças, como o hipertireoidismo ou a mutações na proteína C. 

    A maioria dos casos de CMH em gatos são resultado de uma doença geral como: hipertensão arterial, insuficiência renal crônica, hipertireoidismo, etc. Em caso de suspeita de CMH, deve-se começar procurando por uma doença geral.

    As causas genéticas não são tão comuns como às vezes se lê, e apenas certas mutações em certas raças são conhecidas até hoje, especificamente nas raças Maine Coon e Ragdoll, mas, segundo alguns estudos recentes, outras raças podem também ser afetadas, como veremos adiante. 

    A síndrome se caracteriza por um aumento na espessura e rigidez da parede ventricular esquerda, com consequente disfunção diastólica, ou seja, mau desempenho do relaxamento muscular do coração do animal, acompanhado de dificuldade no enchimento dos ventrículos. A valva mitral, que, por ser valva, faz o sangue fluir num único sentido, acaba regurgitando, ou seja, fazendo o sangue fluir no sentido oposto, em função da deficiência no enchimento dos ventrículos, levando a um aumento do átrio esquerdo do coração e consequente edema (inchaço) pulmonar originado no coração, o que pode levar a uma parada respiratória, se agudo. 

    Com o avanço da medicina veterinária moderna, no entanto, diversos problemas de saúde puderam ser abordadas com maior sucesso na clínica médica de pequenos animais, tais como a CMH felina. 

    A cardiomiopatia hipertrófica possui um amplo espectro clínico, variando de patologia leve sem sinais clínicos (apresentando apenas sinais subclínicos) à doença grave com complicações associadas, como distúrbios arrítmicos e morte súbita.

     

    Como é diagnosticada a cardiomiopatia hipertrófica felina e a dificuldade de obtenção de diagnósticos com custo acessível

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    O exame físico desempenha um papel limitado no diagnóstico dessa patologia. A sensibilidade e a especificidade da ausculta do veterinário para detectar patologia cardíaca são precárias, porque a maioria dos gatos com cardiomiopatia hipertrófica não apresenta anomalias auscultativas, e alguns deles apresentam sopro cardíaco fisiológico devido à obstrução dinâmica do ventrículo direito, sem que isso se caracterize como CMH. 

    O diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica felina é feito por ecocardiografia e é sempre um diagnóstico de exclusão. Um diagnóstico preciso da cardiomiopatia hipertrófica pode ser realizado se um espessamento de toda a parede do ventrículo esquerdo (ou uma região maior que 6 mm) for observado na ausência de hipertireoidismo, pressão alta e desidratação grave (ou seja, por exclusão dessas patologias). 

    Na CMH, ocorre o espessamento da parede cardíaca, geralmente acompanhado por um aumento no tamanho dos músculos papilares (encontrados nos ventrículos) e observa-se a obstrução da cavidade esquerda no final da sístole cardíaca (contração do músculo do coração). 

    Outros resultados que podem ser observados no ecocardiograma são: dilatação do átrio esquerdo e movimento da valva mitral anterior funcional por obstrução dinâmica na saída de sangue do ventrículo esquerdo. 

    Mas a ecocardiografia ainda é um procedimento oneroso, então, são necessários testes mais baratos e acessíveis para o diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica felina.

    Uma alternativa poderiam ser os biomarcadores de plasma ou soro, os quais têm sido utilizados na medicina humana para avaliar doenças cardíacas. A detecção da extremidade N-terminal do pró-hormônio do peptídeo natriurético cerebral (NT-proBNP) em gatos foi recentemente disponibilizada. Isso levou a comunidade científica a começar a explorar a utilidade desse biomarcador em problemas cardíacos em gatos. Há, nesse sentido, um importante estudo publicado na respeitadíssima publicação veterinária Journal of Veterinary Internal Medicine, disponível a importantes centros universitários europeus e dos EUA. 

    Segundo o estudo, o NT-ProBNP foi considerado útil para o diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica grave, mas não se mostrou sensível para o diagnóstico da ocorrência moderada ou leve da síndrome. Os autores do estudo concluíram, portanto, que o NT-ProBNP não pode ser usado para a triagem de cardiomiopatia hipertrófica, pois formas moderadas e leves da síndrome não seriam identificadas.

    Uma vez que o histórico do paciente e exames clínicos que consigam perceber algo além dos meramente físicos, como um ecocardiograma, apontem para a existência de insuficiência cardíaca, o exame que se usa para identificar um miocárdio ampliado é, atualmente, o ultrassom cardíaco. Se o exame confirmar a presença de um HCM, uma possível causa deve ser encontrada, inclusive através de exames de sangue e de uma aferição de pressão arterial.

    No caso específico de causas genéticas, temos que ficar atentos principalmente às  raças Maine Coon e Ragdoll, que são as mais suscetíveis a contraírem a síndrome no processo de reprodução com a interferência humanal, e a pesquisa (impulsionada pelos criadores de Maine Coon a partir do início da década de 1990) chegou a identificar uma mutação genética específica para o Maine Coon e o Ragdoll, detectável por teste de DNA. Este teste de DNA detecta a mutação do gene MyBPC3 em ambas as raças. Como se sabe que há pelo menos uma outra causa de HCM em gatos, este teste de DNA, por si só, não é suficiente para dizer se um gato está imune à síndrome ou não. É necessário completar com ecocardiogramas a partir dos 18 meses de idade. Os ultrassons de modo 2d e de modo M medem a espessura das paredes do coração e o tamanho das cavidades às quais é adicionado um ecodoppler colorido, mais preciso do que o ecodoppler pulsado ou o ecodoppler contínuo. Este último ultrassom permite uma visão do fluxo sanguíneo dentro do coração. Algumas clínicas veterinárias também possuem equipamentos para realizar ecodopplers de tecido, que podem detectar formas anteriores da síndrome.

    A detecção, como se pode deduzir, é bastante sofisticada e onerosa. 

     

    Sintomas

    Aqui também, a situação é muito confusa, pois alguns animais podem, embora estejam acometidos por uma forma grave da síndrome, não apresentar sintomas ou anormalidades durante a auscultação cardíaca. Esta situação explica uma série de mortes súbitas encontradas entre felinos domésticos. Como dissemos acima, o exame meramente físico é bastante limitado. Em geral, os sintomas incluem:

    • fadiga rápida durante o exercício físico,

    • insuficiência cardíaca (arritmia, taquicardia, sopro cardíaco),

    • embolia ou edema pulmonar,

    • dificuldade para respirar,

    • paralisia dos membros traseiros secundário à embolia de um coágulo (ou trombo) que geralmente se forma no aurículo esquerdo muito anormalmente dilatado.

    No estetoscópio, a frequência cardíaca pode ser bastante normal. No entanto, é comum que nenhum dos sintomas acima sejam notados até que ocorra a morte do gato.  

     

    Como a síndrome é transmitida

    Não há uma transmissão de um indivíduo a outro, nem de outro animal a um gato, mas apenas na forma genética, exatamente por ser uma forma genética, existe uma transmissão hereditária. As modalidades variam dependendo do tipo de mutação. Podem ser encontradas famílias inteiras de gatos com CMH. 

    Se pegarmos o exemplo de um Maine Coon, a transmissão é feita em um modo autossômico dominante com penetração completa, mas de expressão variável. A síndrome afeta, portanto, tanto os machos quanto as fêmeas, e apenas um dos pais é suficiente para transmitir a doença aos seus descendentes. Todos os gatos portadores da mutação desenvolverão a doença, mas, na comparação de um indivíduo para outro, a doença ocorrerá mais ou menos cedo e com uma intensidade diferente. 

    O mesmo acontecerá com o american shorthair ou com o ragdoll, enquanto com o persa, por exemplo, é muito menos comum porque se trata de um gene recessivo. Portanto, é preferível eliminar do circuito reprodutivo qualquer gato detectado como positivo, mesmo que a síndrome ainda não tenha ocorrido.

     

    Tratamento da causa inaugural

    Não há tratamento específico para a hipertrofia do miocárdio. Se uma causa específica for identificada, o tratamento adequado será instituído: tratamento para insuficiência renal, para hipertireoidismo, etc.

    Se houver insuficiência cardíaca induzida pelo CMH, o tratamento para melhorar a qualidade de vida do animal e prevenir possíveis complicações é instituído. Até o momento, não há consenso sobre um determinado protocolo terapêutico.

     

    Evolução

    A evolução do quadro clínico depende muito da causa responsável, das alterações do miocárdio e de outros fatores. Em alguns casos, quando o tratamento específico e eficaz permite remover a causa (ou seus efeitos), pode ser observada uma normalização das alterações no ecocardiograma, o que é um fator que está associado à cura. Por outro lado, em muitos casos, a doença pode evoluir para uma insuficiência cardíaca cada vez mais grave, até tromboembolias e até mesmo uma morte súbita.

     

    Pesquisa

    Atualmente, há criadores das principais raças envolvidas trabalhando juntamente com escolas veterinárias de todo o mundo para melhorar as soluções para a detecção de gatos portadores, a fim de melhorar eliminá-los do circuito reprodutivo. 

    Na França, por exemplo, o Departamento de Cardiologia da Escola Nacional de Veterinária de Alfort, a principal escola veterinária daquele país, está seriamente empenhado nas pesquisas sobre a síndrome.

    Muitos outros laboratórios ao redor do mundo estão trabalhando em pesquisas sobre essa síndrome. Os Drs. Meurs e Kittleson da Universidade de Califórnia a Davis estão particularmente envolvidos nessa pesquisa, assim como o Laboratório Antagene, a Escola Veterinária Dinamarquesa e a Winn Feline Health Foundation, que arrecada fundos para a pesquisa sobre o HCM para as raças de gatos Ragdoll, Norueguês e Sphynx.

     

    Os donos de gatos da raça bengal têm que se preocupar com a síndrome?

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    Segundo a professora e médica veterinária Raquel Valério, da Universidade de Évora, Portugal, no livro Clínica de animais de companhia, editado em 2016, a CMH tende a apresentar uma predisposição genética em algumas raças felinas, com maior prevalência nas raças Maine Coon, Persa, American Shorthair, Ragdoll, Bengal e Sphynx. Apesar de afetar principalmente raças puras, tem sido cada vez mais observada em gatos de pelo curto de raças indeterminadas. Tem sido relatada com mais frequência em gatos machos, mas pode também acometer fêmeas. Em sua generalidade, é descrita em animais jovens e de meia idade, embora haja uma ampla faixa de distribuição etária.

    Conclui-se que o bengal não está excluído da possibilidade de ser acometido, até por fatores hereditários, pela síndrome, principalmente porque os estudos ainda não são conclusivos sobre ela.

    Quanto às medidas a tomar por pessoas que desejam ter um gato bengal como seu animal de estimação, para evitar as questões genéticas que estão envolvidas na criação, como vimos acima, algo que ainda está dependendo de muitas pesquisas, o melhor é procurar um gatil confiável, reconhecido na área, com recomendação de veterinários, para escolher o seu bichano. 

    No caso de origens ainda não tão bem conhecidas, o jeito é cuidar bastante do seu felino e estar sempre preparado para, em caso de algum sinal da síndrome, buscar logo o exame de coração mais adequado e tentar mapear o mais rápido possível as causas e tratá-las assim como seus efeitos com a ajuda de seu veterinário de confiança. 

  • Como limpar as orelhas de cães e gatos

    Como limpar as orelhas de cães e gatos

    Caso você não saiba, é importante sempre verificar como estão as orelhas de seus animais de estimação. Um dos sinais de que algo não vai bem é a coceira intermitente que cães e gatos podem manifestar.

    A cera nos ouvidos – um dos problemas – impede os humanos de ouvir bem, nos animais não é diferente. Ocorre, porém, que neles, que possuem cavidade auditiva bem maior do que a dos humanos, a cera e sujidades podem atrair parasitas, como carrapatos, só para dar um exemplo. Vamos aprender a limpar, hidratar e reequilibrar as orelhas de cães e gatos, deixando ao redor delas uma agradável fragrância de limão?

    Procedimentos para a higienização das orelhas de seu animal de estimação

    Como os animais não conseguem dizer aos tutores que eles, cães, estão com problemas auditivos, cabe aos humanos perceberem os sinais, como coceiras ou queixas ao simples toque (estas, sinais de dores causadas por algum problema mais sério).

    Os dois procedimentos absolutamente necessários são a limpeza com determinada frequência das orelhas (o que inclui uma limpeza mais profunda que chegue às partes internas dos ouvidos que sejam acessíveis) e eventualmente a aplicação de algum produto farmacológico (remédio), se o problema já tiver alguma dimensão maior ou for bem recorrente (em algumas raças, otites são mais comuns, como veremos).

    Exemplo de produto disponível

    O mercado de produtos veterinários já é bem grande no Brasil e dispõe de vários produtos, inclusive para a limpeza e higiene dos ouvidos de animais domésticos. Daremos o exemplo de um deles, que traz já na embalagem instruções bem fáceis de serem seguidas para o procedimento.

    Trata-se do Sonotix®, marca registrada de um produto do laboratório francês Vetoquinol.

         Veja como é fácil fazer a limpeza das orelhas dos animais domésticos

    Não há necessidade de ter medo de limpar as orelhas de seus bichinhos, porque hoje produtos como o Sonotix® facilitam essa rotina. O produto é exclusivamente para uso veterinário e já traz na própria embalagem os procedimentos necessários.

    O efeito do produto

    O produto que usamos como exemplo apresenta-se como sendo uma solução auricular de limpeza profunda e é indicado para cães e gatos, tendo uma tripla ação: remover o cerume de forma rápida e eficaz; manter saudáveis os ouvidos do animal; e neutralizar o odor que exala de canais auditivos de animais, especialmente os que têm orelhinhas que os abafam, como é o caso de animais com orelhas rebaixadas. O cocker spaniel é exemplo de uma raça com essas características, não por acaso uma das que mais sofre com otites e que até é a capa do estudo da própria Vetoquinol publicado sobre o produto (disponível emhttps://www.vetsmart.com.br/cg/estudo/13921/sonotix-uma-nova-dimensao-na-otologia), sob o título “Chegou Sonotix”.

    Sequência de procedimentos para a limpeza:

    1. Despeje com cuidado duas gotas do produto no canal auditivo com o uso da cânula aplicadora que acompanha o produto. Em animais com orelhas grandes, elas precisam ser obviamente afastadas para que se consiga ver o canal auditivo do animal. A ponta da cânula deve ser colocada na entrada da orelha e deve-se, em seguida, apertar o frasco até que se possa sentir que dele saíram jatos. Não se preocupe com excessos.
    2. Faça massagem por um minuto pressionando a orelha contra o corpo do animal, delicadamente, de baixo para cima, o que ajuda a soltar e remover os resíduos internos.
    3. Deixe o animal chacoalhar a cabeça – ele o fará inevitavelmente.
    4. Limpe eventuais excessos do produto com algodão ou um lenço de papel.

     

    Evitar machucar o animal

    Especialmente em animais que se queixam ao simples toque, mas também observando cuidados mínimos em todos os animais, procure evitar machucar o animal, respeitando as fases acima, efetuadas com o cuidado necessário na pressão, na colocação da cânula, no massageamento e na limpeza do excesso.

    Evite pressões excessivas (o grito do animal é o sinal importante de que está havendo alguma força a mais), movimentos bruscos e pressa. No caso da colocação do algodão ou papel para retirar o excesso, não há necessidade de forçar seu dedo no interior do canal auditivo do animal, apenas se deve colocar o algodão e fazer um movimento circular delicado para promover a limpeza – é mais o algodão que seu dedo que entra no ouvido do animal. Não piore a condição do animal, portanto! Saiba que limpezas bruscas podem até provocar a perfuração do tímpano do animal, o que inevitavelmente o levará à surdez.

    Como o pH do produto é neutro, não há nenhum perigo de que a limpeza agrida a pele das orelhas dos ‘pets’.

    Agentes para diminuir ou amolecer o cerume dos ouvidos (ceruminolíticos)

    Os ingredientes do produto são suaves. Eles foram tratados e tornados acessíveis ao público para ajudar na limpeza do ouvido dos ‘pets’ sem causar neles qualquer alergia tampouco irritar a pele ou o pelo dos animais.

    O produto citado contém três agentes ceruminolíticos, ou agentes que ajudam a diminuir ou amolecer o cerume dos ouvidos, que é a cera dos ouvidos, aquela substância meio líquida, meio pastosa, grosso, gordurosa e amarelada que se forma no conduto auditivo externo. São eles: o transcutol V, a glicina capriloil e o álcool isopropílico.

    O transcutol V interfere na integridade do cerume, ou seja, promove o processo de liberação das aderências do cerume da superfície onde está instalado, que é o ouvido do animal.

    A glicina capriloil agiliza o processo de limpeza através do processo de emulsão (que provoca a dispersão de um líquido em outro não imiscível – que não se mistura – com ele) dosdebris celulares, que são fragmentos de células que ocorrem por alguns motivos, entre os quais a necrose de células – no cerume, isso é bastante comum. O cerume normal é necessário para proteger o ouvido de poeira e micro-organismos que podem causar infecções no ouvido. O problema é o excesso, que é comum em ‘orelhas abafadas’, como as dos ‘cockers’, por exemplo. A retirada de cera deve ser adequada, não havendo retirada contínua, porque, quanto mais cera se retira, mais as glândulas sebáceas a produzem, como forma de compensação. A retirada sem critério pode provocar o que o excesso de cera também provoca: otites e até surdez. O uso do produto uma vez por semana visa a dar a adequada limpeza, sem excesso, do cerume.

    O álcool isopropílico, também auxiliar na emulsão dos debris celulares, tem função adstringente, ou seja, de compressão dos tecidos e diminuição das secreções do ouvido.

    Na composição do produto, entram também: calêndula, glicerina, labrasol, fragrância de limão, polisorbato 80, TRIS, glicina undecilenoil e água.

    A calêndula e a glicerina têm duas funções: são umectantes (provocam umedecimento da pele) e emolientes (provocam amolecimento da delicada pele para o efeito desejado de favorecer a dissolução do excesso de cera e seu escorrimento).

    O labrasol é um agente que favorece a emulsão e a solubilidade da glicina capriloil e do álcool isopropílico.

    A fragrância de limão colabora para o controle do odor da superfície do ouvido.

    O polisorbato 80 é um conhecidíssimo estabilizante e emulsificante.

    O TRIS – abreviação de tris(hidroximetil)aminometano, é um produto muito usado em géis para manter o pH estável, ou seja, para evitar alterações bruscas do pH natural de uma superfície.

    A glicina undecilenoil é um lipoá4cido, que facilita a manutenção do pH normal da orelha, que é ácido. É mais eficiente do que produtos à base de ácidos láticos, tendo havido já estudos em pessoas, com resultados mais favoráveis aos lipoácidos.

    A água, o solvente universal, usada na formulação do produto, possibilita, no caso de produtos para tratamento de otites, a higiene da orelhaantes da utilização desses produtos.

    Frequência da limpeza

    A recomendação normal é de uso uma vez por semana para limpeza, mas esse período pode ser reduzido segundo orientação veterinária. Não contrarie a orientação do veterinário nem aplique o produto, se não tiver a devida orientação, em períodos mais frequentes do que uma vez por semana, para evitar justamente o efeito de retirada indiscriminada do cerume, o que provocará também efeitos nocivos à audição do seu animal.

    Conservação do produto

    Deve-se conservar sempre o produto em sua embalagem original, fechada e em local seco, ao abrigo da luz e umidade. Ele não deve ser armazenado junto a produtos tóxicos.

    Contraindicações e precauções

         Não se deve utilizar nenhum tipo de produto de limpeza nos casos onde houver suspeita de ruptura da membrana timpânica ou presença de erosão da bigorna, um dos três ossículos responsáveis pela comunicação dos sons no ouvido, fenômeno comum em otites médias. A erosão é uma ruptura na superfície de um osso de revestimento (cortical). O veterinário deve ser imediatamente consultado.

    Excelente avaliação do produto

         Um procedimento avançado para diagnóstico de problemas de ouvido usado por veterinários é a videotoscopia. Com ela, avalia-se o ouvido externo e a membrana timpânica com imagens bem mais detalhadas que o otoscópio tradicional. Infecções, inflamações, tumores, ruptura da membrana timpânica e otite média são os possíveis diagnósticos encontrados neste exame.

         Quando verificada com videotoscopia, os escores citológicos (que marcam a redução de debris celulares) foram melhores com o Sonotix® na comparação com um produto concorrente. O estudo mostrou, por exemplo, a aplicação numa fêmea da raça cocker inglês, de 5 anos, apresentando a redução após 30 minutos da aplicação do produto, do escore citológico de 7 para 4; o resultado após uma semana reduziu o índice para 1. Já, num labrador retriever macho de 3 anos e meio, menos sujeito ao problema do que cockers, o produto concorrente chegou aos respectivos escores: 6 (no momento da aplicação), 5 (após 30 minutos) e 3 (após uma semana). Os índices de redução, comparativamente foram:

    Tempo

    Sonotix®

    Concorrente

    Após 30 minutos

    42,85% de redução

    16,66% de redução

    Após uma semana

    85,71% de redução cumulativa

    33,33% de redução cumulativa

     A vantagem sobre o concorrente é de 2,5 vezes mais eficiência do Sonotix®.

     Fale com seu veterinário. Se ele não conhecer o produto, indique o estudo acima apontado (“Chegou Sonotix”). O seu animal bem como os tratados por ele podem se beneficiar muito com o uso deste produto inovador.

     

  • É preciso limpar os olhos dos cães? Como fazer isso?

    É preciso limpar os olhos dos cães? Como fazer isso?

    Qualquer que seja a raça, os cães têm uma sensibilidade particular nos olhos, e esse órgão requer atenção diária. Portanto, é importante limpar os olhos do cão regularmente.Em raças pequenas, os canais lacrimais dos olhos do cão frequentemente ficam bloqueados, resultando em lágrimas escorrendo pelo canto do olho, o que acaba por manchar os pelos, algo visível pela alteração de sua coloração original.

     

    Cuidados externos

    Os cuidados que você pode oferecer aos olhos do cão serão externos e, portanto, afetarão apenas as seguintes estruturas: córnea, conjuntiva, ângulos dos olhos.

     

    Limpando os olhos do cachorro

    Os produtos a serem usados para lavar os olhos do cão são apenas loções para os olhos de limpeza específicas para cães ou soro fisiológico (em uma única cápsula, isso pode ser transportado e armazenado com muita facilidade).

    Para evitar estrias desagradáveis, limpe o olho todos os dias com uma compressa embebida em um antisséptico ocular e não um algodão que deixe filamentos nos cílios.

    O modo correto de limpar um olho é ir do ângulo interno (aquele mais próximo dofocinho) ao ângulo externo (o mais próximoda têmpora) para evitar trazer sujeira de volta ao olho.

     

    Conjuntivite

    Em caso de infecção por conjuntivite, a limpeza é necessária antes da aplicação do produto de tratamento. A ação do princípio ativo da droga será acentuada pela limpeza prévia. Incutir o tratamento de colírio em um olho sujo diminui bastante a eficácia do tratamento.

     

    Higiene regular

    Para a higiene regular dos olhos do seu animal, use um produto específico recomendado para ele, pois, assim fazendo, não haverá risco de irritação.

    Regras básicas para o cuidado com os olhos de um cão:

    1. Use uma compressão, não algodão.
    2. Segure o animal com cuidado para não o machucar.
    3. Nunca trate um olho vermelho ou sujo – limpe-o antes ou procure auxílio de um veterinário para saber a forma certa de atuar.

    Os produtos mais indicados para as limpeza dos olhos do cão (sempre a partir de indicação de um médico veterinário):

    1. Soro fisiológico
    2. Compressa
    3. Colírio antibiótico
    4. Colírio antisséptico

    Os diferentes tipos de colírio (de acordo com o tipo de problema e com a orientação de um veterinário especializado)

    1. Anestésico
    2. Antibiótico
    3. Anti-inflamatório

    Como aplicar o colírio

    1. Instile a quantidade de gotas determinada no canto interno do olho.
    2. Não faça use de colírios por mais de 15 dias, a não ser produtos especiais recomendados em casos específicos de problemas recorrentes que requeiram auso contínuo do colírio e sob orientação de um veterinário.
    3. Não aplique colírio sem um diagnóstico preciso da condição do animal, pois isso pode ser mais prejudicial a ele do que benéfico.

     

    Os sinais alarmantes em oftalmologia

    1. Olho fechado.
    2. Secreção purulenta.
    3. Dor repentino.

    Primeiras medidas em casos de sinais alarmantes

    1. Limpar os olhos com solução salina.
    2. Cobrir os olhos com uma compressa.

    Apenas isso. Em seguida, o mais rápido possível, levar o animal a um veterinário especializado.

     

    Produtos disponíveis no mercado

                Além do manuseio correto ao aplicar os produtos, é necessário conhecer aquilo que é adequado e que está disponível. A razão é simples: assim como nos humanos, os olhos do cão são frágeis!

    Existem muitos itens disponíveis, mesmo na Internet, a preços excelentes e perfeitamente adequados à higiene ocular do seu amigo de quatro patas. Procure laboratórios confiáveis e marcas de prestígio. Os produtos disponíveis mais comuns e sem praticamente contraindicações são as loções para os olhos, os soros de limpeza e as gotas hidratantes com ácido hialurônico para a limpeza dos olhos dos cães.

     

    O conselho veterinário para limpar adequadamente os olhos de seu cão

    A doutora NoémieTommasini, diretora e instrutora da Escola Superior de AIDS Veterinária – Institut Bonaparte, em Paris, explica a seguir como limpar os olhos de seu cão.

    1) Você precisará de:

    – um limpador para olhos,de uso veterinário;

    – compressa;

    – um deleite para recompensar o seu cão no final da limpeza.

    Você tem tudo isso? Então, vamos à obra: coloque seu cão confortavelmente em uma mesa, no chão ou no colo, dependendo do tamanho dele.

    2) Com a mão menos habilidosa (se destro, com a esquerda; se canhoto, com a direita), abra as pálpebras. Com a outra mão, despeje o limpador sobre os olhos sem tocar neles. Com os dedos, feche e abra as pálpebras para distribuir bem o limpador. Não há risco de overdose, portanto, não se preocupe se houver derramamento a mais do que o estritamente recomendado.

    3) Feche as pálpebras e limpe o produto que transbordar com uma compressa. Para esta etapa, evite o algodão, que pode deixar pequenos filamentos no olho.

    Você conseguiu? Faça o mesmo com o segundo olho, lembrando de recompensar o seu amiguinho no final.

    Concluindo: use um limpador de olhos próprio para a limpeza de olhos de cães, abra as pálpebras, aplique o produto, abra e feche as pálpebras, limpe os excessos e recompense  animal.

  • Como tratar a obesidade do seu cão

    Como tratar a obesidade do seu cão

    Se alguém disser que obesidade é uma doença, não estará ofendendo pessoas ou animais gordinhos. E que tipo de doença é? Uma doença nutricional. E cães também podem ser acometidos por essa doença.

    O que define a obesidade é o excesso de gordura corporal. Ela é um problema predominante em animais de estimação criados em casa, não nos encontrados nas ruas. Nos EUA, por exemplo, segundo uma pesquisa de 2018, de uma associação para a prevenção de obesidade em animais de estimação, revelou que 56% deles tinham excesso de peso. Quais as consequências da obesidade para os cães?

     

    Efeitos adversos

    Os efeitos adversos à saúde dos cães podem ser sérios e até reduzir a vida útil do animal, mesmo que ele só esteja moderadamente acima do peso. Ela pode estar associada a vários problemas de saúde importantes, como diabetes, doenças cardíacas e artrite. O melhor, então, é manter um peso corporal saudável para seu animal de estimação, para melhorar a qualidade vida geral dele.

                

    Há raças com maiores riscos de se tornarem obesas?

    Não há uma raça específica que apresente predominantemente o problema, mas cães que são superalimentados, os que não conseguem se exercitar ou que acabem retendo, por tendência, gordura corporal, estes têm maior risco de se tornarem obesos.

    Quanto à questão da idade ou de outra condição, podemos indicar que a faixa etária em que é mais comum a obesidade é entre 5 e 10 anos, sendo que a castração e a condição de viverem muito tempo em ambientes fechados favorecem também a obesidade. 

     

    Os sintomas

    Um cão acima do peso apresente os seguintes sinais básicos ou sintomas:  ou sinais básicos:

    • A diferença numérica (para mais) manifesta na balança quanto aos quilos;
    • A gordura corporal excessiva, por exemplo, com a ocorrência de nódulos de gordura;
    • Falta de vontade ou até incapacidade de se exercitar;
    • Medição de índice de condição corporal alto.

     

    As causas

    Várias são as causas da obesidade nos cães, sendo a mais comum o desequilíbrio entre a ingestão e o uso de energia, ou, em outras palavras, o cão consome mais calorias do que consegue gastar. 

    1. Desequilíbrio na velhice

    Na velhice, observa-se também uma diminuição normal na capacidade de um cão se exercitar, devido a problemas articulatórios e/ou a outras condições, o que colabora para esse desequilíbrio energético.

    2. Guloseimas ministradas por humanos

    Os tutores e pessoas que oferecem alimentos aos cães podem agravar a condição ao oferecerem alimentos com alto teor calórico, guloseimas frequentes e sobras de mesa. 

    3. Hipotireoidismo

    Entretanto, há outras causas comuns, que são hipotireoidismo, insulinoma, hiperadrenocorticismo (a chamada  Síndrome de Cushing) e a castração. 

    O hipotireoidismo é o funcionamento deficiente da glândula tireoide, que se localiza no pescoço do animal. Há um desregulamento na produção de hormônios, ou seja a tireoide baixa a produção de hormônios que regulam a energia do pet. Além do ganho de peso, o animal pode apresentar letargia, fraqueza, feridas, queda de pelos e depressão. Para melhorar a condição do cão com hipotireoidismo, é necessário que haja a reposição de hormônios, algo que costuma durar a vida toda do animal. É um problema que acomete geralmente cães adultos, que o desenvolvem a partir de componentes genéticos, havendo predominância do problema nas raças labrador, goldenretriever, beagle e cocker. Dietas especiais para cães com hipotireoidismo são também geralmente prescritas.

    4. Insulinoma

    Insulinoma é um tumor maligno, que normalmente se encaminha para metástase. É uma doença gravíssima, mas rara. A tendência é de se manifestar em raças de médio e grande porte, de meia idade ou idosos, com maior risco para as raças pastor alemão, boxer, poodle, setterirlândes, collie e fox terrier.

    5. Síndrome de Cushing

    O hiperadrenocorticismo, conhecido também como Síndrome de Cushing, tem relação direta com as glândulas endócrinas (excesso de produção de cortisol) e é também doença mais comum em cães de meia idade e idosos, acometendo com maior incidência animais pequenos. Como a doença provoca apetite exacerbado e prostração, com atrofia muscular, o cão fica muito tempo sem exercício e acaba se tornando obeso.

    6. Castração

    Nem todo cão castrado acaba ficando obeso, mas a castração pode ocasionar, sim, obesidade, devido a mudanças hormonais que podem tornar o cão mais calmo, sem muita energia para exercício, algo que, se acompanhado de alimentação não muito vigiada, pode levar à obesidade.

     

    Diagnóstico

    Como verificar se o cão é obeso? Antes, é preciso esclarecer que estar um pouco acima do peso, ou um pouco gordo, não significa estar obeso.

    A obesidade é diagnosticada medindo-se o peso corporal do cão, medição cujo resultado deve levar a um escore de condição corporal (ECC), que envolve a avaliação da quantidade de gordura no corpo.

    Normalmente, o veterinário examinará o cão sentindo as costelas, a região lombar, a cauda e a cabeça. Ele fará medições e comparará os dados com o padrão da raça.

     

    O que é ser um cão obeso

    Ser obeso para um cão significa ter um excesso de peso corporal de aproximadamente 10 a 15%. Existe um sistema de pontuação para a obesidade que tem até 9 pontos, no qual os cães obesos são os que apresentarem condição corporal acima dos 7 pontos.

     

    Tratamento da obesidade em cães

    A perda de peso deve ser gradual e sustentável a longo prazo. Só há dois métodos universalmente conhecidos e óbvios: reduzir a ingestão de alimentos e aumentar a atividade física para o animal.

     

    Dieta

    O veterinário que cuida do animal pode ajudar a criar um plano de dieta, com horário de alimentação e ingestão diária recomendada de calorias.

     Alimentos para perda de peso para cães ricos em proteínas e fibras alimentares, mas com baixo teor de gordura, são normalmente recomendados, uma vez que as proteínas estimulam o metabolismo e o gasto de energia.

    A proteína também ajuda a proporcionar uma sensação de saciedade, para que seu cão não sinta fome novamente logo após comer. A fibra alimentar também ajuda os cães a se sentirem saciados depois de comer, mas, diferentemente das proteínas, contém pouca energia.

     

    Exercício

    Aumentar o nível de atividade física do seu cão é vital para a perda de peso bem-sucedida. Tente passar com ele com a coleira por pelo menos 15 a 30 minutos, duas vezes por dia e brincando com ele para estimulá-lo a se movimentar, com jogos de pegar objetos, por exemplo.

    IMPORTANTE: condição para o exercício!

    Antes de iniciar um regime de exercícios , verifique com seu veterinário se o seu cão está livre de condições relacionadas à obesidade que podem dificultar o exercício, como artrite ou doenças cardíacas.

     

    Vida e Gestão

    O tratamento de acompanhamento da obesidade inclui a comunicação regular com o veterinário, o monitoramento mensal do peso do seu cão e o estabelecimento de um programa de manutenção de peso a longo prazo, uma vez atingido o índice ideal de condição corporal do seu cão.

    Com um firme compromisso com o peso saudável do seu cão, você pode se sentir confiante de que ele está se sentindo melhor.

     

  • Quatro tipos de suplementos para cães

    Quatro tipos de suplementos para cães

    No Brasil, não são tão populares assim os suplementos nutricionais para cães, mas nos EUA, decisivamente, talvez um terço dos cães de lá recebam algum tipo de suplemento dietético para tudo, desde artrite e rigidez articular à saúde do coração, digestão e cuidados com o pelo.
    Embora não tenha havido pesquisas suficientes sobre a eficácia desses suplementos para cães para dizer definitivamente que eles funcionam, existem algumas evidências encorajadoras para apoiar seu uso.

    Segue uma lista de alguns dos suplementos mais populares para cães e para que são usados:

    Glucosamina
    O complemento mais popular para cães é a glucosamina, que é um amino açúcar encontrado naturalmente no fluido ao redor das articulações para ajudar a construir a cartilagem. Ela é retirada das conchas dos mariscos, também podendo ser produzida em laboratório.
    Muitos donos de cães e veterinários acreditam que a glucosamina é eficaz no tratamento da artrite em cães. Para cães mais velhos, pode aliviar a dor nas articulações e melhorar a mobilidade. Alguns estudos mostraram pouco ou nenhum efeito nesse sentido. No entanto, um estudo de 2007 no “The Veterinary Journal” mostrou que um suplemento de glucosamina reduzia a dor e aumentava a mobilidade após 70 dias de tratamento.
    Disponível em muitas formas, incluindo pílulas, pós e guloseimas, os suplementos de glucosamina são geralmente formulados com sulfato de condroitina, que ocorre naturalmente nos tecidos conjuntivos dos ossos e cartilagens.

    Óleo de peixe
    O segundo suplemento mais comum dado aos cães nos EUA é o óleo de peixe. O óleo de peixe contém ácidos graxos ômega-3 que melhoram a qualidade e brilho do pelo e aliviam as alergias da pele. Houve alguma pesquisa sobre se os óleos de peixe são úteis no tratamento de artrite, saúde do coração e saúde das articulações, mas os resultados são variados. Um estudo no “American Journal of Veterinary Research” sugere que os óleos de peixe também reduzem a inflamação, e muitos donos de animais o usam para esse fim.

    Antioxidantes
    Pensa-se que os suplementos antioxidantes neutralizam alguns dos efeitos do envelhecimento, como perda de memória e disfunção cognitiva. Eles também são usados como tratamento para doenças cardíacas em cães e para reduzir a inflamação. Encontrados em substâncias como as vitaminas C e E, os antioxidantes protegem o corpo dos radicais livres, moléculas potencialmente prejudiciais que podem danificar as membranas celulares e até causar morte celular. A coenzima Q10 é outro antioxidante natural e poderoso que ajuda a converter alimentos em energia, além de combater os radicais livres. É comumente usado como um suplemento antioxidante para cães.

    Probióticos
    Dado um aumento no uso de probióticos em seres humanos, não surpreende que os probióticos também tenham se tornado populares como suplementos para cães . Os probióticos vivem naturalmente no corpo, na forma de leveduras e bactérias vivas que ajudam na digestão e na saúde intestinal. Como suplementos, eles são usados para tratar diarreia e outros problemas digestivos. Os probióticos são apresentados ao público consumidor canino em várias formas, incluindo alguns iogurtes, cápsulas, tabletes mastigáveis, pós e em algumas formulações de alimentos para cães.

    Advertências
    Antes de entrar na onda do suplemento, existem algumas advertências importantes:
    1ª.) Sempre consulte seu veterinário antes de dar suplementos ao seu cão. Seu cão pode ter uma condição subjacente que precisa de atenção médica. E, se o seu cão estiver tomando remédios, suplementos, mesmo os de ervas, você precisa saber se têm algum efeito prejudicial.
    2ª.) Não caia nas afirmações que parecem boas demais para ser verdade. Suplementos não curam câncer, parvovirose ou outras doenças graves.
    3ª.) Compre uma marca respeitável de uma empresa respeitada, preferencialmente uma especialista em suplementos, alguma que já conduziu estudos clínicos e / ou obteve certificação de uma organização independente.
    4ª.) Não deduza automaticamente que os suplementos humanos são bons para cães. Alguns, como os que contêm alho, só para ficar num exemplo, podem ser prejudiciais para os seus amiguinhos peludos.

    Seja à base de plantas ou formulado em laboratório, existem evidências que sugerem que os suplementos podem ser úteis. Houve pouca ou nenhuma pesquisa sobre efeitos a longo prazo, mas alguns estudos e evidências obtidas a partir de eventos mostraram resultados bem-sucedidos, seja na forma de pelagem mais brilhante, passo mais animado e energético, melhor digestão ou melhor função cognitiva. E não é isso que todos queremos para nossos melhores amigos caninos?