Categoria: Cães

  • Yorkshire Terrier: Saiba como criar um

    Yorkshire Terrier: Saiba como criar um

    Não deixe que a delicadeza do Yorkshire Terrier o engane. Tenaz, mal-humorado, corajoso e às vezes mandão, o Yorkie exibe todos os traços de um verdadeiro terrier: late muito se não controlado, principalmente para estranhos, pode lutar até a morte contra um cão, se não for devidamente apresentado a ele (aos poucos, com cautela), não é tão bom para crianças pequenas (que o podem ver como um brinquedo) e é adaptável facilmente a apartamentos, pelo tamanho (de 20 a 25 centímetros, da pata à cernelha; no máximo, 30 centímetros). Muitas vezes nomeada a raça de cachorro mais popular em várias cidades americanas, os yorkies são os favoritos dos urbanos do mundo inteiro.Eles têm vida longa (de 12 a 16 anos) e são hipoalergênicos (sua pelagem é mais parecida com os cabelos humanos do que com pelos de animal), até servindo como pequenos cães de guarda. Esta é uma verdadeira “raça de personalidade”, proporcionando anos de risos, amor e companheirismo.

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    História

    O Yorkshire Terrier foi desenvolvido em meados de 1800 nos condados do norte da Inglaterra de Yorkshire e Lancashire. Tornou-se um cãozinho da moda para damas inglesas nobres no final da era vitoriana, mas no seu início era um cão tipicamente da classe trabalhadora, já que sua origem foram os tecelões da Escócia que migraram para a Inglaterra e trouxeram consigo seus terriers escoceses.Os tecelões escoceses se orgulhavam de seus terriers pequenos e duros, criados pequenos o suficiente para se espremerem nos cantos e recantos das fábricas têxteis em busca de roedores. O ponto de virada na história da raça ocorreu em 1886, quando o Kennel Club da Inglaterra concedeu o reconhecimento à raça, com isso tornando-se moda como companheiro das senhoras. E, à medida que a popularidade do Yorkie entre os da moda aumentava, seu tamanho diminuía para atender melhor à sua nova descrição de cargo: companheiro adorável e divertido sentado no colo do luxo.Piadas foram feitas sobre a longa e sedosa pelagem do Yorkie, com o pessoal das tecelagens britânicas dizendo, no século XIX, que seus cabelos finamente texturizados eram um produto dos teares. A região natal de Yorkie era um centro de mineração e fabricação de têxteis, e muitos yorkies (os maiores e mais pesados) eram empregados em minas de carvão como exterminadores de ratos. Hoje, ainda, nos Estados Unidos da América, eles são o terror dos esquilos.

    Saúde

    Por serem muito sensíveis, eles não gostam de temperaturas extremas (frio ou calor intenso), que devem ser evitadas, para não lhes causar problemas de saúde. Na aquisição, devem ser evitados filhotes extremamente pequenos (menores do que o padrão), porque são propensos a problemas de constituição genética e à saúde em geral. A raça pode ter luxação patelar (típico problema de cães pequenos), problemas oculares como a atrofia progressiva da retina (que pode levar à cegueira), problemas no fígado, traqueia colapsada, hipoglicemia, espirros reversos (de curta duração), além de problemas nos dentes e nas gengivas. A quantidade diária de alimento deve ser de ½ a ¾ de xícara de ração seca de alta qualidade por dia, dividida em duas refeições, com variações para mais ou para menos dependendo da constituição, do metabolismo, do nível de atividade do seu cão adulto e até da qualidade da ração. O peso normal de cães até 22 centímetros é de 3,2 kg, mas o ideal é a apalpação no meio da coluna, que deve ser sentida e devem ser vistas as costelas – se não forem vistas, é preciso reduzir a dose de comida.

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    A bela e sedosa pelagem dos Yorkies

    Os filhotes nascem pretos, com a pelagem azul e castanho se desenvolvendo gradualmente, geralmente após os um ano de idade. Filhotes que começam a clarear antes dos um ano de idade geralmente ficam mais cinzentos do que azuis.Da parte de trás da cabeça até a ponta da cauda, a pelagem é de um azul acinzentado escuro – às vezes descrito como o azul de um cano de espingarda – com um brilho azulado quando visto à luz do sol. A cabeça é dourada, não avermelhada, com os pelos castanhos mais escuros nas raízes do que nas pontas. A pelagem que cai sobre o rosto é longa, com o mesmo tom dourado da carinha. Os pelos são um pouco mais escuros na base das orelhas e no focinho. O bronzeado na cabeça não se estende além das orelhas, e nenhum pelo preto se mistura ao bronzeado. Os Yorkshire Terriers também têm patas bronzeadas, mas a cor bronzeada não se estende acima dos joelhos.Alterações hormonais também podem afetar a cor. As fêmeas no cio ficam mais leves e depois escurecem novamente após o término desse período. Escove suavemente a longa pelagem do Yorkie todos os dias para ajudar a evitar que os pelos se enrolem e para mantê-los limpos. Para manter a pelagem bela e brilhante, o banho do seu Yorkie deve ser semanal, sem necessidade de esfregar a pelagem, apenas molhá-la, aplicar-lhe o xampu e passar os dedos por el para levantar a sujeira, daí aplicar um condicionador suave e enxaguar bem o animal, também usando um condicionador suave para a secagem e escovação, considerando que escovar uma pelagem seca ou suja provoca quebra dos fios da bela pelagem do seu Yorkie. As unhas aparadas corretamente ajudam a evitar problemas. E aparar os pelos muito compridos junto à área anal é interessante para evitar sujidades e mau cheiro nos pelos da região.

  • É preciso limpar os olhos dos cães? Como fazer isso?

    É preciso limpar os olhos dos cães? Como fazer isso?

    Qualquer que seja a raça, os cães têm uma sensibilidade particular nos olhos, e esse órgão requer atenção diária. Portanto, é importante limpar os olhos do cão regularmente.Em raças pequenas, os canais lacrimais dos olhos do cão frequentemente ficam bloqueados, resultando em lágrimas escorrendo pelo canto do olho, o que acaba por manchar os pelos, algo visível pela alteração de sua coloração original.

     

    Cuidados externos

    Os cuidados que você pode oferecer aos olhos do cão serão externos e, portanto, afetarão apenas as seguintes estruturas: córnea, conjuntiva, ângulos dos olhos.

     

    Limpando os olhos do cachorro

    Os produtos a serem usados para lavar os olhos do cão são apenas loções para os olhos de limpeza específicas para cães ou soro fisiológico (em uma única cápsula, isso pode ser transportado e armazenado com muita facilidade).

    Para evitar estrias desagradáveis, limpe o olho todos os dias com uma compressa embebida em um antisséptico ocular e não um algodão que deixe filamentos nos cílios.

    O modo correto de limpar um olho é ir do ângulo interno (aquele mais próximo dofocinho) ao ângulo externo (o mais próximoda têmpora) para evitar trazer sujeira de volta ao olho.

     

    Conjuntivite

    Em caso de infecção por conjuntivite, a limpeza é necessária antes da aplicação do produto de tratamento. A ação do princípio ativo da droga será acentuada pela limpeza prévia. Incutir o tratamento de colírio em um olho sujo diminui bastante a eficácia do tratamento.

     

    Higiene regular

    Para a higiene regular dos olhos do seu animal, use um produto específico recomendado para ele, pois, assim fazendo, não haverá risco de irritação.

    Regras básicas para o cuidado com os olhos de um cão:

    1. Use uma compressão, não algodão.
    2. Segure o animal com cuidado para não o machucar.
    3. Nunca trate um olho vermelho ou sujo – limpe-o antes ou procure auxílio de um veterinário para saber a forma certa de atuar.

    Os produtos mais indicados para as limpeza dos olhos do cão (sempre a partir de indicação de um médico veterinário):

    1. Soro fisiológico
    2. Compressa
    3. Colírio antibiótico
    4. Colírio antisséptico

    Os diferentes tipos de colírio (de acordo com o tipo de problema e com a orientação de um veterinário especializado)

    1. Anestésico
    2. Antibiótico
    3. Anti-inflamatório

    Como aplicar o colírio

    1. Instile a quantidade de gotas determinada no canto interno do olho.
    2. Não faça use de colírios por mais de 15 dias, a não ser produtos especiais recomendados em casos específicos de problemas recorrentes que requeiram auso contínuo do colírio e sob orientação de um veterinário.
    3. Não aplique colírio sem um diagnóstico preciso da condição do animal, pois isso pode ser mais prejudicial a ele do que benéfico.

     

    Os sinais alarmantes em oftalmologia

    1. Olho fechado.
    2. Secreção purulenta.
    3. Dor repentino.

    Primeiras medidas em casos de sinais alarmantes

    1. Limpar os olhos com solução salina.
    2. Cobrir os olhos com uma compressa.

    Apenas isso. Em seguida, o mais rápido possível, levar o animal a um veterinário especializado.

     

    Produtos disponíveis no mercado

                Além do manuseio correto ao aplicar os produtos, é necessário conhecer aquilo que é adequado e que está disponível. A razão é simples: assim como nos humanos, os olhos do cão são frágeis!

    Existem muitos itens disponíveis, mesmo na Internet, a preços excelentes e perfeitamente adequados à higiene ocular do seu amigo de quatro patas. Procure laboratórios confiáveis e marcas de prestígio. Os produtos disponíveis mais comuns e sem praticamente contraindicações são as loções para os olhos, os soros de limpeza e as gotas hidratantes com ácido hialurônico para a limpeza dos olhos dos cães.

     

    O conselho veterinário para limpar adequadamente os olhos de seu cão

    A doutora NoémieTommasini, diretora e instrutora da Escola Superior de AIDS Veterinária – Institut Bonaparte, em Paris, explica a seguir como limpar os olhos de seu cão.

    1) Você precisará de:

    – um limpador para olhos,de uso veterinário;

    – compressa;

    – um deleite para recompensar o seu cão no final da limpeza.

    Você tem tudo isso? Então, vamos à obra: coloque seu cão confortavelmente em uma mesa, no chão ou no colo, dependendo do tamanho dele.

    2) Com a mão menos habilidosa (se destro, com a esquerda; se canhoto, com a direita), abra as pálpebras. Com a outra mão, despeje o limpador sobre os olhos sem tocar neles. Com os dedos, feche e abra as pálpebras para distribuir bem o limpador. Não há risco de overdose, portanto, não se preocupe se houver derramamento a mais do que o estritamente recomendado.

    3) Feche as pálpebras e limpe o produto que transbordar com uma compressa. Para esta etapa, evite o algodão, que pode deixar pequenos filamentos no olho.

    Você conseguiu? Faça o mesmo com o segundo olho, lembrando de recompensar o seu amiguinho no final.

    Concluindo: use um limpador de olhos próprio para a limpeza de olhos de cães, abra as pálpebras, aplique o produto, abra e feche as pálpebras, limpe os excessos e recompense  animal.

  • Como manter saudável o cão que vive no campo

    Como manter saudável o cão que vive no campo

    Mesmo, em geral, podendo ser o cão do campo mais saudável do que o da cidade, viver no campo pode causar perigos para a saúde do seu cão. 

    Viver no campo com o próprio cão e não ter à disposição muitos centros veterinários é uma situação que apresenta muitas desvantagens para a saúde, pois é um contexto em que uma doença ou um incidente podem se transformar em eventos bastante graves para o nosso pequeno amigo.

     Embora pareça um panorama delicado, o segredo para evitar que as coisas piorem é tomar algumas simples precauções. Deste modo tanto o tutor quanto o animal doméstico podem levar uma vida agradável e sem inconvenientes. 

     

    Seguem alguns conselhos úteis para quem não sabe manter o animal saudável no campo.

     

    Medicamentos e acessórios sempre necessários

    Alguns remédios, no entanto, deveriam sempre estar presentes com você. Seguem uma lista básica:

    • Clorexidina;
    • Peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada;
    • Tintura de iodo;
    • Diferentes tipos de antibióticos;
    • Comprimidos de carvão ativado;
    • Analgésicos;
    • Bandagem;
    • Suplementos alimentares;
    • Diferentes tipos de anti-inflamatórios;
    • Gaze;
    • Medicamentos antidiarreicos.

    Mesmo que você possua este kit para tratar seu animal de estimação em caso de acidente, você ainda deve conversar com o veterinário para lhe dizer a melhor maneira de tratá-lo, caso você não saiba o que fazer. A orientação para o uso de cada produto da lista acima e de outros que o veterinário indicar deve sempre partir do seu veterinário de confiança. Esteja sempre bastante consciente do cuidado que está prestando ao seu animal.

     

    Cuidado com a Leishmaniose

    Como você deve saber ou imaginar, um dos maiores riscos que seu animal de estimação pode correr vivendo em uma área rural é causado pela presença de pulgas, carrapatos e mosquitos. Esses insetos não são apenas irritantes, mas também perigosos, pois podem transmitir a leishmaniose, uma doença potencialmente letal.  

     

    Proteger os Alimentos

    Se você estiver no campo, cuide da comida, para que ela não seja alvo de concorrentes perigosos como ratos e outros roedores do campo que podem trazer doenças ao ambiente do seu animal.

    Em poucas palavras, nesse tipo de contexto, é muito importante que seu amiguinho siga uma dieta adequada, pois isso o manterá saudável.

     

    Condição física e Emocional associadas

    Preste atenção ao estado físico e emocional do seu bichinho.

    Sempre se deve prestar atenção ao humor de seus amiguinhos, bem como verificar a pele e os pelos deles, uma ou duas vezes por semana, para evitar eventuais problemas, como lesões ou infecções, que, se descobertas a tempo, têm mais chances de tratamento e cura. 

     

    Vacinas e vermífugos

    Nunca é demais cuidar da aplicação de vacinas e vermífugos e sempre pedir orientação ao veterinário sobre problemas específicos da raça que for escolhida para a sua companhia em sua morada no campo, a fim de que não haja nenhuma surpresa. E tomar todos os cuidados recomendados quanto à higiene do animal, porque nenhum ambiente rural torna imune o animal a problemas que teria em qualquer ambiente. 

     

  • Live Canal Rural – Como manter a saúde do seu cachorro no campo?

    Live Canal Rural – Como manter a saúde do seu cachorro no campo?

    Você já se perguntou sobre as dificuldades de se criar um cachorro de campo? Quais cuidados necessários?  E até mesmo, quais diferenças de comportamento ele pode ter em relação aos pets criados na cidade?

    Bom, seja para trabalhar no campo ou não, seu cão do campo precisa de diversos cuidados pois possui  algumas peculiaridades.

    Assim como nós humanos, que sempre tomamos vacinas e remédios para nos prevenir de doenças, com os cachorros também não seria diferente, são necessários cuidados específicos. Além disso, dependendo de como você cria seu cachorro, o comportamento dele também pode ser otimizado, para trazer mais bem estar a ele e a todos em volta.

    Para discutir esse assuntos de saúde e comportamento animal, convidamos a nossa parceira, a Vetoquinol (uma empresa francesa especializada em produtos veterinários), para participar de um bate papo sobre como melhorar e, principalmente, manter a qualidade de vida do seu cachorro de campo.

    O bate-papo será em uma live,  neste sábado, dia 16/05/2020, às 18:00 horas, nas redes sociais do Canal Rural (Instagram, Facebook e Youtube). Você não pode perder!

    Então, anote esse compromisso na sua agenda para tirar  todas as suas dúvidas e ainda receber diversas dicas para você e para o seu pet! Nós esperamos você lá!

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  • Cães no campo – Para que serve um cão pastor?

    Cães no campo – Para que serve um cão pastor?

    Em tempos de ordenha robotizada e quadriciclo para pastoreio, o cão pastor continua sendo um companheiro de equipe disponível em todas as horas e um companheiro eficaz

    O criador de animais de pastoreio é chamado a trabalhar cada vez mais sozinho, e o cão prova ser um seu aliado indispensável. Eficaz em todos os tipos de rebanhos (vacas leiteiras, bovinos em aleitamento, ovinos, caprinos, suínos ou aves), este parceiro pode prestar múltiplos serviços: busca, contenção, triagem, montaria no gado, trabalhos em construção etc. Ele facilita e simplifica os deslocamentos dos animais e garante o cuidado e o manuseio. Resumindo, permite que o criador conduza o seu rebanho com toda a tranquilidade.

     

    As razões que levam um criador a adquirir um cão pastor

    Entre as motivações que podem levar um criador a adquirir um cão, estão:

    • Dificuldades e/ou incidentes repetidos durante o manejo de animais;
    • Necessidade de mão de obra;
    • A condição física do criador, que pode ter diminuído e não permite mais deslocamentos tão rápidos a cavalo ou mesmo guiando um quadriciclo;
    • O prazer de trabalhar com um cachorro.
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    Pontos a serem considerados

    • Você deve ter sempre algum tipo um método para treinar um cachorro;
    • O cachorro pode entrar em pânico com os animais, se não vier de um canil correto;
    • O quadriciclo pode substituir o cachorro;
    • Pode não bastar um cachorro, devem-se ter vários, dependendo da situação;
    • É complicado treinar um cachorro se não tiver experiência e, além disso, o tempo para o treinamento é grande.

    Escolhendo bem o seu cachorrinho

    Uma vez decidido que se fará a aquisição de um cão pastor, o criador de animais de pastoreio deve escolher um filhote de cão mais adequado.

     O principal critério de seleção deve ser a origem genética do filhote, que deve ter boas habilidades naturais de lidar com o rebanho e flexibilidade de caráter. É importante ver pelo menos um dos pais do animal trabalhando com o rebanho.

     O criador de animais de pastoreio deve investir na educação e no treinamento do cão. É preciso saber como ganhar tempo: deve-se administrar o tempo de treinamento e o tempo no trabalho diário.

     

    As vantagens de se ter um cão no pastoreio

    Entre as vantagens do cachorro na condução e no trabalho junto ao rebanho, estão:

    • O cão, na criação de animais de pastoreio, complementa a visão (o campo visual) do homem;
    • Ele normalmente está disponível quando necessário;
    • Ele é rápido, antecipa movimentos dos animais e assume riscos;
    • O casamento entre homem e cachorro é consistente e compreensível para o rebanho, sendo que o cachorro sempre conduz o rebanho tendo como referência o homem;
    • O cão fortalece a coesão do rebanho.

     

    Dicas para o sucesso

    Treinadores de cães pastores, criadores de animais de pastoreio que possuem cães pastores treinados e criadores de cães pastores são unânimes em descrever as seguintes dicas para o sucesso com esses animais:

    • Escolha seu cachorro entre cães que tenham origem para o trabalho com rebanho, ou seja, não improvise – por mais que seja óbvio, é sempre bom dizer: para pastoreio, tem que ser um cão pastor;
    • Entenda como o cão pastor trabalha, e isso significa que não é o proprietário de uma fazenda quem vai determinar como o cão deve trabalhar, mas ele deve entender o modo de trabalhar do cão e não impor algo que o cão não compreenda;
    • Reserve 30 minutos por dia com seu cão para treiná-lo e respeite o progresso do trabalho feito, quer dizer, não acelere, não queira obter imediatamente produtividade, porque o animal não é uma máquina  pronta para obedecer a um humano; seja sempre afetuoso e interaja com seu cão amigavelmente;
    • Exercite seu cão regularmente, não só no trabalho de campo, mas também brinque com ele e dê a ele a sensação de que vocês são amigos que se divertem juntos.
    • Saiba como pedir ajuda e faça cursos de iniciação e aprimoramento, que existem em vários períodos do dia e são oferecidos por associações de usuários de cães pastores; todos os que concluíram esses cursos e realizaram estágios recomendam-nos com louvor e garantem que são essenciais para o sucesso com os cães pastores.

    Impactos para a sustentabilidade

    Vivemos em um momento histórico em que a preocupação com o meio ambiente é importantíssima, aliada à condição de gerar renda a partir das atividades econômicas, o que gera o conceito de sustentabilidade, e a adoção de um cão pastor gera impactos para a sustentabilidade, sim.   Alguns deles são a seguir elencados: o produtor de animais de pastoreio economizará tempo nos deslocamentos dos animais;

    • As intervenções para com os animais (tratamento, deslocamentos, etc.) serão feitas na hora certa, dada a grande concentração de cães pastores treinados em seu trabalho de pastoreio;
    • Não haverá consumo de energia ou de combustível e de manutenção de um quadriciclo, além de a segurança ser maior (evitar acidentes, por exemplo);
    • O cão facilita a domesticação do rebanho, tornando-se mais agradável de manusear, já que tanto os exemplares do rebanho quanto o cão são animais de quatro patas e não se estranham tanto quanto os animais estranhariam, por exemplo, um quadriciclo;
    • O trabalho é gratificante, já que feito em equipe com seu cachorro, e há efetivamente o prazer de trabalhar com um animal dócil e que o auxilia nas tarefas de pastoreio, diminuindo também o isolamento; enfim, o cão é um excelente companheiro;
    • Há uma imagem altamente favorável do público em geral para com os cães pastores.

    Ter, portanto, um cão pastor, dependendo do lugar onde um criador de animais de pastoreio viva, pode ser mais complicado do que simplesmente conhecer bem o animal. No Brasil, a situação não é tão difícil assim. Temos os nossos animais selvagens, é claro, mas não estamos vivendo esse tipo de polêmica – ainda!

    Você, criador de animais de pastoreio, se você se identificou com os nobres cães pastores, pode escolher um que possa fazê-lo mais feliz, dê mais eficiência a seu trabalho, garanta sustentabilidade e prazer ao seu dia a dia.

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  • Cães da cidade e cães do campo

    Cães da cidade e cães do campo

    Quando se fala de cães, é necessário mencionar o mundo em que vivem e crescem, porque o ambiente influencia o seu comportamento. Além disso, é necessário levar em consideração as atitudes das pessoas que os circundam. Como são os cães da cidade e os do campo?

    Temos que nos lembrar que, exatamente como sucede com os outros seres vivos, inclusive os humanos, o contexto influencia a adaptação e a existência. As diferenças entre cães da cidade e do campo são definidas pelo espaço em que vivem cotidianamente.

    Como com os humanos, os cães adquirem características com base no lugar em que vivem, cidade ou campo. Não é o mesmo viver em uma grande metrópole, onde o ritmo da vida é muito mais intenso, em comparação a uma zona rural, onde não existe estresse e a natureza está muito mais presente.

    Também os horários são notoriamente diferentes. Nas zonas rurais e agrícolas, as pessoas se levantam e vão dormir muito cedo, um fator que se torna crucial na vida de todos os dias, independentemente de serem pessoas ou animais de estimação.

    Os cães da cidade e do campo se adaptam a estes elementos, desenvolvendo existências diferentes, quase opostas. Um cão que é treinado e adotado em uma área metropolitana sofre de níveis de estresse e ansiedade que um outro semelhante camponês não conhecerá nunca.

     

    Os passeios

    Os cães foram observados com relação à rotina diária de passeios, produzindo-se conclusões que mostram resultados diversos. As raças caninas que vivem no campo, por uma questão de espaço, podem se movimentar livremente e sem coleira. Mas mantêm sempre o contato visual com os seus proprietários e não se distanciam muito deles.

    Ao contrário deles, os cães que vivem na cidade são habitualmente ansiosos. Não têm o hábito de manter o contato visual com a pessoa que o guia e, portanto são mais propensos a tentar fugir na hora do passeio.

    Tudo isso, é claro, depende do treinamento dado a cada caso. São mais freqüentes fugas de animais da cidade, mas não significa que cães do campo também não possam se aventurar além dos limites e desapareçam ou tenham consequências ruins de suas aventuras como serem atropelados, por exemplo, em estradas.

     

    O olfato

    Os cães têm o sentido do olfato muito desenvolvido, como já se demonstrou. Entretanto, no caso dos cães do campo e da cidade, há algumas diferenças fundamentais. Isso não se deve a uma questão de treinamento, objetivamente maior nos animais que vivem em ambientes rurais, mas também à paciência e concentração em fazê-lo. 

    O cão que cresce no campo desenvolve muito mais paciência e dedica muito mais tempo a farejar o mundo e os objetos que o circundam.  Às vezes, ele até é empregado em atividades que exploram seu faro privilegiado, como no caso da caça.

    O cão que nasce e cresce na cidade, sendo mais irrequieto, senão igualmente treinado, é muito menos paciente, fareja rapidamente tudo porque tem pressa. Sabe que tem poucos minutos à disposição para encontrar e seguir possíveis vestígios de coisas.

     

    A saúde

    Se formos tratar do bem-estar desses fidelíssimos animais domésticos, é normal considerar os cães do campo como mais saudáveis e com menos problemas de saúde em comparação com os primos que vivem na cidade. Isso diz respeito, evidentemente, tanto à esfera física quanto à mental.

    Resumidamente, diz-se que os cães do campo levam uma vida melhor, e nisso não é dificilmente de acreditar. Certamente, também existem casos extremos relativos à maneira de ter e cuidar dos animais, pois pode haver tutores “civilizados” que são mais respeitosos e preocupados do que aqueles que, talvez acostumados à vida no campo, geralmente consideram os cães como ferramentas de trabalho.

    De qualquer modo, existem dois elementos-chave que permitem aos cães do campo ter, uma melhor qualidade de vida: o habitat e o contato com as pessoas e animais.

     

    O  habitat

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    A vida de um cão treinado no campo, em um ambiente natural, é a de um animal que aproveita uma maior liberdade de movimento. Não conhece o estresse de permanecer fechado por horas em casa e, todo dia, tem a possibilidade de treinar e desenvolver os seus sentidos. 

    Obviamente, os cães que vivem em um pequeno apartamento ou em uma casa na cidade, não se encontra no seu ambiente natural. Além disso, o seu ambiente de convívio, frequentemente, é repetitivo e fechado. Quando ele é levado para passear, não é raro que ande pela mesma rota, sem nenhuma novidade. E isso pode ser agravado para um cão com uma alta capacidade de energia que precisa ser descarregada. 

    Por estes motivos, é geralmente aconselhável que os cães da cidade façam sempre atividades diversas e estimulantes, começando pela variação do trajeto dos passeios, a sua duração e os lugares em que ele possa brincar junto com outros animais. De tal modo, será reduzida a quantidade de ansiedade e estresse acumulada. 

     

    Contato com as pessoas e animais

    Também o constante contato com outras pessoas e animais presenteia os cães do campo com uma maior qualidade de vida. Encontrando-se a ter que interagir, todo dia, com diversos seres vivos, estes animais melhoram o seu temperamento e o nível de socialização. Desde sempre, o cão ajuda o ser humano a desenvolver diversas tarefas. É visco como um animal doméstico e também como uma companhia. É por este motivo que ele se sente à vontade cercado de pessoas.

    Sobre as diferenças entre cães da cidade e cães do campo,  há ainda muito a investigar e aprender. A sua companhia foi sempre fundamental para os seres humanos, mas é necessário sempre fazer todo o possível para criar um habitat adaptado a eles, porque o ambiente, como vimos, influi muito sobre a felicidade e o bem-estar do nosso amigo de quatro patas. 

     

    Como manter saudável o cão que vive no campo

    Mesmo, em geral, podendo ser o cão do campo mais saudável do que o da cidade, viver no campo pode causar perigos para a saúde do seu cão. 

    Viver no campo com o próprio cão e não ter à disposição muitos centros veterinários é uma situação que apresenta muitas desvantagens para a saúde, pois é um contexto em que uma doença ou um incidente podem se transformar em eventos bastante graves para o nosso pequeno amigo.

     Embora pareça um panorama delicado, o segredo para evitar que as coisas piorem é tomar algumas simples precauções. Deste modo tanto o tutor quanto o animal doméstico podem levar uma vida agradável e sem inconvenientes. 

    Seguem alguns conselhos úteis para quem não sabe manter o animal saudável no campo.

     

    Primeiros socorros

    Tenha sempre à mão um kit veterinário de primeiros socorros para cães e gatos.

    Pode parecer óbvio, mas frequentemente muitos não dão atenção e não tem um desses à mão quando acontece um acidente que requeira remédios ou outros procedimentos médicos. É importantíssimo ter sempre um à disposição para resolver qualquer problema de saúde.

    Como este kit será para o seu animal doméstico, você deve consultar um veterinário e dizer-lhe todo que diga respeito, não só ao seu amigo, mas também ao ambiente em que ele viverá. Como base nisso, será ele a aconselhá-lo os remédios adequados aos riscos que corre o seu cão, além das doses a serem administradas a ele.

     

    Medicamentos e acessórios sempre necessários

    Alguns remédios, no entanto, deveriam sempre estar presentes com você. Seguem uma lista básica:

    • clorexidina;
    • peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada;
    • tintura de iodo;
    • diferentes tipos de antibióticos;
    • comprimidos de carvão ativado;
    • analgésicos;
    • bandagem;
    • suplementos alimentares;
    • diferentes tipos de anti-inflamatórios;
    • gaze;
    • medicamentos antidiarreicos.

    Mesmo que você possua este kit para tratar seu animal de estimação em caso de acidente, você ainda deve conversar com o veterinário para lhe dizer a melhor maneira de tratá-lo, caso você não saiba o que fazer. A orientação para o uso de cada produto da lista acima e de outros que o veterinário indicar deve sempre partir do seu veterinário de confiança. Esteja sempre bastante consciente do cuidado que está prestando ao seu animal.

     

    Cuidado com a Leishmaniose

    Como você deve saber ou imaginar, um dos maiores riscos que seu animal de estimação pode correr vivendo em uma área rural é causado pela presença de pulgas, carrapatos e mosquitos. Esses insetos não são apenas irritantes, mas também perigosos, pois podem transmitir a leishmaniose, uma doença potencialmente letal. Para evitar isso, damos-lhe algumas dicas que serão muito úteis.

    Você precisará instalar redes mosquiteiras impregnadas com inseticida nas portas e janelas.

    Não deixe seu animal de estimação sair à noite: o mosquito que transmite esta doença geralmente age no escuro.

    Se você tem um cachorro, pode vaciná-lo contra a leishmaniose.

    Coloque o pesticida ou coleira de pulgas. Já existe no mercado uma coleira que protege contra os insetos que transmitem a leishmaniose e que tem durabilidade de 8 meses, que também não precisa ser removida durante o banho.

     

    Proteger os alimentos

    Se você estiver em no campo, cuide da comida, para que ela não seja alvo de concorrentes perigosos como ratos e outros roedores do campo que podem trazer doenças ao ambiente do seu animal.

    Se você mora em um local onde não há centros veterinários, é essencial que você feche bem os alimentos, mantendo-os em local fresco. Você evitará a contaminação de fungos e bactérias e a chegada de insetos que desejam comê-los.

    Por esse motivo, é de grande importância que você não deixe seus alimentos expostos ao ar por mais de 45 minutos, principalmente em altas temperaturas, uma vez que, nesses tipos de climas os alimentos, se decompõem rapidamente, favorecendo o aparecimento de micro-organismos patogênicos que seriam muito prejudiciais à saúde do seu animal de estimação.

    Em poucas palavras, nesse tipo de contexto, é muito importante que seu amiguinho siga uma dieta adequada, pois isso o manterá saudável.

     

    Condição física e emocional associadas

    IMG 20190208 071149 521 | Manual Pet

    Preste atenção ao estado físico e emocional do seu bichinho.

    Sempre se deve prestar atenção ao humor de seus amiguinhos, bem como verificar a pele e os pelos deles, uma ou duas vezes por semana, para evitar eventuais problemas, como lesões ou infecções, que, se descobertas a tempo, têm mais chances de tratamento e cura. 

    A importância de seu estado emocional baseia-se no fato de que, se seu animal estiver triste ou pouco ativo, pode ser o sinal de uma doença, por isso é importante que você se aperceba da situação o mais rápido possível, para levá-lo ao veterinário.

    Como você viu, cuidar da saúde do seu animal de estimação mesmo quando mora em uma cidade pequena ou no campo, onde a cobertura veterinária é limitada, não é tão difícil quanto parece.

     

    Algumas outras dicas

    Pela comparação entre o ambiente da cidade e o do campo, vimos que ser pai de um animal de estimação em áreas rurais pode significar muito ar fresco, terrenos para correr e se exercitar para seus animais de estimação. Embora existam muitos benefícios na vida rural, também existem alguns desafios exclusivos para os pais de animais de estimação. Veja mais dicas sobre como ser o melhor pai de estimação em um ambiente rural.

     

    Mantenha as raças em mente

    Embora muitas raças sejam adequadas para ambientes rurais, os cães maiores tendem a gostar de morar em um lugar onde haja mais espaço aberto para correr e brincar. Se você tem ou está pensando em adquirir um cão maior, certifique-se de ficar de olho nele enquanto ele está explorando o mundo enorme que ele vê, para que ele não se afaste demais. Se você mora em uma fazenda, cães maiores, como BorderCollies, Pastores Alemães, Pastores Ingleses Antigos ou Pastores Australianos, são grandes raças para ajudar no pastoreio ou em outras tarefas agrícolas.

     

    Deixe seu filhote vagar livremente – com alguns limites!

    FOTO BORDER CANIL | Manual Pet

    Viver em uma cidade menor ou ambiente rural significa que você pode ter um quintal grande. Aproveite esse espaço aberto e deixe seu animal de estimação se divertir correndo. Um quintal fechado ou grandes acres de terra são ótimos lugares para o seu filhote brincar em um ambiente seguro, longe do tráfego, que também já existe em áreas rurais, sim.

     

    Socialize seu animal de estimação

    Enquanto vive em uma comunidade menor, pode ser difícil para seu amigo fazer amigos ou socializar-se com outros animais de estimação. Se a sua comunidade possui um parque para cães, faça da parada no parque uma parte de sua caminhada diária – seu filhote adorará passear com outros amigos peludos com os quais ele normalmente não conseguem interagir. Se você não mora perto de um parque para cães, não se preocupe! Muitas comunidades oferecem creches para cães, onde seu bebê peludo pode se encontrar e brincar com outros cães da comunidade. Antes de visitar uma creche para cães, certifique-se de proteger seus animais de estimação contra a gripe canina com uma vacinação anual .

     

    Mantenha seus animais de estimação seguros

    Viver em uma comunidade rural pode ser uma experiência maravilhosa para você e sua família, especialmente se vocês tiverem animais de estimação – claro, a experiência para eles tende a ser ótima! Mas estar cercado por terrenos abertos pode facilitar a fuga dos animais de estimação se eles encontrarem um portão aberto ou uma saída da sua propriedade. Certifique-se de providenciar a colocação cirúrgica de um microchip associada ao  registro do seus animal de estimação, um procedimento que hoje já está sendo cada vez mais divulgado e que é muito simples e pouquíssimo e manter seus dados de cadastro sempre atualizados, para que você tenha salvaguardas, caso seu amigo peludo fuja.

     

    Vacinas e vermífugos

    Nunca é demais cuidar da aplicação de vacinas e vermífugos e sempre pedir orientação ao veterinário sobre problemas específicos da raça que for escolhida para a sua companhia em sua morada no campo, a fim de que não haja nenhuma surpresa. E tomar todos os cuidados recomendados quanto à higiene do animal, porque nenhum ambiente rural torna imune o animal a problemas que teria em qualquer ambiente.

    Cada vez mais o conhecimento se torna necessário. Então, o melhor pai de estimação procurará sempre conhecer tudo o que diz respeito ao seu animal, para tratá-lo cada vez melhor, seja na cidade, seja no campo.

  • O enriquecimento ambiental para o cão

    O enriquecimento ambiental para o cão

    O enriquecimento ambiental para o cão é definido como as interações sociais ou as mudanças no ambiente do cão, a fim de estimular sua atividade mental e física. O enriquecimento é projetado para reduzir o estresse e o tédio e manter a forma física e a acuidade mental do animal. Existem cinco tipos de enriquecimento: sensorial, alimentar, físico, social e mental. Normalmente, todo cão requer cada um desses tipos de enriquecimento diariamente. Em alguns casos, porém, durante o repouso pós-operatório, por exemplo, o exercício não é viável para o cão. Neste caso específico, é importante dar como compensação outros tipos de enriquecimento. Além disso, várias atividades podem incluir mais de um tipo de enriquecimento. A título de exemplos: brincar sozinho com um brinquedo no qual o alimento está escondido permite o enriquecimento alimentar e o mental; brincar com outro cão permite o enriquecimento físico, o mental e o social.

  • Biscoito de banana para cães

    Biscoito de banana para cães

    Ingredientes:

    1 ovo;

    2 bananas-prata;

    2 colheres (das de sopa) de mel;

    2 xícaras (das de chá) de aveia em flocos finos.

    Acessórios:

    Talher (colher ou garfo), espátula, cortadores em formatos desejados (como o de um osso, por exemplo – encontrados em lojas de ingredientes para festas), tigela para misturar os ingredientes, forma para levar ao forno.

    Modo de fazer:

    Amasse as bananas (com um talher), misture os ingredientes com espátula ou com as mãos, até que a massa fique homogênea e forme uma bola. Sove a massa até que ela fique com o formato de um disco achatado. Aplique os cortadores, retire os biscoitos crus formados e coloque-os na forma.

    Se houver sobras da massa, elas podem ser conservadas em geladeira, embrulhadas em papel-filme, durante 15 dias – servirão para outra oportunidade que você queira fazer novos biscoitos.

    Em um forno pré-aquecido (geralmente, cinco minutos são suficientes), coloque os biscoitos úmidos para assar em uma temperatura de 200oC por 20 minutos; depois desse tempo, reduza a temperatura para a mínima aceitável pelo marcador do forno (sem apagar a chama, é claro) e deixe assar os biscoitos por mais 10 minutos, ou até que eles estejam dourados e secos (verifique-os no forno, não abandone os biscoitos lá, porque podem ficar dourados demais ou queimar). Não se preocupe: a banana já é doce, mas o açúcar nela contido é mínimo, não causando mal nenhum ao animal.

    Mas a lembrança é eterna: petiscos não são a alimentação principal. 

     

  • Posso dar abacate para o meu cachorro?

    Posso dar abacate para o meu cachorro?

    Grande parte da controvérsia em torno dos abacates quando se trata de cães gira em torno da persina, uma substância que os abacates têm em suas folhas, sementes, casca e frutas. A persina pode ser tóxica em doses elevadas. Os cães são, no entanto, bastante resistentes à persina, e seria necessário muito abacate para que a persina causasse danos a eles, e, maduros os abacates, os níveis de persina também caem. Então, qual é o problema com abacates?

    Bem, se você tem um abacateiro em sua casa ou no seu quintal, seu cão pode exagerar na ingestão dessas frutas e, obviamente, dapersina, mas o perigo real vem das sementes, dos caules e dos caroços, todos difíceis de digerir e que podem causar obstruções gastrointestinais ou até asfixia, as quais podem ser fatais.

    Se você tem um abacateiro, como muitas pessoas fazem em certas propriedades em muitos países, certifique-se de que seu filhote não chegue perto dele ou da fruta que cai no chão. Se quiser, você pode preparar abacates para o seu cão removendo as partes nocivas, especialmente as cascas e os caroços, e usando abacates maduros. Se o fizer, é provável que o seu cão possa desfrutar de abacates com segurança, mas, como sempre, você deve perguntar ao seu veterinário antes de compartilhar a comida humana com seu cão.

  • Microchipagem

    Microchipagem

    Um importante método de identificação de animais, a microchipagem

    Há muita gente que pergunta sobre a necessidade da identificação de um animal de estimação. Antes mesmo de se pensar em um método específico, podemos já responder que é importante identificar seu animal porque, se ele se perder, é muito mais provável ele ser encontrado se estiver com algum tipo de identificação. A aplicação do microchip veterinário ou microchipagem é atualmente o melhor método de identificação permanente de um animal.

     

    E o que é, afinal, a microchipagem e como funciona?

    Um microchip é um método permanente de identificação eletrônica. O chip em si é muito pequeno – do tamanho de um grão de arroz – e é implantado por via subcutânea (logo abaixo da pele) entre as omoplatas na parte de trás do pescoço do animal. A coleira não é um método de identificação infalível, por isso, ela deve ser utilizada em conjunto com o microchip.

    A aplicação do microchip é praticamente indolor, sendo ele inserido por uma injeção com uma agulha hipodérmica que causa o mesmo desconforto de uma injeção qualquer, e sempre devem ser utilizados materiais descartáveis e esterilizados, de acordo com os melhores protocolos veterinários, podendo ser aplicado em cães, gatos, cavalos, aves e até répteis. Ele é obrigatório para cães e gatos que vão viajar, participar de exposições, também para animais comercializados nascidos no município de São Paulo.

    Cada chip possui um número exclusivo, que é detectado usando um scanner de microchip. O número do microchip é registrado em um banco de dados de microchips com detalhes sobre o animal e o proprietário. Os donos de animais precisam garantir que seus detalhes de contato sejam registrados no banco de dados com relação ao número do microchip do animal. Se o seu animal de estimação sumir ou se perder, veterinários, abrigos de animais, como o da União Internacional Protetora dos Animais, centros de resgates, como o Centro de Controle de Zoonoses, e até postos policiaissubmeterão o animal a um aparelho digitalizador para verificar a presença de algum microchip, o que tornará possível a identificação através do banco de dados e o contato com o tutor do animal. Nas melhores localidades onde é aplicado o microchip, o tutor recebe um certificado de propriedade e uma tarjeta com código de barras.

    As vantagens de aplicação do microchip são:

    – Você só paga uma vez, que é no momento da aplicação;

    – O microchip não precisa de recarga, pois ele só será ativado pelo leitor;

    – É impossível que o animal perca o microchip;

    – Ele funciona por toda a vida do animal;

    – Não é necessário realizar nenhum tipo de manutenção.

     

    É muito importante manter os dados de contato dos tutores atualizados no banco de dados para que, se houver mudança de residência ou do número de telefone, ainda assim o tutor possa ser contatado no caso de o animal se perder ou sumir. Embora não tenha a função de GPS (Global Positioning System, ou Sistema de Localização Global), o microchip funciona como um rastreador que é útil no caso de furto do animal, por causa da leitura digital do número de identificação único, que garante que o animal é, sem dúvida, aquele que foi registrado no banco de dados. Também se um animal de estimação passar a ser cuidado por um novo tutor, este novo tutor deve garantir que seus detalhes de contato sejam registrados no banco de dados.

     

    Como alterar os dados de contato?

    A maneira mais fácil de alterar seus dados de contato é pesquisar no website do local em que você instalou o produto. Quando o aplicar, certifique-se de ter o endereço virtual do local de armazenamento dos dados, para eventuais alterações. Alguns websites já dispõem de formulário de alteração de dados no próprio portal.Se houver dificuldade em localizar o número de registro do animal, deve-se entrar em contato com o implantador do microchip.

     

    Obrigatoriedade legal

    Na cidade de São Paulo, a lei 13.131, de 18 de maio de 2001, obriga a que todos os proprietários de cães e gatos tenham que registrá-los no Centro de Controle de Zoonoses, onde os animais, cumpridos vários requisitos, principalmente quanto às vacinas, receberão uma plaquinha de identificação, assim como os tutores receberão uma carteira com um número do Registro Geral do Animal (RGA).

    Canis e gatis da cidade de São Paulo, a partir de uma lei de 2007, só podem comercializar ou fazer doação de animais se estes forem previamente microchipados e esterilizados.

    Já foi aprovado no final de 2018 projeto de lei que prevê a obrigatoriedade da microchipagem de cães e gatos na cidade de São Paulo, para evitar o grande número de animais abandonados. No entanto, o projeto ainda não foi sancionado pelo prefeito, ou seja, ainda não se transformou em lei. Em outros Estados do Brasil, há várias iniciativas nesse sentido.

    Também em Portugal, por exemplo, uma lei determina que até o final de 2021, todos os animais domésticos devam ter implantado um microchip. Na cidade de São Paulo, um dos dados que constará obrigatoriamente do banco de dados será o número do RGA. As autoridades podem, por meio dessas identificações obrigatórias, promover uma pesquisa correta sobre a população de cães e gatos das cidades e promover campanhas de saúde pública, por exemplo, de prevenção contra zoonoses.

     

    Será que o animal vai sofrer durante a aplicação?

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    Há quem alegue que não se deve aplicar o microchip, porque é um procedimento invasivo, ou seja, que, entre outras coisas, causa dor. O microchip é um procedimento rápido (leva apenas alguns segundos), seguro e simples, e praticamente só causa um mínimo desconforto. Alguns filhotes de cães e gatos podem recuar ou gritar quando o chip é implantado, no entanto, a dor é mínima e de curtíssima duração, e a maioria dos animais a esquece muito rapidamente. Os benefícios do microchip na identificação do animal, em caso de sumiço ou perda, superam qualquer desconforto mínimo e momentâneo. É bem pior, até para o animal, perder o convívio de seus tutores, do que uma dor de alguns segundos.

     

    A melhor época para o implante

    Idealmente, o gato ou cachorro deve ser microchipado antes da compra ou adoção. Essa é a melhor maneira de rastrear efetivamente a origem do animal. No entanto, se o seu animal de estimação ainda não tiver um microchip, recomendamos que você marque uma consulta com seu veterinário para que ele seja microchipado (mesmo nas cidades onde o microchip ainda não é obrigatório). Algumas organizações de bem-estar animal também podem microchipar animais de estimação.

     

    Onde posso microchipar meu animal de estimação?

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    Somente implantadores de microchip autorizados têm permissão para microchipar animais. Veterinários e organizações de bem-estar animal são alguns desses locais onde se podem microchipar animais.